“Ela controla as abelhas. Elas matarão por ela – e
morrerão por ela. Ela é a rainha delas... e viverá para sempre.”
O
filme foi dirigido por Curtis Harrington, conhecido por bagaceiras divertidas
como “O Planeta Pré-Histórico” (1965) e “Planeta Sangrento” (1966), e está disponível dublado no “Youtube” com a “versão
brasileira Herbert Richers”. No elenco temos Kate Jackson, uma das panteras da
série de TV “As Panteras” (1977 / 1981), a veterana Gloria Swanson (1899 /
1983), em sua estreia na televisão e curiosamente sendo um de seus últimos
filmes da carreira que teve grande reconhecimento no cinema, iniciada na época
dos filmes mudos, e Craig Stevens, um rosto conhecido nas telinhas.
A
história aborda um tema muito explorado no cinema de horror, com insetos se
voltando contra a humanidade, no caso as temíveis abelhas africanas assassinas,
que além desse filme de 1974 para a televisão já tivemos vários outros
similares como “A Picada Mortal” (The Deadly Bees, 1966), “Abelhas Selvagens”
(The Savage Bees, 1976) e sua sequência “O Terror Que Vem do Céu” (Terror Out
of the Sky, 1978), “Ataque Final” (The Bees, 1978), “O Enxame” (The Swarm, 1978),
“Invasão Mortal” (Deadly Invasion: The Killer Bee Nightmare, 1995), o homônimo
“Abelhas Assassinas” (Killer Bees, 2002) e “Enxame Negro” (Black Swarm, 2007).
A reclusa família van Bohlen,
de origem europeia, é conhecida e temida numa pequena cidade do interior dos
Estados Unidos na região da Califórnia, atuando no ramo de negócios com
plantação de uvas. Eles são proprietários de grandes vinhas com mudas oriundas
da África do Sul, que vieram acompanhadas das abelhas.
A matriarca da família é a
Madame Maria van Bohlen (Gloria Swanson), que comanda os negócios com
austeridade e exerce grande domínio sobre seu filho Rudolf (Craig Stevens) e os
netos Dr. Helmut (Roger Davis), Mathias (Don McGovern) e Edward (Edward
Albert), sendo que este último foi embora para São Francisco para estudar e se
tornar advogado. Porém, Edward é obrigado contra a vontade a retornar para sua
cidade para apresentar sua noiva Vitoria Wells (Kate Jackson), que queria
conhecer a família.
A moça é recebida com desconfiança
por uma família exageradamente tradicional, enquanto em paralelo ocorrem vários
incidentes trágicos próximos das plantações com mortes violentas e envolvendo
as abelhas africanas, conhecidas como assassinas e que voam à noite, além do
fato de estranhamente serem obedientes e controladas pela Madame van Bohlen,
despertando a atenção da polícia na investigação do xerife Sargento Jeffreys
(John S. Ragin).
“Abelhas Assassinas” é um
filme de baixo orçamento e roteiro simples, com horror moderado para se adequar
ao formato de exibição na televisão. Seu maior interesse está no saudosismo da
dublagem dos anos 70 e no elenco com Gloria Swanson e Kate Jackson em grandes
performances. A primeira no papel da rígida anciã da família van Bohlen e que
tem a capacidade de controlar as abelhas (justificando o slogan promocional
reproduzido no início desse texto). E a segunda, bem mais jovem, interpretando
a futura nova integrante da família, que tem que superar várias barreiras de
desconfiança e ainda lidar com eventos misteriosos e acidentes trágicos
envolvendo as abelhas mortais.
Por curiosidade, nos créditos
da equipe técnica aparece o nome Joel Schumacher (1939 / 2020) como o
responsável pelo Desenho de Produção. Ele que seria mais tarde reconhecido como
diretor de filmes importantes como “Os Garotos Perdidos” (1987), “Linha Mortal”
(1990), “Um Dia de Fúria” (1993), “Batman Eternamente” (1995), “Batman &
Robin” (1997), “8 mm: Oito Milímetros” (1999), “Número 23” (2007), e outros.
(RR
– 24/02/25)