“Metrópolis, um planeta da
galáxia de Eraklon, agora enfrenta seu momento mais grave. Lord Graal escapou
do satélite prisão para onde fora exiliado por seu irmão, o chefe da pacífica
Metrópolis. Graal, mal e sedento de poder, tem planos de vingança que podem
alterar para sempre o destino da democracia galáctica.”
“O Humanoide” (L´umanoide / The
Humanoid, 1979) é uma space-opera italiana copiada de “Star Wars” (1977), mas
com orçamento menor e produção mais bagaceira. Com direção de Aldo Lado (com o
pseudônimo George B. Lewis para uma distribuição internacional), o filme é
estrelado pelo ator grandalhão Richard Kiel (1939 / 2014) no papel do humanoide
do título, ele que é mais conhecido como o vilão “Dentes de Aço” em dois filmes
da franquia "007" com Roger Moore.
Foi exibido na televisão brasileira e está
disponível no Youtube na versão dublada pela BKS, porém com algumas cenas sem
dublagem e com legendas em português.
O tirano Lord Graal (Ivan Rassimov) fugiu
da prisão e quer tomar o poder no planeta Metrópolis, governado pacificamente
por seu irmão (Massimo Serato), que tem o apoio e proteção do líder da
Segurança Nick (Leonard Mann).
Para o sucesso de seu plano maquiavélico
de conquista, o vilão conta com o apoio de Lady Agatha (Barbara Bach), que quer
governar ao seu lado e que para se manter jovem e bela ingere um soro com o
sangue de outras mulheres assassinadas (algo similar à histórica Condessa
Bathory, que se banhava em sangue para rejuvenescer). E também conta com os
serviços do “cientista louco” Dr. Kraspin (Arthur Kennedy), que inventou uma
forma de alterar a estrutura celular das pessoas transformando-as em autômatos
sem mente e com força descomunal, através de um dispositivo chamado
“Kappatron”.
A primeira cobaia de suas experiências é o
piloto inspetor de colônia Golob (Richard Kiel), que se transforma num humanoide que faz caretas e solta grunhidos espalhando o caos e destruição em
Metrópolis, com um grupo se unindo para combater a ameaça, formado por Nick, a
cientista Barbara Gibson (Corinne Clery), que era a assistente do Dr. Kraspin
antes dele se alinhar com o Mal, e seu aluno Tom Tom (Marco Yeh), um menino
misterioso com feições orientais e poderes mentais.
A história de “O Humanoide” explora a
tradicional batalha entre o Bem e O Mal, entre os mocinhos que defendem a paz e
harmonia, e os bandidos conquistadores que querem o poder com tirania. O filme é
um "rip-off" assumido e sem receios de “Star Wars”, com muitas similaridades e
paralelos com o filme de George Lucas, desde as naves espaciais, as armas de
raios, as vestimentas, as filmagens no deserto, o robô cão (com a missão de ser
engraçado) inspirado em R2D2, o menino tibetano com o poder de controle mental
copiando seu similar Obi-Wan Kenobi, passando pelo piloto Nick e a cientista Barbara
Gibson que lembram Luke Skywalker e a Princesa Léia, culminando com o vilão
Lord Graal, que é um Darth Vader menos imponente e cruel. Ainda tem também o
mesmo tipo de introdução com um letreiro no estilo de “Star Wars” (reproduzido
acima do original italiano, pois na dublagem brasileira preferiram mudar
algumas palavras referindo-se a Metrópolis como o planeta Terra num futuro
distante e trocando o destino da democracia galáctica pela humanidade).
Independente da história e personagens
reciclados, o filme tem efeitos especiais práticos que certamente
impressionaram as plateias da época e são muito divertidos até hoje pelo
saudosismo e magia do cinema de quase meio século atrás, com as naves
espaciais, estruturas arquitetônicas futuristas e computadores repletos de
botões e luzes piscando. Vale a pena também enaltecer que mesmo sendo um filme
escapista com ausência de sangue e violência, tivemos um longo ataque das
forças militares de Lord Graal contra um instituto de pesquisas em Metrópolis, num massacre com muitas mortes dos cientistas.
A trilha sonora é do compositor italiano
Ennio Morricone (1928 / 2020), que tem um currículo imenso. Apreciar a música é
algo muito subjetivo e em “O Humanoide” ela parece estranha e meio fora de
contexto.
A supervisão dos efeitos especiais é de
Antonio Margueriti (1930 / 2002), utilizando o pseudônimo Antony M. Dawson. Ele
que é mais conhecido como um diretor italiano de diversas tranqueiras
divertidas de ficção científica e horror, principalmente nos anos 60 do século
passado, como “Destino: Espaço Sideral” (1960), “O Planeta dos Desaparecidos”
(1961), “A Mansão do Homem Sem Alma” (1963), “A Máscara do Demônio” (1964),
“Dança Macabra” (1964), “O Choque de Planetas” (1966), entre outros.
Curiosamente, outro filme italiano do
mesmo período, “O Choque das Estrelas” (Starcrash, 1978), de Luigi Cozzi e
estrelado por Christopher Plummer, David Hasselhoff e Caroline Munro, também se inspirou ou “copiou” elementos de “Star Wars”.
(RR
– 28/01/26)

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