O Exorcista (The Exorcist, EUA, 1973 / 2000)


Nota do Autor: Antes da leitura desse artigo, é necessário informar que o texto está dividido em duas partes. Primeiro abordando o filme de 1973, e depois com o lançamento de uma versão ampliada com cenas inéditas em 2000, foi escrita outra matéria enfocando as novidades em relação ao original. Como são dois textos escritos em épocas diferentes, e que foram agrupados posteriormente para montar uma espécie de dossiê mais completo do filme, algumas informações, observações e comentários estão duplicados.

(Atenção: o texto a seguir contém spoilers)

O que há de comum entre A Noite dos Mortos-Vivos (1968), The Evil Dead (1982) e O Exorcista (1973)?
Na minha opinião, são três dos maiores de todos os filmes de horror da história. A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead, em vídeo VHS pela VTI e DVD pela Continental) é um clássico da produção “B”, filmado em preto e branco por George Romero e um dos precursores do “splatter”. The Evil Dead (em vídeo VHS pela Look e DVD pela LW Editora e Spectra Nova Editora), do talentoso diretor Sam Raimi, é um insuperável show “gore” com as mais fantásticas cenas repugnantes vistas no cinema. E "O Exorcista" (The Exorcist, em vídeo VHS e DVD pela Warner), é uma das mais assustadoras histórias já filmadas de possessão demoníaca, amparado por uma grande produção e direção de William Friedkin. Em comum também, os três clássicos muito cultuados originaram mais duas seqüências, todas inferiores aos originais, formando trilogias ou até refilmagens. Nota do Autor: No caso de “O Exorcista”, em 2004 foi lançada a parte 4, “Exorcista: O Início” (Exorcist: The Beginning), apresentando eventos anteriores ao filme original de 1973.
Eu nunca me esqueço quando fui assistir a O Exorcista pela primeira vez, em 1984, num cinema barato e já extinto chamado “Cine Londres”, no centro do bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Eu tinha 16 anos e o filme era proibido para menores de 18. Consegui entrar assim mesmo e a sessão já havia começado. Quando entrei no cinema e estava tentando me acostumar com o escuro, olhei para a tela e... a cena que estava se passando era justamente a da garota possuída pelo demônio se masturbando violentamente com um crucifixo, rasgando a sua vagina e espalhando sangue por todos os lados, vociferando com uma voz que parecia vir do próprio inferno, “Deixe Jesus te foder!”. À sua frente, a mãe olhava horrorizada para a inesperada atitude da filha de apenas 12 anos de idade, que ainda agarrou sua cabeça e esfregou na vagina ensangüentada gritando freneticamente “Me chupe! Me chupe!”. Levei um susto tão grande, que quase me arrependi de ter entrado no cinema, porém a atração pelo horror foi maior.
Foi a mais cara produção de horror da época (hoje já são normais as grandes produções como por exemplo Drácula, de Francis Ford Coppola) e que trouxe às telas o livro homônimo de William Peter Blatty, sobre um padre católico que batalha com um demônio.
O filme começa com o padre Lankester Merrin (Max Von Sydow, envelhecido) desenterrando uma estátua no Iraque e libertando um demônio luxuriante chamado Pazuzu, que eventualmente se apossa lentamente do corpo de uma pequena jovem, Regan Theresa MacNeil (Linda Blair), que vive com sua mãe (Ellen Burstyn), uma atriz divorciada, em Georgetown, nos arredores de Washington. Aos poucos, a garota começa a tornar-se selvagem e passa a cometer atos estranhos, como urinar na frente de convidados, vociferar palavras de baixo calão, se masturbar com um crucifixo e levitar sobre a cama, vindo a se transformar fisicamente em um pútrido demônio coberto de tumores, que é amarrado com cordas em sua cama. Uma vez indiferente aos médicos e últimos equipamentos da medicina, a família é obrigada a chamar um padre psiquiatra, Damien Karras (Jason Miller), que tenta ajudar. Ao não obter sucesso, eles recorrem então à Igreja e é chamado o padre Merrin, para juntos tentarem o exorcismo.
A voz rouca do demônio, produzida pela atriz veterana Mercedes McCambridge, é fenomenal e assustadora, o que não aconteceu com uma versão dublada exibida pela televisão brasileira aberta, que foi uma voz artificial, sintetizada, forçada e ridícula.
Algumas das melhores seqüências foram as vomitadas e escarradas de Regan possuída na cara dos padres, um líquido verde viscoso que lembra uma bílis de leite com abacate; as blasfêmias ditas pelo demônio ao padre Karras como “sua mãe chupa pênis no inferno”; e quando aparecem grandes vergões na barriga da garota enquanto dorme em quase estado de coma, formando letras com a desesperada frase de pedido de socorro “Ajudem-me”.
Os trabalhos de maquiagem de Dick Smith são fantásticos, ao envelhecer Max Von Sydow, transformando-o num verdadeiro octogenário; e na garota possuída, transformando seu rosto num amontoado de feridas abertas e úlceras pestilentas. Dick Smith é até hoje um dos melhores profissionais da área em todo o mundo, juntamente com Rick Baker (de Um Lobisomem Americano em Londres e O Incrível Homem que Derreteu), Tom Savini (de Sexta-Feira 13 e O Dia dos Mortos), e Screaming Mad George, um dos grandes artistas da década de 1990, considerado um mago dos efeitos de maquiagem no cinema.
Os atores tiveram ótimas performances, com Ellen Burstyn, Max Von Sydow, Jason Miller, Lee J. Cobb (como o tenente de polícia William Kinderman), e Linda Blair, que até hoje é lembrada pelo papel de Regan, apesar das cenas com a garota possuída serem feitas por uma dublê. Porém, a carreira cinematográfica de Blair não decolou, se restringindo apenas a aparições em pequenos filmes “B” de horror.
A música tema, uma pequena balada, é imortal e eternamente associada ao filme, reproduzida do disco “Tubular Bells”, de Mike Oldfield. Ela foi utilizada como uma homenagem na introdução da música The Exorcist, da banda americana de Death Metal Possessed, em 1985.
O Exorcista foi o único filme de horror até aquela época (1973), a ganhar o cobiçado prêmio Oscar, nas categorias técnicas de roteiro adaptado, de William Peter Blatty, e de som. Atualmente as obras de horror ganham até o prêmio de melhor filme, como aconteceu em 1991 com O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme.
O ponto mais alto do filme certamente foi a grande e antológica seqüência do exorcismo que no final, como sempre no cinema politicamente correto, o Bem prevalece sobre o Mal, com o demônio sendo derrotado, libertando a jovem garota, mas às custas das mortes dos padres, em especial, a do padre Karras, que desaba violentamente de uma enorme escadaria, mergulhando para a morte, agonizando numa imensa poça de sangue.
O Exorcista é até hoje considerado um dos grandes filmes da história da produtora Warner e certamente está na lista dos melhores filmes de horror de todos os tempos, com seu impressionante argumento de possessão demoníaca. E completou 30 anos em 2003, mantendo o seu prestígio ao longo do tempo e merecendo ser homenageado sempre.

O EXORCISTA 2000 – VERSÃO DO DIRETOR

Em 02/03/01 entrou novamente em cartaz nos cinemas brasileiros um dos maiores clássicos do horror de todos os tempos, “O Exorcista” (The Exorcist, 1973). Só que dessa vez foi exibida a chamada versão oficial do diretor (director’s cut), no caso, do cineasta William Friedkin, com 11 minutos a mais e consequentemente algumas cenas inéditas, que haviam sido cortadas na edição final do filme na época.
Essas seqüências adicionais são quase todas bem discretas, precisando de muita atenção para reconhecê-las e de preferência tendo assistido o original pouco tempo antes para justamente facilitar o entendimento das diferenças. Com a ajuda de material pesquisado e recolhido da internet, e por observações retiradas na exibição do filme, segue posteriormente um descritivo das novidades nesse “Exorcista 2000”.
Já faz quase trinta anos que “O Exorcista” foi lançado nos Estados Unidos e ainda hoje continua assustador, principalmente por tratar de um tema que inevitavelmente choca as pessoas, que é o confronto direto entre o “bem” e o “mal”. No caso, a possessão lenta e gradual de uma jovem e inocente garota de apenas doze anos de idade por um demônio pútrido e feroz chamado “Pazuzu”, que somente é expulso de dentro da menina após uma tortuosa sessão de exorcismo que levou dois padres à morte. O corpo da garota acabou transformando-se em vergões e feridas pestilentas e sua voz e comportamento tornaram-se agressivos e extremamente violentos, com direito à masturbação sangrenta com um crucifixo, blasfêmias vociferadas com ódio, levitação, insultos proferidos em idiomas desconhecidos, vomitadas asquerosas na cara dos padres, e todo tipo de agressão à famosa moral e bons costumes.
Se comparado aos filmes do cinema dos anos 1980 e 90, como por exemplo os sanguinolentos “The Evil Dead” e “Braindead”, “O Exorcista” pode até ser considerado mais “leve”, principalmente devido ao fato de que as cenas aterrorizantes são seqüências curtas e intercaladas na história, dando um fôlego ao espectador (com exceção do ritual do exorcismo que é mais demorado e por isso extremamente tenso). Porém, a história é completamente envolvida num clima macabro que interage com o público tornando-o testemunha dos horrendos acontecimentos que levaram uma inocente menina à condição de um pútrido demônio. Já em “The Evil Dead” (no Brasil, com o nome equivocado de “A Morte do Demônio”), o talentoso diretor Sam Raimi utilizou-se de um velho clichê comum do horror, um grupo de jovens isolados numa cabana nas montanhas em meio a um ataque de demônios, e despejou sobre o público uma tormenta de sangue, mutilações e todo tipo de atrocidades e possessões demoníacas sem permitir um leve descanso sequer ao espectador, de uma forma nervosa, tensa e sem direito a qualquer tipo de humor. E em “Braindead” (no Brasil, “Fome Animal”), do também talentoso Peter Jackson, a mesma fórmula foi utilizada, e inacreditavelmente com mais sangue ainda, numa história repleta de zumbis famintos, porém dessa vez mesclado com vários elementos de humor.
“O Exorcista” tem pouco sangue quando comparado a filmes como estes, só que suas poucas cenas agressivas tem um impacto muito grande, principalmente pelo clima de horror psicológico do roteiro (adaptado de obra homônima de William Peter Blatty, escrita em 1971). Aliás, Blatty se inspirou em um caso supostamente real ocorrido em Maryland (EUA) em 1949, só que envolvendo um garoto de quatorze anos que demonstrou comportamentos estranhos e agressivos como cuspir e falar em latim, um idioma desconhecido para ele. Porém, o escritor aproveitou esse argumento e certamente criou a sua versão de possessão, dessa vez numa garota, e com atitudes muito mais violentas.
Uma curiosidade muito interessante em “O Exorcista” é que a voz da garota possuída pelo demônio é real, de uma veterana atriz chamada Mercedes McCambridge, tornando as cenas com as falas da menina muito mais aterrorizantes, em vez de se utilizar algum efeito digital para distorcer a voz artificialmente.
Nessa nova versão para o clássico, algumas cenas são inéditas e agora reeditadas pelo diretor William Friedkin, assim como também tanto o início como o final foram levemente modificados. Friedkin era um diretor muito conceituado na época, principalmente pelo policial “Operação França”, porém tanto ele como também a atriz Linda Blair (que interpretou a garota possuída Regan) ficaram marcados para sempre por seus envolvimentos com “O Exorcista” e curiosamente suas carreiras não conseguiram decolar mais nos anos seguintes. Até hoje, Linda Blair só consegue papéis menores em pequenos filmes de horror.
O sucesso de “O Exorcista” foi tão grande que conseguiu a rara indicação, para um filme de horror, para dez categorias do conceituado Prêmio “Oscar”, entre elas a de melhor filme, direção, fotografia, roteiro adaptado, montagem, cenografia, som e direção de arte. Os atores Jason Miller (padre Karras), Ellen Burstyn (Chris MacNeil, a mãe de Regan) e Linda Blair também foram indicados em suas categorias. O filme acabou vencendo como melhor som e roteiro.
As novidades na versão do diretor incluem uma nova trilha sonora e efeitos digitais inexistentes em 1973. Foram acrescentados os trabalhos dos técnicos Steve Boeddeker na engenharia de som e Jennifer Law-Stump na arte dos efeitos digitais.
Podemos constatar essas mudanças em cenas como a do padre Karras quando ele é possuído pelo demônio. Na primeira versão, seu rosto está sereno e de repente num corte brusco passa a estar possuído. Isto foi melhorado com um corte mais elaborado, onde primeiro aparece a face normal do padre, depois um corte para uma janela, e por fim um outro corte para sua face já possuída.
Ou na cena em que Regan é hipnotizada por um psiquiatra e vemos o momento em que o demônio se manifesta em seu rosto, mudando radicalmente suas feições numa fração de segundos. Isso não ocorria na versão original, quando ouvíamos apenas um rosnado e víamos uma careta da menina.
Como já mencionado, foram acrescentadas algumas cenas inéditas nessa versão 2000, a maioria de forma discreta. Uma delas é quando Regan está numa clínica médica para fazer seus primeiros exames, tentando descobrir os motivos da alteração de seu estado nervoso, enquanto sua mãe Chris se distrai bordando uma peça de roupa na sala de espera. Regan toma uma injeção e é examinada pelo médico, porém, ela se nega a colaborar, e reage de forma agressiva proferindo palavras de baixo calão para ele. Ela começa então a andar dentro do consultório médico e aos poucos vai ficando sonolenta, roda em torno de si mesma e gira a cabeça até cair desmaiada. Quando sua mãe vai conversar com o médico ele lhe diz ter ficado perplexo com o linguajar ofensivo da menina.
Outra cena nova, só que bem mais notada e comentada, vista também no trailer de apresentação do filme, é aquela onde Regan possuída desce rapidamente uma escada de quatro e de costas (como se fosse uma aranha), mostrando sua boca cheia de sangue quando chega ao final do trajeto. Essa cena do sangue na boca da garota faz parte da nova safra de efeitos digitais e o resultado final ficou bem assustador. Essa seqüência acabou não indo até o final que culmina com Regan pulando em cima da secretária de sua mãe, Sharon (Kitty Winn), como ocorreu na primeira versão.
Uma outra cena adicional foi acrescentada visando melhorar um detalhe meio “solto” no roteiro original, que é a ausência total do pai de Regan, principalmente num momento crítico que ela estava enfrentando com a possessão demoníaca. Para justificar melhor essa ausência, tivemos uma sequência onde o padre Karras está em um laboratório de som analisando um telefonema de Regan para o seu pai. A menina está alegre, porém não sabe bem o que dizer, o que demonstra a grande falta de intimidade e distância entre os dois. Na verdade, o pai dela vive na Europa e não aparece mesmo.
Outra falha do roteiro teve que ser esclarecida com uma cena nova. O padre Merrin (Max von Sydow), que foi chamado para realizar o exorcismo juntamente com o padre Karras, em determinado momento do ritual chama a garota pelo seu nome completo, Regan Theresa MacNeil, porém ele não tinha como saber o segundo nome da menina. Uma cena inédita agora mostra um diálogo antes do início do exorcismo entre o padre Merrin e a mãe de Regan, onde ele pergunta a ela o nome completo de sua filha.
A nova versão do diretor acrescentou também um diálogo entre os padres Merrin e Karras onde eles tentam encontrar um significado para o caso da possessão demoníaca de Regan. Eles discutem sobre quais seriam os motivos que levariam uma inocente garota a ser dominada por forças malignas.
Finalizando, “O Exorcista” 2000 trouxe também um final levemente alterado. No original de 1973, após o término do pesadelo vivido por Regan e sua mãe, elas resolvem se mudar de casa. Nisso, aparece o padre Dyer, amigo da família e colega do padre Karras. Eles trocam algumas palavras e enquanto um carro leva as mulheres embora, o padre se despede e caminha sozinho retirando-se do local. Na versão do diretor, quando o padre Dyer está se retirando ele encontra um investigador de polícia que acompanhou todo o caso, o tenente Kinderman (Lee J. Cobb). Ambos conversam um pouco sobre Regan e terminam o filme falando sobre cinema, interesse comum deles, e do amigo também cinéfilo padre Karras, falecido no exorcismo. O tom do diálogo é levemente humorístico para tentar terminar com um tradicional “final feliz”, ou pelo menos de forma menos agressiva, já que o demônio, mesmo derrotado ao ser expulso de dentro de Regan, de certa forma conseguiu alguma vantagem no confronto com os dois padres exorcistas, pois ambos perderam suas vidas para salvarem a alma da menina possuída.
“O Exorcista”, tanto na versão original de 1973 quanto nessa nova versão melhorada do diretor William Friedkin em 2000, continua aterrorizando as platéias em todo o mundo, sendo um dos principais expoentes do cinema de horror de todos os tempos, mesmo com mais clima psicológico e bem menos sangue que a maioria das produções “splatter” modernas, pois é o filme que melhor soube trabalhar o tema que mais choca as pessoas, que é a possessão demoníaca. Principalmente quando mais voltada para a realidade do cotidiano em vez da fantasia e ficção de demônios sobrenaturais. É muito difícil ficar indiferente ao vermos uma inocente garota de apenas doze anos de idade se transformar em um ser asqueroso, repleto de feridas, devido à influência maligna de um espírito demoníaco. É diferente de vermos um filme com o roteiro invadido por demônios e monstros fantasiosos e exagerados em meio a alguma aventura ou situação qualquer. É justamente aí que “O Exorcista” garante o seu forte impacto de chocar o público e povoar por muito tempo as noites das pessoas com os piores pesadelos...

“O Exorcista” (The Exorcist, 1973) – avaliação: 10 (de 0 a 10)
site: www.bocadoinferno.com / blog: www.juvenatrix.blogspot.com (postado em 10/12/05)

O Exorcista (The Exorcist, Estados Unidos, 1973). Warner Brothers. Duração: 122 minutos, em vídeo VHS e DVD no Brasil pela Warner. The Exorcist – Director’s Cut, Estados Unidos, 2000. Duração: 133 minutos. Direção de William Friedkin. Roteiro de William Peter Blatty, baseado em seu livro homônimo. Produção de Noel Marshall, William Peter Blatty e David Salven. Fotografia de Owen Roizman. Maquiagem de Dick Smith e William A. Farley. Direção de elenco: Louis DiGiaimo, Nessa Hyams e Juliet Taylor. Cenários: Jerry Wunderlich. Figurinos: Joseph Fretwell III. Efeitos Especiais de Marcel Vercoutere. Efeitos Visuais de Marv Ystrom. Cenografia de Jerry Wunderlich. Sonoplastia de Chris Newman. Música de Krzysztof Pendercki. Efeitos Sonoros de Ron Nagle, Doc Siegel, Gonzalo Gavira e Bob Fine. Montagem de Evan A. Lottman e Norman Gray. Assistente de Direção: Terence A. Donnelly e Alan R. Green. Sequência do Iraque: Fotografia de Billy Williams. Sonoplastia de Jean-Louis Ducarme. Montagem de Bud Smith. Elenco: Ellen Burstyn (Chris MacNeil), Max von Sydow (padre Merrin), Jason Miller (padre Karras), Linda Blair (Regan), Lee J. Cobb (tenente Kinderman), Kitty Winn (Sharon Spencer), Jack MacGowran (Burke Dennings), Mercedes McCambridge (voz do demônio Pazuzu), Reverendo William O’Malley, Barton Heyman, Pete Masterson, Rudolf Schundler.