Strange Girls (EUA, 2008)


Duas irmãs gêmeas, Virginia Gruczechy (Angela Berliner) e Georgia (Jordana Berliner), saem finalmente de um hospital psiquiátrico para tentarem levar uma vida comum. Com comportamentos estranhos perante as outras pessoas, agindo de forma sincronizada e se comunicando apenas entre si, elas enfrentam problemas de adaptação fora da clínica, se envolvendo em assassinatos. As coisas pioram ainda mais quando uma delas se apaixona por um jovem vizinho, despertando o ciúme e ira da irmã.

“Strange Girls” é o típico filme arrastado, daqueles que você fica olhando no relógio e torce para acabar logo. Até tem algumas mortes com doses de violência, mas o roteiro possui uma idéia básica que não foi bem aproveitada e desenvolvida, na figura das duas irmãs “estranhas” que poderiam ser bem mais ameaçadoras e insanas. Dirigido, escrito, editado e produzido por Rona Mark, o filme fez parte da “Mostra Competitiva Internacional” do “SP Terror” 2009.

“Strange Girls” (Strange Girls, Estados Unidos, 2008) # 531 – data: 29/06/09
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(postado em 01/07/09)

O Proprietário (El Propietario / The Owner, Argentina, 2008)



Uma atriz lésbica de filmes de horror aluga um apartamento, onde o proprietário (um homem idoso, obeso e careca) mora ao lado e mantém o ambiente todo monitorado por câmeras de vídeo. Dessa forma, ele observa as cenas quentes de sexo da nova inquilina com sua parceira, registrando tudo em filmes. O proprietário acaba ficando obcecado pela jovem e constantemente injeta gás no apartamento para dopar a moça, aproveitando-se para fazer sexo com ela enquanto está inconsciente. Sua obsessão torna-se cada vez mais crescente levando o caso para assassinatos e um final dramático.

Após ver o filme argentino “O Proprietário”, a impressão que se tem é tratar-se de algo diferente e bizarro. Não é necessariamente ruim, mas também não desperta interesse. Há boas doses de mortes violentas e sangue manchando a tela, mas a história é tão esquisita e arrastada que não acrescenta nada. Filme dispensável, que fez parte do “SP Terror” concorrendo na “Mostra Competitiva Ibero-Americana”.

“O Proprietário” (El Propietario / The Owner, Argentina, 2008) # 530 – data: 29/06/09
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(postado em 01/07/09)

Deixe Ela Entrar (Lat Den Ratte Komma In / Let the Right One In, Suécia, 2008)



Um garoto de 12 anos, Oskar (Kare Hedebrant), enfrenta problemas na escola sendo constantemente ameaçado por um grupo de colegas. Porém, ele encontra em sua recém chegada vizinha de apartamento, Eli (Lina Leandersson), uma amiga noturna misteriosa que o ajuda a encarar o medo.

Para nossa sorte, sempre existem filmes que se diferenciam totalmente da imensa produção comum em todos os cantos do planeta. O sueco “Deixe Ela Entrar” é um deles, com uma história ambientada em 1982 sobre uma bela relação de amizade entre um garoto e uma vampira. Filmaço repleto de sensibilidade e situações sugeridas, não deixando de lado fortes cenas de violência, além do respeito por algumas características tradicionais do vampirismo e sua selvageria peculiar.
O roteiro é tão cativante que é criada uma forte empatia entre o espectador e a dupla de protagonistas mirins, fazendo-nos torcer por eles. Confesso que tenho preferência por finais pessimistas e depressivos em filmes de horror, para que as histórias tenham uma maior veracidade num paralelo com a realidade do mundo, mas no caso de “Deixe Ela Entrar”, apreciei com entusiasmo o desfecho totalmente adequado e bem escolhido.
O filme foi apresentado como uma das grandes atrações do festival de cinema “SP Terror” em São Paulo, fazendo parte de uma “Mostra Competitiva Internacional”.

“Deixe Ela Entrar” (Lat Den Ratte Komma In / Let the Right One In, Suécia, 2008) # 529 – data: 28/06/09
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(postado em 01/07/09)

O Visitante de Inverno (Visitante de Invierno / The Owner, Espanha / Argentina, 2008)

Ariel Lambert (Santiago Pedrero) é um jovem em tratamento psiquiátrico que se muda com a mãe e irmã para uma pequena estância pouco habitada na Argentina durante o inverno para tentar uma reabilitação. Ele se apaixona por uma garçonete espanhola, Marisa (Ana Cuerdo), e enfrenta a ira de uma gang local de deliquentes. Porém, após descobrir que um assassino serial está sequestrando garotos, mantendo-os prisioneiros em sua casa para depois devora-los, seu maior desafio será tentar convencer a todos sobre a existência do psicopata, e que não é apenas mais uma alucinação.

Apresentado no evento “SP Terror” em São Paulo, numa “Mostra Competitiva Ibero-Americana”, “O Visitante de Inverno” é um interessante filme argentino que explora os tradicionais elementos do sub-gênero “slasher”, na figura de um psicopata assassino que devora suas vítimas, com uma história bem elaborada, prendendo a atenção do espectador, e investindo bastante numa atmosfera de suspense, com destaque para as cenas onde o protagonista sofre crises de asma no meio de situações tensas. Porém, infelizmente, uma falha notável não pode deixar de ser registrada: o deslize com um desfecho literalmente “explosivo” e tipicamente “hollywoodiano”, que poderia ter sido evitado.

“O Visitante de Inverno” (Visitante de Invierno / Winter Visitor, Espanha / Argentina, 2008) # 528 – data: 28/06/09
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(postado em 01/07/09)

O Açougueiro (The Butcher, EUA, 2006)


Lançado em DVD no Brasil no final de 2007 pela “Platina Filmes”, “O Açougueiro” (The Butcher, 2006) é mais uma tranqueira americana completamente dispensável, explorando pela enésima vez a idéia de alguns jovens acéfalos perdidos numa estrada secundária, que encontram uma casa isolada no mato e são atacados por seus sinistros habitantes, principalmente um homem desfigurado (o “açougueiro” do título), que aprecia retalhar a carne dos invasores de seu território.

O grupo de jovens imbecis é formado por dois homens, Mark (Alan Ritchson) e Adam (Tom Nagel), e quatro garotas, as lésbicas Liz (Tiffany Kristensen) e Atlanta (Ashley Rebecca Hawkins), além de Rachel (Catherine Wreford) e Sophie (Myiea Coy). Em viagem de carro pelo interior dos Estados Unidos e após pegarem uma estrada deserta e sem asfalto, um confronto com um misterioso motorista em seu caminhão causa um acidente que mata uma das garotas. Perdido no meio do nada, o grupo procura ajuda e encontra uma casa de campo habitada por uma família pouco hospitaleira.

É inacreditável como ainda existem profissionais do cinema que continuam insistindo em fazer filmes com roteiros extremamente desgastados e clichês em profusão. A falta de criatividade é constrangedora. “O Açougueiro” até tem algumas mortes violentas, certa dose de sangue, perseguições, mas nada que não seja esquecido completamente logo depois de visto. Provavelmente, o único momento que deverá ficar na memória por um pouco mais de tempo e por causa de seu caráter absurdo de tão improvável seja a cena em que uma garota morre com o corpo decepado ao meio no acidente de carro no início da história. Filmado sem realismo, de forma não convincente e com pouco sangue, o resultado acaba surtindo um efeito contrário, tornando a cena ridícula em vez de perturbadora.

“O Açougueiro” (The Butcher, EUA, 2006) # 527 – data: 23/06/09
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(postado em 23/06/09)

O Ataque das Vespas Mutantes (Swarmed, Canadá, 2005)


Se fizermos um trabalho de pesquisa relacionando os filmes de horror produzidos dentro do sub-gênero “revolta da natureza”, vamos encontrar muita porcaria. Entre a imensa quantidade de filmes dispensáveis temos “O Ataque das Vespas Mutantes” (Swarmed, Canadá, 2005), de Paul Ziller, lançado no Brasil em DVD pela “Europa” no final de 2007.

Numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, o cientista Dr. Kent Horvath (Michael Shanks), está realizando pesquisas com um pesticida e sua experiência em contato com vespas amarelas acidentalmente criou mutações nos insetos, deixando-os mais venenosos e agressivos, escapando do laboratório. Com a ajuda de uma especialista em entomologia, Prof. Christina Brown (Carol Alt), eles tentam encontrar uma forma de deter o ataque das vespas mutantes contra a população local, principalmente por causa de um evento turístico que está acontecendo na cidade, um concurso de churrasco (os insetos tem uma atração especial pela carne crua) patrocinado por uma dupla de inescrupulosos, o prefeito Gibson (Christopher Bondy) e o empresário criador de um molho para churrasco Phineas Washburn (Tim Thomerson), que apenas querem defender seus interesses comerciais, apesar da ameaça mortal das vespas, apoiados pelo corrupto chefe de polícia (Bill Lake).

O nome nacional escolhido é exageradamente sonoro, numa tentativa equivocada da distribuidora em despertar a atenção do público para um filme interessante sobre insetos assassinos. Porém, a história é ridícula, muito carregada de clichês, sem absolutamente nenhum elemento novo ou pelo menos alguma pequena variação de algo já visto inúmeras vezes antes. Ou seja, o roteiro preguiçoso é sempre o mesmo: uma cidadezinha americana atacada por insetos que se revoltam contra a humanidade por culpa exclusiva de experiências descuidadas, restando para um casal de heróis conduzir as ações para salvar o mundo dessa ameaça. Os homens maus devem ser punidos, o ataque é supostamente sempre contido, uma tragédia maior é evitada, e no final (nem pode ser considerado um “spoiler”, já que todos esses filmes são iguais e sabemos com antecedência o desfecho) teremos uma ponta solta para possíveis sequências ou apenas para informar que a ameaça completa ainda não foi eliminada.
Como é um filme produzido para a televisão, é óbvio que não há violência e as mortes são todas bem discretas, mas a quantidade de clichês previsíveis e cenas absurdas é tão grande que nos faz pensar como é possível uma equipe profissional de cinema, formada por técnicos e atores, se unir para rodar um filme tão descartável, algo que não acrescenta absolutamente nada, e ao contrário, apenas contribui para difamar e tornar o cinema de horror inútil e sem graça.
Para finalizar, vale a pena registrar a cena mais ridícula do filme e que para mim ficará na memória como referência de “O Ataque das Vespas Mutantes”: em determinado momento, após a morte previsível de um dos personagens “maus”, uma mulher tenta matar uma única vespa assassina com um enorme rifle, estourando tudo ao seu redor tentando acertar o pequeno inseto. E é interessante salientar a estranheza sobre como o roteirista Miguel Tejada-Flores cometeu esse vacilo, sendo o responsável por essa história dispensável, pois ele teve participação em outros projetos bem melhores como “A Sétima Vítima” (Darkness, 2002), de Jaume Balagueró, e “Re-Animator: Fase Terminal” (Beyond Re-Animator, 2003), de Brian Yuzna.

“O Ataque das Vespas Mutantes” (Swarmed, Canadá, 2005) # 526 – data: 20/06/09
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(postado em 20/06/09)

Alone in the Dark 2: O Retorno do Mal (Alone in the Dark II, EUA, 2008)


Uwe Boll é um cineasta alemão conhecido por seus filmes ruins, principalmente adaptando histórias dos games para as telas. “House o f the Dead” (2003) é uma das principais porcarias que ele dirigiu e que o tornou conhecido pelo público estabelecendo sua fama negativa. Em 2005, ele lançou “Alone in the Dark”, outra tranqueira desnecessária, a qual recebeu três anos depois uma seqüência, dessa vez apenas produzida por Boll, e dirigida por Michael Roesch e Peter Scheerer.

Em “Alone in the Dark 2: O Retorno do Mal” (subtítulo nacional dispensável, como sempre), lançado no Brasil em DVD pela “FlashStar”, o detetive do sobrenatural Edward Carnby (Rick Yune, no filme anterior o papel foi de Christian Slater), envolve-se novamente numa trama sinistra repleta de mistérios e elementos fantásticos, com uma adaga mágica que “mata a alma, não o corpo” e uma bruxa centenária que está atrás do artefato, dizimando o que encontra pela frente.

Tem a participação de Lance Henriksen (para mim ele é uma espécie de “John Carradine” moderno, um ator com uma imensa filmografia, boa parte dela voltada para filmes de horror), o canastrão Danny Trejo, de “Um Drink no Inferno” (1996), Bill Moseley, de “O Massacre da Serra Elétrica 2” (1986), Michael Paré, da bagaceira “Komodo vs. Cobra” (2005), e a veterana alemã P. J. Soles, que foi uma das colegas de Jamie Lee Curtis no clássico “Halloween” (1978).
Apesar da presença de coadjuvantes que despertam interesse, a história é tão fraquinha e ingênua que o maior desafio para o espectador é não dormir no meio do filme. A tal adaga com poderes sobrenaturais não tem a menor graça e a velha bruxa (interpretada por Lisette Bross) está perdida no meio de tanto CGI e não consegue estabelecer tensão em suas cenas. É pena que Lance Henriksen esteja perdendo seu tempo em filmes tão dispensáveis.

“Alone in the Dark 2: O Retorno do Mal” (Alone in the Dark II, Estados Unidos, 2008) # 524 – data: 03/05/09
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(postado em 03/05/09)