A Última Profecia (The Mothman Prophecies, EUA, 2002)

Nos últimos anos tem surgido muitos filmes explorando a temática de premonições ou profecias, como por exemplo “A Premonição” (In Dreams), com Annete Benning, “O Dom da Premonição” (The Gift), dirigido por Sam Raimi ou “O Mistério da Libélula” (Dragonfly), estrelado por Kevin Costner, citando apenas três deles. Aumentando ainda mais essa lista, entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 04/10/02 o thriller com elementos sobrenaturais “A Última Profecia” (The Mothman Prophecies), dirigido por Mark Pellington (do drama de terrorismo “O Suspeito da Rua Arlington”), e com elenco liderado por Richard Gere ao lado da bela Laura Linney.
A história é baseada em fatos reais narrados em livro do jornalista John A. Keel, que descreveu a ocorrência de estranhos e misteriosos fenômenos que estavam relacionados à premonição de uma grave tragédia com muitas vítimas fatais, numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos. No filme, Gere interpreta um famoso repórter do jornal “Washington Post”, John Klein, casado com Mary (Debra Messing), e ambos estão à procura de uma casa para morar. Eles a encontram, porém antes de poderem desfrutar o novo lar, ocorre um acidente de carro e a mulher fica ferida. No hospital, descobre-se que ela tem um grave e raro tumor cerebral e antes de morrer ela fez vários desenhos estranhos envolvendo uma visão que teve no momento do acidente com a rápida aparição de uma criatura obscura, algo similar a um “anjo da morte”.
Passados dois anos, o jornalista precisa fazer uma viagem de trabalho e de forma involuntária ele misteriosamente se desvia do caminho e acaba indo parar na pequena cidade de Point Pleasant, em West Virginia, distante centenas de quilômetros do destino original. Lá ele entra em contato com moradores como Gordon Smallwood (Will Patton), que teve visões semelhantes as de sua esposa antes de morrer. Ele passa a receber também estranhos telefonemas anunciando a ocorrência prévia de tragédias, como premonições de desastres envolvendo a morte de muitas pessoas. Tentando entender melhor o que estava se passando, Klein procura um escritor de livros sobre premonições, o veterano Alexander Leek (Alan Bates), que lhe fornece importantes informações sobre o mistério das alucinações com a bizarra criatura sobrenatural. Klein decide então investigar o caso das “profecias do homem mariposa” do título original, auxiliado por uma policial local, Connie Parker (Laura Linney).
“A Última Profecia” é um suspense psicológico intrigante explorando um tema que sempre desperta uma inevitável atração, a existência de fenômenos sobrenaturais envolvendo misteriosas visões. E uma vez utilizando em sua trama uma adaptação de eventos reais acontecidos na década de 1960 na pequena cidade de Point Pleasant, o interesse na história torna-se ainda maior. O filme não tem sangue ou cenas fortes de horror, pois investe em elementos de suspense e tensão crescente, procurando dar forma às aparições de um misterioso ser, o homem mariposa, que aparece antes da ocorrência de grandes tragédias. E o roteiro consegue criar uma interação entre o espectador e o drama enfrentado pelo personagem John Klein, um jornalista bem sucedido cuja vida repentinamente desaba com a morte da esposa e depois com a sucessão de eventos de difícil compreensão que questionam sua própria sanidade. Sem grandes efeitos especiais e contando com uma história inteligente e intrigante cheia de reviravoltas e detalhes que se complementam, “A Última Profecia” estranhamente não foi bem nas bilheterias americanas, mas certamente é um grande entretenimento e um filme interessante que não desapontará os fãs do estilo.

Observação: O filme foi exibido pela primeira vez na televisão aberta em 07/08/05 (Domingo), pela TV Record, às 20:30 horas.

“A Última Profecia” (The Mothman Prophecies, 2002) – avaliação: 7,5 (de 0 a 10)
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(postado em 02/06/06)

Todo Mundo em Pânico 2 (Scary Movie 2, EUA, 2001)

Em 14/09/01 estreou nos cinemas brasileiros a paródia de horror “Todo Mundo em Pânico 2” (Scary Movie 2), sequência do original de 2000, que retorna com o mesmo elenco e a exemplo de seu antecessor também satiriza vários outros filmes, principalmente de horror.
No primeiro episódio, o tema central era brincar com a série “Pânico” de Wes Craven (iniciada em 1996) e citar com muito humor outros filmes similares. Dessa vez, a história foi centrada no filme “A Casa Amaldiçoada” (1999) e várias cenas lembravam sátiras aos filmes “O Exorcista” (cuja versão do diretor foi lançada na mesma época), “O Homem Sem Sombra”, “Hannibal” (na famosa sequência do “cérebro”), “Premonição”, “Revelação”, e até de filmes fora do gênero fantástico como a nova versão da aventura policial de “As Panteras”, “O Tigre e o Dragão” com suas lutas coreografadas, e a catástrofe dos furacões de “Twister” (numa cena onde uma vaca fantasma voa dentro de um tornado), entre outras referências.

(Atenção: o texto a seguir contém spoilers)

O primeiro filme foi um grande sucesso e seguindo uma já histórica tendência do cinema, essa sequência é bem inferior, com algumas poucas passagens realmente engraçadas, que são na verdade as do prólogo do filme onde o alvo é satirizar o clássico “O Exorcista”. Para quem conhece o clássico original, é quase impossível não rir de cenas como a da menina urinando em profusão no tapete da sala na frente dos convidados de uma festa de sua mãe; ou quando um dos padres (o sósia do Padre Karras do original) inicia o ritual exorcista e é provocado pelo demônio que diz que sua mãe estava com eles, e uma velha senhora de repente sai debaixo dos lençóis ao lado da menina possuída; ou quando o outro padre (cópia do Padre Merrin, interpretado com muito humor por James Woods) está sentado numa privada e reza com veemência para obter sucesso na tentativa de defecar, e consegue seu intento com grande estardalhaço; ou ainda quando o mesmo padre fica atraído sexualmente pela garota possuída que faz gestos obscenos com a língua e vocifera para o padre “comê-la” e ele tenta seguir à risca o pedido dela; ou na melhor das sequências, quando os dois padres exorcistas e a garota possuída travam uma verdadeira batalha de vômitos esverdeados que jorram por todos os lados em enormes banhos gosmentos. O restante de “Todo Mundo em Pânico 2” esbarra nos habituais clichês já característicos dessas paródias de filmes de horror e afins, com vários momentos até ridículos. Mas no final o filme vale uma rápida conferida, principalmente pelas sequências satirizando “O Exorcista”.

“Todo Mundo em Pânico 2” (Scary Movie 2, EUA, 2001) – avaliação: 5,5 (de 0 a 10)
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(postado em 02/06/06)

Lara Croft: Tomb Raider (2001)

Em 06 de julho de 2001, inaugurando o mês de férias escolares em nossos cinemas, entrou em cartaz um filme de aventura com elementos de ficção científica e fantasia inspirado em um videogame, “Lara Croft: Tomb Raider”.
Seu único interesse está no elenco formado pela bela e super atuante Angelina Jolie e pelo experiente Jon Voight, pois o roteiro é repleto de absurdos no estilo “Missão Impossível”.
Jolie é Lara Croft, uma jovem milionária filha de um famoso arqueólogo (Voight), que tem a missão de resgatar uma importante e mística peça mágica que é capaz de controlar o tempo, e que em mãos erradas poderia significar um grande distúrbio no planeta.
Os efeitos especiais são até bem executados, amparados pela moderna tecnologia digital do cinema, mas a história é óbvia demais, cheia de clichês irritantes, e o máximo que se pode conseguir é um pouco de diversão leve com o show de imagens.
Teve uma continuação em 2003, igualmente ruim e novamente com Angelina Jolie, e que foi exibida em nossos cinemas como “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” (Lara Croft and the Cradle of Life: Tomb Raider 2).

“Lara Croft: Tomb Raider” (Lara Croft: Tomb Raider, Inglaterra / Alemanha / Japão / EUA, 2001) – avaliação: 3 (de 0 a 10)
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(postado em 02/06/06)

O Terminal (The Terminal, EUA, 2004)

Steven Spielberg, um dos mais famosos e bem sucedidos diretores da história do cinema de entretenimento, esteve de volta dessa vez com uma comédia romântica. “O Terminal” (The Terminal) entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 10/09/04 e apresenta um homem, Viktor Navorski (magistralmente interpretado por Tom Hanks), chegando de avião aos Estados Unidos em New York, vindo de um país fictício do leste europeu chamado Krakhozia, o qual havia entrado naquele instante numa grave crise política com uma violenta guerra civil e um golpe de Estado revolucionário.
Devido a esse fato, o estrangeiro perdeu sua cidadania, com o governo de seu país não sendo reconhecido nos Estados Unidos e ficando obrigado a permanecer e morar temporariamente dentro do terminal aéreo, dormindo no portão 67, um local em reformas. Lá, enquanto sua condição de imigrante ilegal não se resolve (um problema arrastado por nove meses), ele utiliza sua criatividade e habilidade com construção civil para conseguir emprego, e faz amizade com vários funcionários locais, entre eles o faxineiro indiano Gupta (Kumar Pallana), o carregador de malas Mulroy (Chi McBride) e o funcionário da alimentação dos aviões, Enrique (Diego Luna). Além de se apaixonar por uma bela comissária de bordo, Amelia Warren (Catherine Zeta-Jones), e enfrentar a intransigência do chefe de segurança do aeroporto, Frank Dixon (Stanley Tucci).
São duas horas de pura diversão em mais uma excelente performance de Tom Hanks, um dos grandes maiores atores de seu tempo, com críticas pertinentes ao sistema burocrático dos aeroportos. Curiosamente, uma das personagens, uma funcionária responsável pelo visto de liberação de saída do aeroporto, Delores (Zoe Saldana), revela-se uma fã fervorosa de “Star Trek”, e numa cena onde Dixon tenta explicar para Viktor sua condição fora do comum de imigrante ilegal por causa de uma incrível “fresta do sistema”, ele compara o fato a uma situação “Além da Imaginação”, numa referência à série clássica da televisão “The Twilight Zone” (ou “A Zona do Crepúsculo”), com suas histórias fantásticas e cheias de surrealismo.

“O Terminal” (The Terminal, EUA, 2004) # 373 – avaliação: 7,5 (de 0 a 10)
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(postado em 01/06/06)

A Soma de Todos os Medos (The Sum of All Fears, EUA, 2002)

Mais um filme de ação que retrata terrorismo e o perigo de uma guerra nuclear entrou em cartaz em nossos cinemas em 14/06/02. Trata-se de “A Soma de Todos os Medos (The Sum of All Fears), dirigido por Phil Alden Robinson e trazendo novamente o personagem Jack Ryan, um agente da CIA criado pelo escritor Tom Clancy, interpretado agora por Ben Affleck, e que curiosamente já apareceu em outros filmes como em “A Caçada ao Outubro Vermelho” (com Alec Baldwin fazendo o papel de Ryan) e em “Jogos Patrióticos” e “Perigo Real e Imediato” (em ambos o agente foi interpretado por Harrison Ford).

(Atenção: o texto a seguir contém spoilers)

Em “A Soma de Todos os Medos”, Jack Ryan é ainda jovem em início de carreira como um historiador da CIA que é recrutado por um diretor do secreto órgão governamental, Bill Cabot (Morgan Freeman), para uma missão de acompanhamento do desarmamento do arsenal nuclear da Rússia. Ele foi escolhido por seus conhecimentos através de uma pesquisa do perfil do novo Presidente russo, Nemerov (Ciaran Hinds), que tomou o poder repentinamente após a morte por problemas de saúde de seu antecessor. Ryan tem uma namorada (Bridget Moynahan), médica do setor de emergência de um hospital em Baltimore, a quem conheceu há pouco tempo, e o convite inesperado para uma missão especial na Rússia, acabou transformando sua até então pacata vida numa sucessão agitada de novos eventos. Na Rússia, eles descobrem o desaparecimento de três cientistas envolvidos com fabricação de bombas atômicas e tomam contato com um perigosa trama internacional liderada por um simpatizante do antigo Nazismo, o rico empresário Dressler (Alan Bates), que pretendia detonar uma bomba nuclear comprada no mercado negro, a qual foi encontrada intacta num deserto próximo à queda de um avião israelense em 1973, tendo como alvo o ginásio lotado de futebol americano na cidade de Baltimore, com um espectador ilustre entre os presentes, o Presidente dos Estados Unidos (interpretado por James Cromwell).
Numa trama paralela, um incidente internacional envolvendo a Rússia e um ataque rebelde com armas químicas em uma das antigas repúblicas soviéticas, com a participação dos Estados Unidos como interessados na “paz mundial”, contribuiu para uma forte crise política entre os dois principais países do mundo. O objetivo dos terroristas ao detonarem a bomba em Baltimore era justamente provocar o confronto direto entre Estados Unidos e Rússia, tendo como resultado uma guerra nuclear. A bomba explode e varre do mapa tudo que se encontrava pelo menos num raio de 400 metros ao redor do estádio de futebol, e nesse momento de crise internacional o agente Jack Ryan tenta num esforço do típico herói americano, impedir uma guerra atômica sem proporções no planeta.
A primeira metade do longo filme de 125 minutos é bastante complicada e monótona em vários momentos e somente a partir da explosão da bomba em Baltimore, com alguns bons efeitos especiais mostrando o poder de devastação de um artefato nuclear, é que a ação se inicia realmente numa correria desenfreada do agente Ryan em tentar impedir um desastre nuclear entre as maiores potências do planeta, refletindo bem o título do filme, pois certamente “A Soma de Todos os Medos” resultaria numa guerra atômica que poderia exterminar a Terra. Dentro desse tema assustador, vale a pena registrar uma inteligente paródia produzida em preto e branco em 1964, um período bem turbulento no relacionamento entre as principais nações, “Dr. Fantástico”, dirigida por Stanley Kubrick e estrelada por Peter Sellers que interpreta vários papéis; e o filme catástrofe “O Dia Seguinte”, dirigido por Nicholas Meyer e produzido em 1983, uma época onde a guerra fria estava movimentada e havia ainda um forte medo da humanidade por uma guerra atômica, e o filme retratava justamente o dia posterior à explosão de uma poderosa arma nuclear, com uma devastação parcial imediata e os efeitos seguintes da radiação nos sobreviventes do desastre.
“A Soma de Todos os Medos” é bem mais confuso e burocrático, numa trama complexa e cheia de clichês com situações duvidosas, mas a movimentação a partir da metade final pode garantir um pouco de diversão para o público e certamente também e em doses maiores, uma somatória de medos quanto à possibilidade de uma guerra nuclear, que seria o início do fim...

“A Soma de Todos os Medos” (The Sum of All Fears, 2002) – avaliação: 6,5 (de 0 a 10)
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(postado em 01/06/06)

Sinais (Signs, EUA, 2002)


O diretor indiano M. Night Shyamalan, responsável por “O Sexto Sentido” (1999) e “Corpo Fechado” (2000), retorna em outra produção igualmente com elementos sobrenaturais, “Sinais” (Signs), que estreou nos cinemas brasileiros em 20/09/02. Ao contrário dos dois filmes anteriores estrelados por Bruce Willis, dessa vez o elenco é liderado por Mel Gibson, visto pouco antes no drama da Guerra do Vietnã “Fomos Heróis”, tendo ao seu lado Joaquin Phoenix, de “Gladiador”.
A história, produzida e escrita também pelo multifuncional Shyamalan, procura explorar o mistério da aparição de enormes sinais com estranhos formatos em plantações ao redor do mundo. O filme mostra uma pacata família de fazendeiros do interior da Pensilvânia, Estados Unidos, formada pelo pai, Grahan Hess (Gibson), um ex-padre em crise com sua fé após a morte violenta da esposa Collen (Patricia Kalember) num acidente de carro; seu irmão Merrill (Phoenix), um ex-jogador de baseball; e seus filhos pequenos, Morgan (Rory Culkin) e Bo (Abigail Breslin). Eles possuem uma grande plantação de milho e repentinamente surgem do nada enormes clareiras no meio da vegetação e que vistas do alto sugerem misteriosas formas geométricas como se fossem algum tipo de código. O mesmo passa a acontecer em vários outros lugares ao redor do mundo e logo a imprensa começa a relacionar os fatos com possíveis ações extraterrestres. Por curiosidade, até o Brasil aparece em uma sequência onde num vídeo amador algumas crianças viram uma criatura supostamente alienígena no interior do Rio Grande do Sul, na cidade de Passo Fundo. Auxiliado por uma policial local, a oficial Paski (Cherry Jones), o fazendeiro Grahan tenta descobrir a origem dos estranhos e gigantescos “sinais” que surgiram em sua propriedade, avaliando a possibilidade de serem obra de alguma brincadeira ou algo maior, mais sinistro e misterioso, sugerindo inscrições para uma invasão coordenada extraterrestre.
Deixando um pouco de lado os fascinantes efeitos especiais que tem povoado as grandes super produções com temáticas similares e utilizando um orçamento menor de US$ 62 milhões com um retorno de bilheteria muito acima disso, “Sinais” é um suspense com elementos de ficção científica que investe fortemente numa história repleta de situações sugeridas, explicações obscuras e muita tensão, levantando questões interessantes como a possibilidade de contatos alienígenas, amistosos ou hostis. Os enigmáticos círculos gigantescos que surgem de forma perfeita e instantânea no meio de plantações instigam a imaginação das pessoas sobre suas reais origens e propósitos. Seria uma farsa muito bem produzida ou realmente um sinal com um importante significado de uma civilização não humana?
O elenco está muito bem, tendo à frente o experiente Mel Gibson, que iniciou sua carreira com a nostálgica FC apocalíptica “Mad Max” (1980), com destaque especial para as interpretações convincentes das crianças e da atuação do próprio diretor Shyamalan como Ray Reddy, um veterinário vizinho da família Hess, com uma pequena participação porém de importância fundamental para a trama, mostrando sua versatilidade também como ator.
“Sinais” é um filme pausado, com pouca ação quando comparado a outras produções parecidas, e os eventos vão sendo revelados aos poucos, homenageando sutilmente clássicos do cinema fantástico como “A Guerra dos Mundos” (1953), baseado em obra de H. G. Wells, que foi citado pelo personagem Merrill Hess num momento de perplexidade frente aos acontecimentos, e “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), de George Romero, na sequência onde o fazendeiro e sua família ficam encurralados dentro de sua própria casa. Mesmo com um desfecho previsível e algumas situações mal explicadas, em “Sinais” o jovem cineasta M. Night Shyamalan continua fazendo sucesso nas bilheterias com seus filmes abordando temáticas fantásticas.

Observação: O filme foi exibido pela primeira vez na televisão aberta em 21/11/04, pela TV Globo, na sessão “Tela Quente”.

“Sinais” (Signs, 2002) – avaliação: 7 (de 0 a 10)
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blog: www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 01/06/06)

Shrek (EUA, 2001)

Nos últimos anos tem ocorrido uma avalanche de filmes no cinema com desenhos animados de fantasia. Não tenho visto quase nenhum, primeiro por não despertar mesmo grande interesse e depois pela enorme dificuldade em se assistir versões legendadas, pois as distribuidoras dão preferência disparada para as cópias dubladas direcionadas ao público infantil. Ainda assim, de todos esses filmes consegui ver dois: os ótimos FormiguinhaZ e Shrek, esse último lançado nos cinemas em 22/06/01. Ambos são de uma concorrente da “Disney”, a “DreamWorks”, que aliás tem produzido excelentes trabalhos com muitos efeitos especiais e entretenimento.
Shrek” conta a história de um feio e enorme ogro verde de nome homônimo, que mora solitariamente num pântano. Sua rotina é perturbada quando uma multidão de personagens de contos de fadas tradicionais são expulsos por um vilão de seu reino e invadem o pântano antes sossegado de Shrek. Auxiliado por um divertido burro falante, o ogro é obrigado a partir com destino para um velho castelo onde está aprisionada uma princesa chamada Fiona protegida por um dragão cuspidor de fogo, com o objetivo de resgatá-la e oferecê-la como esposa do vilão para poderem ficar novamente em paz no pântano, com os personagens de fantasia sendo retirados de suas terras.
As vozes originais de atores experientes como Mike Myers (Shrek), Eddie Murphy (burro) e John Lithgow (vilão), além da jovem e bela Cameron Diaz (Fiona), garantem grande autenticidade aos personagens, numa história muito divertida com direito à piadas e paródias com os tradicionais contos de fadas.

Observações: O filme foi exibido pela primeira vez na televisão aberta em 20/12/04, pela TV Globo, às 22:00 horas na sessão “Tela Quente”. Teve continuações em 2004, “Shrek 2”, e em 2007, “Shrek Terceiro” (Shrek the Third).

“Shrek” (Shrek, EUA, 2001) – avaliação: 7,5 (de 0 a 10)
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(postado em 01/06/06)