Super 8 (Super 8, EUA, 2011)


É fato que Steven Spielberg é um nome eternamente associado ao cinema de entretenimento de grandes produções e bilheterias milionárias. E é dele a assinatura da produção de mais um filme com essas características. “Super 8 (Super 8, 2011) entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 12/08/11, com direção de J. J. Abrams, uma aventura juvenil com elementos de horror e ficção científica.


A ação se passa em 1979 numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, onde um grupo de adolescentes está trabalhando nas filmagens em super 8 de uma história de zumbis. O grupo é formado por Joe Lamb (Joel Courtney), um garoto cuja mãe morreu há pouco tempo num acidente de trabalho e que está tentando solidificar o relacionamento com o pai, o policial Jackson (Kyle Chandler); a bela Alice Dainard (Elle Fanning), a única menina no meio de tantos garotos e que também tem dificuldade na relação com o pai alcoólatra (Louis, interpretado por Ron Eldard); o talentoso aspirante a diretor Charles (Riley Griffiths); o divertido Cary (Ryan Lee), que gosta de se maquiar de zumbi; Martin (Gabriel Basso), que faz o papel do galã detetive; e Preston (Zach Mills). Porém, quando o grupo está filmando algumas cenas à noite, eles testemunham um grave acidente no choque entre um trem e um caminhão, liberando uma carga estranha e permitindo a fuga no meio dos escombros de uma criatura misteriosa, despertando rapidamente a atenção do exército, que se movimenta para isolar a área e abafar as evidências.


    “Super 8” parece ter como foco principal a relação de amizade entre os adolescentes e seus dramas familiares, e apenas como pano de fundo uma trama de horror e FC numa típica conspiração governamental. E mesmo que nossa preferência normalmente pendesse para o contrário, a ideia funciona bem. E apesar de prevalecer também um ritmo mais cadenciado na condução da história, não faltam boas cenas noturnas de ação com explosões e perseguições. A diversão está garantida, seja pela história interessante dos adolescentes, seja pelos elementos fantásticos presentes no filme.

Notam-se também homenagens a outros filmes do próprio Spielberg como “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “E.T.” e “Os Goonies”, além do cineasta George Romero (nome eternamente ligado à temática dos zumbis). Vale a pena ficar atento também à exibição dos créditos finais, onde são apresentadas várias cenas divertidas do filme amador de zumbis dos garotos.


Super 8” (Super 8, EUA, 2011) # 571 – data: 14/11/11

www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 14/11/11)

A Casa dos Sonhos (Dream House, EUA, 2011)


No dia 04/11/11 tivemos a estréia nos cinemas brasileiros do thriller “A Casa dos Sonhos” (Dream House), mais um filme tratando do tema fantasmas e casas assombradas, dirigido pelo irlandês Jim Sheridan e com um elenco de nomes conhecidos como Daniel Craig, Rachel Weisz, Naomi Watts e Elias Koteas.


Na história, Craig é Will Atenton, um editor reconhecido que decide deixar o emprego em New York e muda-se para um casarão no interior com a família formada pela esposa Libby (Rachel Weisz) e as duas filhas pequenas, Trish (Taylor Geare) e Dee Dee (Claire Geare). Com o objetivo de ficar mais tempo com a família e escrever um livro afastado da agitação de uma cidade grande, as coisas começam a se complicar quando as crianças informam que viram vultos espreitando a casa, uma vizinha, Ann Patterson (Naomi Watts), age de maneira fria e desconfiada, e ele descobre que sua casa foi o palco de um massacre alguns anos antes, onde um homem chamado Peter Ward foi acusado de matar a tiros a esposa e filhas, sendo posteriormente internado num manicômio.


    Analisando rapidamente a presença de um elenco famoso, temos uma sensação positiva de um filme com potencial interesse, mas após conhecer a sinopse, vem a impressão de apenas mais um filme convencional explorando um assunto desgastado. E é exatamente isso que “A Casa dos Sonhos” é: ótimos atores em um filme típico da sessão “Supercine” das noites de sábado da TV Globo, um thriller fraquinho que tenta contar uma boa história com reviravoltas, mas que não consegue fugir das situações previsíveis e dos clichês do gênero, com cenas medianas de suspense num resultado pouco empolgante. E ainda temos um erro grotesco da equipe de produção, ao divulgar um trailer repleto de “spoilers” absurdos que certamente prejudicam a tentativa do espectador em ver ver o filme sem informações reveladoras.


A Casa dos Sonhos” (Dream House, EUA, 2011) # 570 – data: 13/11/11

www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 13/11/11)

A Casa Que Pingava Sangue (The House That Dripped Blood, Inglaterra, Amicus, 1970)


A produtora inglesa “Amicus” (rival da mais conhecida “Hammer”) também deixou um legado precioso para os apreciadores do cinema fantástico. “A Casa Que Pingava Sangue” (um título sonoro) é sua valiosa contribuição para o sub-gênero de casas assombradas, sendo também mais um exemplo bem sucedido da especialidade da produtora com os filmes explorando antologias com várias histórias dentro de um mesmo universo ficcional.


Com direção de Peter Duffell e roteiro de Robert Bloch (autor de “Psicose”), temos um detetive investigando o misterioso desaparecimento de um ator de filmes de horror, conhecendo vários casos trágicos de moradores de uma casa que parece ter vida própria, envolvendo temas como insanidade, bruxaria e vampirismo. O elenco é formado por dois dos maiores astros do cinema de horror de todos os tempos, Christopher Lee e Peter Cushing, trazendo também a beleza da musa Ingrid Pitt. Totalmente indispensável.


A Casa Que Pingava Sangue” (The House Thar Dripped Blood, Inglaterra, 1970) # 569 – data: 01/11/11

www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 01/11/11)


O Retorno dos Vermes Malditos (Mongolian Death Worm, EUA, 2010)


Apesar do título nacional oportunista escolhido na distribuição em DVD no Brasil pela “PlayArte”, esse filme não faz parte da divertida e cultuada franquia “O Ataque dos Vermes Malditos” (Tremors). Aliás, em comum temos apenas os monstros similares, vermes imensos despertados de animação suspensa devido a escavações de uma empresa americana à procura de petróleo na Mongólia (daí o título original). Os bichos gigantes subterrâneos e carnívoros partem então para a superfície e atacam o que estiver no caminho. Para combatê-los temos um aventureiro em busca de tesouros e relíquias de uma tumba antiga perdida (protegida segunda lendas locais pelos tais vermes), e uma médica voluntária que tenta salvar a vida de aldeões afetados por uma epidemia. O casal de heróis americanos (é claro, são sempre eles) perdido no outro lado do mundo, é formado por Daniel (Sean Patrick Flanery) e Alicia (Victoria Pratt).


Típico filme bagaceiro com produção para a televisão e um roteiro ruim ao extremo, misturando um caçador de tesouros com mercenários assassinos, médicos em missão humanitária e funcionários corruptos de uma empresa de exploração de petróleo. Sem contar que na região toda só tem um único homem da lei, o xerife Timur (George Kee Cheung). No final, são noventa minutos de muita bobagem, onde provavelmente se salvem apenas as cenas com os ataques mortais dos vermes malditos.


O Retorno dos Vermes Malditos” (Mongolian Death Worm, EUA, 2010) # 568 – data: 08/10/11

www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 08/10/11)

Romântico Defensor (Albuquerque, EUA, 1948)


Lançado em DVD no Brasil, “Romântico Defensor”, dirigido por Ray Enright, é mais um divertido western com o astro Randolph Scott, trazendo também o canastrão Lon Chaney Jr. (sempre com um cigarro na boca) como um dos vilões.


Scott é Cole Armin, que chega à cidade de Albuquerque para trabalhar com o tio John Armin (George Cleveland), um rico empresário local que domina a cidade agindo de forma desonesta para eliminar a concorrência no transporte de minério de uma mina localizada num difícil acesso. Para ajudá-lo nos delitos, temos o capanga Steve Murkill (Lon Chaney Jr.). Mas Cole percebe as intenções hostis do tio e troca de lado para defender a cidade e a companhia de transporte concorrente, liderada por Ted Wallace (Russell Hayden) e sua bela irmã Celia (Catherine Craig).


Western indispensável para os apreciadores do gênero e fãs de Randolph Scott.


Romântico Defensor” (Albuquerque, EUA, 1948) # 567 – data: 23/07/11

www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 08/10/11)

Farsa Trágica (The Comedy of Terrors, EUA, 1964)



Como dizemos aos clientes, quando um ente querido dorme o sono eterno, deixe a Funerária Hinchley & Trumbull cuidar do empacotamento.

Um interessante filme de baixo orçamento produzido pela dupla de especialistas Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (responsáveis por uma infinidade de pérolas do cinema fantástico) é “Farsa Trágica” (The Comedy of Terrors, 1964), também conhecido como “The Graveside History”, lançado no Brasil nos tempos do vídeo VHS pela “Globo”.
Considerado um clássico absoluto do humor negro, sem a exposição de violência e apenas utilizando discretas sugestões, “Farsa Trágica” reuniu quatro dos maiores atores do cinema de horror de todos os tempos, Vincent Price (1911-1993), Boris Karloff (1887-1969), Peter Lorre (1904-1964) e Basil Rathbone (1892-1967). E foi dirigido por outro grande nome do gênero fantástico, o francês Jacques Tourneur (1904-1977), responsável também por preciosidades como “Cat People” (1942), produzido pelo lendário Val Lewton, “Night of the Demon” (1957) e “War Gods of the Deep” (1965).
Filmado em apenas vinte dias, com turno de trabalho de doze horas diárias, o filme utilizou os mesmos cenários do macabro cemitério que faziam parte do set de filmagens de “The Premature Burial” (1962), dirigido por Roger Corman e baseado em obra de Edgar Allan Poe. O roteiro de “Farsa Trágica” é também de outro especialista no gênero, o consagrado Richard Matheson, um dos principais escritores, junto com Ray Bradbury, dos episódios da série original da televisão “Além da Imaginação” (1959/64), além também de escrever os argumentos de clássicos como “O Incrível Homem Que Encolheu” (1957) e “A Casa da Noite Eterna” (1973).
Trazendo alguns dos momentos de humor negro mais inesquecíveis e antológicos da história, com cenas super engraçadas e muito bem protagonizadas pelo fantástico quarteto de atores principais, que parecem se divertir mais do que o próprio público com suas performances refinadas, o filme é uma aula de cinema no gênero “Comédia dos Terrores”.
Por volta de 1890, uma agência funerária de New England passa por graves dificuldades financeiras com poucos clientes. Seus proprietários são Waldo Trumbull, interpretado por Vincent Price, e seu sogro, Amos Hinchley, um velho decrépito, meio surdo e dominhoco, interpretado por Boris Karloff. Trumbull é casado com a bela Amaryllis (Joyce Jameson), uma esposa negligenciada pelo marido alcoólatra e que vive quebrando os copos da casa com seus gritos agudos de frustração, pois seu sonho era ser cantora de ópera e constantemente ela está exercitando sua arte pela casa. O ex-presidiário fugitivo e desengonçado Felix Gillie (Peter Lorre, excepcional ator húngaro que morreu pouco tempo depois do lançamento do filme) é o assistente de Trumbull e está apaixonado pela desprezada Amaryllis. Trumbull tenta também frequentemente matar seu sogro e sócio através da ingestão de um veneno, o qual o velho esclerosado pensa ser apenas um simples remédio.
A situação ruim da funerária torna-se ainda mais desastrosa quando o proprietário do prédio onde funciona o estabelecimento, John F. Black (Basil Rathbone), aparece para cobrar o aluguel atrasado de um ano inteiro. A única solução que Trumbull descobriu foi a de criar “clientes”, e com a ajuda de seu assistente desajeitado, que já foi ladrão de banco, eles passam a procurar cidadãos ricos à noite para matá-los e oferecer seus serviços funerários à família. Como a sorte não estava do lado deles, sempre que criavam um “cliente”, a viúva desconsolada e supostamente inocente acabava fugindo com o dinheiro do marido e não pagava os honorários da funerária. Diante disso, a solução do problema foi fazer com que o próprio dono do prédio, Sr. Black, que sofria de catalepsia, uma rara e terrível doença que dá a impressão da vítima estar morta, virasse também um “cliente” forçado. Após várias tentativas inúteis de matá-lo, finalmente Trumbull e seu assistente Gillie conseguem seu objetivo, porém, Black acorda da inconsciência de sua doença e saí da cripta pertencente aos seus familiares, partindo para a vingança.
Como curiosidade, no elenco há o destaque até de uma gata atriz devidamente creditada como “Rhubard”, que interpretou o papel de “Cleópatra”, uma gata amarela de estimação da família Hinchley, que aparece em muitas cenas.
São tantas as sequências hilariantes que é impossível não rir com satisfação das cenas, como no confronto mortal e quase interminável entre Black e Trumbull, com o primeiro demonstrando sofrer de catalepsia e simular a morte várias vezes, sempre ressurgindo e declamando poemas de William Shakespeare. Ou no velório do Sr. Black, onde Amaryllis está cantando com sua voz aguda uma música fúnebre em homenagem ao suposto “falecido”, que tem uma letra no mínimo curiosa, parodiando os acontecimentos em torno da doença do Sr. Black:
“Ele não está morto, mas dormindo. Ele não está morto mesmo. Seus olhos se abrirão e ele verá as belezas da eternidade. Ele não nos deixou, pois constantemente poderemos ver que ele observa tudo que fazemos”.
A dupla interpretada por Vincent Price e Peter Lorre é simplesmente impagável, com trocas de diálogos e expressões faciais super engraçadas. Para se ter uma ideia da canastrice de ambos, eles utilizam o mesmo caixão da funerária por 13 longos anos, sendo que após a cerimônia de enterro dos clientes e com suas famílias indo embora do cemitério, eles rapidamente retiram o corpo do caixão e o enterram direto na terra, aproveitando o ataúde para o próximo funeral.
Ambos os atores estiveram juntos também em outro filme igualmente excepcional, “Muralhas do Pavor” (Tales of Terror, 1962), dirigido e produzido por Roger Corman e também com roteiro de Richard Matheson em três histórias baseadas em contos de Edgar Allan Poe. Num dos episódios, Price e Lorre são dois rivais degustadores profissionais de vinho, e eles travam um disputado duelo para reconhecer a qualidade, marca e idade de vários vinhos finos, utilizando métodos estranhos e fora do comum, onde se destacam as mais inusitadas expressões faciais que fariam um morto levantar de sua tumba de tanto rir.
Enfim, “Farsa Trágica” é um clássico do humor negro refinado, sem sangue nem violência, apenas utilizando um roteiro inteligente com um clima mórbido de discreto horror, uma autêntica “comédia dos terrores”, como diz o título original. Um filme para ser homenageado e relembrado sempre, como um exercício de puro entretenimento e para manter eterno o fascinante cinema fantástico produzido por consagrados nomes do passado como Jacques Tourneau, Richard Matheson, Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Basil Rathbone, e outros tantos mais...

“Farsa Trágica” (The Comedy of Terrors, 1964) – avaliação: 9 (de 0 a 10)
site: www.bocadoinferno.com.br
blog: www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 07/12/05)

Farsa Trágica (The Comedy of Terrors / The Graveside History, Estados Unidos, 1964). American International Pictures. Duração: 88 minutos. Direção de Jacques Tourneur. Roteiro de Richard Matheson. Produção de Anthony Carras, Richard Matheson, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson. Fotografia de Floyd Crosby. Maquiagem de Carlie Taylor. Música de Les Baxter. Edição de Anthony Carras. Desenho de Produção de Daniel Haller. Efeitos Especiais de Pat Dinga e Butler-Glouner. Elenco: Vincent Price (Waldo Trumbull), Boris Karloff (Amos Hinchley), Peter Lorre (Felix Gillie), Basil Rathbone (John F. Black), Joyce Jameson (Amaryllis Trumbull), Buddy Mason (Sr. Phipps), Joe E. Brown (Coveiro), Douglas Williams (Doutor), Beverly Powers (Sra. Phipps), Alan DeWitt (Empregado do Sr. Black), Linda Rogers (Empregada da Sra. Phipps), Luree Holmes (Garota), Gato “Rhubard” (Cleópatra).

Observação: Um primeiro esboço desse artigo foi publicado no meu fanzine “Vortex” # 2 (Julho de 1991), e depois o texto foi revisado e atualizado, acrescentando novas informações e impressões sobre o filme, publicado no “Juvenatrix” # 77 (Agosto de 2003) e também no “Juvenatrix” # 130 (Outubro de 2011).



Tarântula (Tarantula, EUA, 1955, PB)



Os anos 50 do século passado foram muito produtivos para o cinema fantástico, com uma infinidade de bagaceiras super divertidas como “Tarântula” (Tarantula, EUA, 1955), produzido pela Universal em preto e branco, com direção de Jack Arnold e roteiro de Robert M. Fresco e Martin Berkeley.

Curto com apenas 80 minutos de duração, é considerado como um dos mais expressivos filmes com aranhas gigantes, situado dentro do sub-gênero conhecido como “big bug”, ou seja, filmes que apresentam histórias com insetos de tamanhos descomunais como formigas, gafanhotos, louva-deus, vespas e escorpiões. Nesse caso, temos uma tarântula que acidentalmente cresce a uma altura de 30 metros devido ao contato com um hormônio de crescimento de uma fórmula desenvolvida pelo “cientista louco” Prof. Gerald Deemer (o inglês Leo G. Carroll), especialista em biologia nutricional que também se transformou num mutante grotesco por causa da mesma solução química injetada em si mesmo. Trabalhando num laboratório isolado no deserto do Arizona, sua intenção era criar um nutriente especial capaz de auxiliar na alimentação da população mundial, numa preocupação com seu crescimento desenfreado no futuro e os problemas com a fome.

Porém, um casal formado pelo médico local da pequena cidade de “Desert Rock”, Dr. Matt Hastings (John Agar), juntamente com a estudante de biologia Stephanie “Steve” Clayton (Mara Corday), está desconfiado do misterioso trabalho de pesquisa do cientista. Eles tentam investigar o caso e descobrem a ameaça mortal da tarântula gigante faminta por carne, que passa a aterrorizar a região atacando animais e pessoas, sendo combatida por bombas incendiárias dos caças da força aérea americana.

Curiosamente, o então ainda jovem ator Clint Eastwood, tem uma rápida e pequena participação próximo ao final do filme, com o rosto parcialmente coberto por um capacete, no papel do líder do esquadrão de aviões de guerra. Ele que obteve depois um estrondoso sucesso em sua carreira como ator e também como cineasta de grande reconhecimento.

Mesmo sendo uma produção tipicamente de baixo orçamento e pelas dificuldades técnicas existentes numa época de mais de meio século atrás, os efeitos especiais com a aranha gigante são ótimos e impressionam, apesar de obviamente as cenas de ataques do enorme aracnídeo serem escuras de forma proposital para esconder os defeitos e manter ao máximo o clima de tensão.

O diretor Jack Arnold é conhecido por suas incursões no cinema fantástico, sendo o responsável por pérolas como “Veio do Espaço” (53), “O Monstro da Lagoa Negra” (54) e “O Incrível Homem Que Encolheu” (57). A bela atriz Mara Corday esteve também em outro filme de inseto gigante, “O Escorpião Negro” (The Black Scorpion, 1957). O ator John Agar (1921 / 2002) é lembrado por suas participações em inúmeros filmes “B” de horror e ficção científica como “Revenge of the Creature” (1955), “The Mole People” (1956), “The Brain From Planet Arous” (1957), “Attack of the Puppet People” (1958), “Invisible Invaders” (1959), “Journey to the Seventh Planet” (1962), “O Monstro de Vênus” (1966) e “Women of the Prehistoric Planet” (1967).

“Tarântula” foi lançado em DVD no Brasil pela “Continental”, trazendo como material extra breves biografias de Clint Eastwood e Jack Arnold, além de um trailer original.


Tarântula” (Tarantula, EUA, 1955) # 566 – data: 25/06/11

www.juvenatrix.blogspot.com.br (postado em 26/06/11)