Comentários de Cinema - Parte 11 (07/01 a 09/02/14)

Filmes abordados:

Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones, EUA, 2014)
Caminhando Com Dinossauros 3D (Walking With Dinosaurs 3D, EUA / Inglaterra, 2013)
Crepúsculo (Twilight, EUA, 2008)
Doce Vingança (I Spit On Your Grave, EUA, 2010)
Doce Vingança 2 (I Spit On Your Grave 2, EUA, 2013)
Enter the Void (França / Alemanha / Itália / Canadá, 2009)
Frankenstein – Entre Anjos e Demônios (I, Frankenstein, EUA / Austrália, 2014)
Herdeiro do Diabo, O (Devil´s Due, EUA, 2014)
Maldição de Chucky, A (Curse of Chucky, EUA, 2013)
Menina Que Roubava Livros, A (The Book Thief, EUA / Alemanha, 2013)
Presos no Gelo 3 – O Início (Cold Prey 3 – The Beginning / Fritt Vilt III, Noruega, 2010)
Vila do Medo, A (Rosewood Lane, EUA, 2011)


* Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (2014) – A bem sucedida franquia “Atividade Paranormal”, iniciada em 2007 e criada por Oren Peli, tem até o momento quatro episódios e dois spin-offs (filmes baseados na série), além do anúncio de uma quinta continuação até o final de 2014. “Marcados Pelo Mal” é um spin-off dirigido e escrito por Christopher Landon, que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 10 de Janeiro, inserindo elementos da cultura latina na história, filmada com “câmera na mão” (característica da série). O adolescente Jesse (Andrew Jacobs) registra suas aventuras em vídeo durante as férias escolares, juntamente com o amigo Hector (Jorge Diaz). Porém, depois que uma vizinha estranha é assassinada por seu colega de escola Oscar (Carlos Pratts), uma sucessão de eventos misteriosos começa a ocorrer, mudando drasticamente o comportamento de Jesse, que parece “marcado pelo mal”, tornando-se vítima de crescente possessão demoníaca. “Atividade Paranormal” é uma série que tem seus apreciadores (como eu, que vi todos os filmes no cinema), e também os detratores. Os filmes são todos meio parecidos entre si e para a garantia da diversão uma dica é tentar se envolver com a constante atmosfera sinistra que envolve as histórias, mesmo com uma sensação de repetição. Esse spin-off tem alguns momentos de humor com a dupla de protagonistas, e um ou outro bom susto, e reserva para a última meia hora a melhor parte em termos de suspense e horror, apesar de alguns exageros com tiroteios barulhentos e fora do contexto. Atenção para a cena final, que apresenta uma importante conexão com o primeiro filme da saga. (RR – 11/01/14)

* Caminhando Com Dinossauros 3D (2013) – Animação 3D com um pouco de live-action, que estreou em nossos cinemas em 17/01/14. A história mostra a rotina de um grupo de dinossauros, lutando constantemente pela sobrevivência, se defendendo de predadores e migrando em busca de alimento. Com destaque para um filhote, que enfrenta uma série de aventuras enquanto cresce, separando-se forçosamente dos pais, conhecendo uma amiga por quem se apaixona, e atingindo a idade adulta liderando sua manada, além de enfrentar um conflito com seu irmão mais velho. Sempre ao lado de um divertido amigo pássaro, que conta a história. É uma aventura com elementos fantásticos, especulando como seria nosso planeta na época em que era dominado pelos dinossauros, mas com uma história bem simples e previsível, voltada para o público infanto-juvenil, tornando o resultado pouco atraente. Mas, também pode até divertir fãs de cinema de todas as idades, se considerarmos a notável qualidade da produção e o visual convincente. (RR – 19/01/14)

* Crepúsculo (2008) – Uma jovem garota, Bella Swan (Kristen Stewart), vai morar com o pai numa pequena cidade americana, e se apaixona por um colega da escola local, Edward Cullen (Robert Pattinson), descobrindo mais tarde que ele é um vampiro. Primeiro filme da popular franquia baseada em livro de Stephenie Meyer e que gerou mais quatro continuações: “Lua Nova” (2009), “Eclipse” (2010) e “Amanhecer – Parte 1” (2011) e “Amanhecer – Parte 2” (2012). É apenas um drama de romance com elementos sutis de horror na figura de vampiros e lobisomens, com maior enfâse nos bebedores de sangue. São duas horas arrastadas contando uma história de amor adolescente, que não contribui em nada para a mitologia dos vampiros, afastando-os de suas características básicas como criaturas noturnas violentas e predadoras. (RR – 01/02/14)

* Doce Vingança (2010) – Refilmagem de um original de 1978 com o nome aqui no Brasil de “A Vingança de Jennifer”, escrito e dirigido por Meir Zarchi, e conhecido pelos títulos “Day of the Woman” ou “I Spit On Your Grave”. A nova versão tem direção de Steven R. Monroe, que enfatizou sua intenção em homenagear o filme antecessor da década de 1970 do século passado. E já temos até uma parte 2 lançada em 2013 pelo mesmo cineasta. Uma jovem e bela escritora, Jennifer Hills (Sarah Butler), decide ir para um chalé afastado e cercado por uma floresta, para ficar isolada e poder trabalhar em seu novo livro. Porém, ao chegar à cidade próxima ao local de seu refúgio na natureza, ela chama a atenção por sua beleza e características de uma garota da cidade grande. Ela então é visitada de forma inesperada por quatro homens, que se juntam ao desonesto xerife local, que se diz religioso e temente a Deus, mas na verdade tem um caráter desprezível. A jovem escritora torna-se vítima de crueldades indescritíveis, sendo estuprada violentamente na floresta. Porém, “a vingança é um prato que se come frio”, e ela consegue sobreviver para dar o troco em seus algozes através de atrocidades ainda piores. Filme sangrento repleto de momentos de grande tensão, principalmente a tortura física e psicológica sofrida pela protagonista, fazendo-nos torcer por sua recuperação e sucesso no plano de vingança. O ser humano consegue ser tão desprezível com atitudes de crueldade, que muitas vezes é mais insignificante e rasteiro que os insetos que esmagamos sem perceber ao caminhar. E não é nenhum spoiler revelar que, para nossa total satisfação como apreciadores do cinema de horror, os estupradores são punidos de formas terrivelmente dolorosas, apesar de sabermos que as ações meticulosas e precisas da mulher vingadora são bem improváveis quando tentamos aproximar a história de algo mais real. (RR – 03/02/14)

* Doce Vingança 2 (2013) – Com direção novamente de Steven R. Monroe, do filme homônimo de 2010 (que por sua vez é uma refilmagem de “A Vingança de Jennifer”, de 1978), esta parte 2 não é uma continuação, e sim apenas a variação da mesma história com outra ambientação. Uma jovem e bela garota americana, Katie (Jemma Dallender), decide fazer uma sessão de fotos para tentar a difícil carreira de modelo, porém um dos homens do estúdio fotográfico invade seu apartamento e a estupra. Os irmãos do criminoso são chamados para ajudá-lo e levam a garota para a Bulgária. Lá, ela é novamente violentada de forma brutal, além de sofrer torturas terríveis e enterrada viva. Mas, ela sobrevive e coloca em prática um sangrento plano de vingança. Sem novidades em relação ao primeiro filme, é apenas mais uma jogada oportunista do diretor para tentar arrecadar algum lucro com o tema batido de violência e vingança. Dessa vez a ambientação saiu de uma floresta e pequena cidade americana, indo para um cenário urbano do leste europeu. Continuamos com várias situações mal explicadas para facilitar o trabalho do roteirista, como a viagem para a Bulgária, a fuga da garota enterrada para morrer, e a sucessão de situações inverossímeis no plano de vingança centrado na dor e tortura das vítimas. A violência, sem não for igual ao filme antecessor, é até maior e mais gráfica. (RR – 09/02/14)

* Enter the Void (2009) – Filme europeu dirigido e escrito pelo argentino radicado na França Gaspar Noé, o mesmo do perturbador e cultuado “Irreversível” (2002). Um jovem americano, Oscar (Nathaniel Brown), vive na capital japonesa Tóquio, e é viciado e traficante de drogas. Depois de conseguir dinheiro, ele traz sua irmã Linda (Paz de la Huerta) para morar perto dele, e ela arranja um emprego de dançarina stripper numa boate noturna. Ambos têm uma forte ligação familiar depois que seus pais morreram num acidente de carro quando ainda crianças. Após Oscar ser morto pela polícia numa emboscada armada por seu amigo Victor (Oly Alexander), sua alma passa a vagar pelo espaço observando as pessoas, o mundo, as repercussões de sua morte trágica, buscando reencarnar para voltar ao plano dos vivos. Diferente e cansativo são as palavras que definem rapidamente esse filme, desde os créditos iniciais incomuns até a narrativa arrastada em longas duas horas e quarenta minutos de uma grande viagem lisérgica do protagonista, principalmente após sua morte, vagando num plano espiritual e observando o mundo de outra perspectiva. É um drama com elementos de fantasia que apresenta alguns bons momentos surreais, mas que se perde em sequências intermináveis e entediantes, nos instigando a avançar rapidamente as imagens na reprodução do DVD. O resultado final seria bem melhor se a duração fosse encurtada para cerca de uma hora e meia de projeção. (RR – 11/01/14)

* Frankenstein – Entre Anjos e Demônios (2014) – Com a opção de exibição em 3D, estreou em nossos cinemas em 24/01/14, mais um filme explorando o universo ficcional e os personagens criados pela escritora Mary Shelley em 1818 com sua cultuada obra “Frankenstein, or a Modern Prometheus”. A direção e roteiro são de Stuart Beattie, e a história teve inspiração também numa graphic novel de Kevin Grevioux. No século XIX, o monstro formado por restos de cadáveres e criado pelo cientista Victor Frankenstein, depois de ter sido renegado pelo criador, assassinou sua esposa por vingança. Ele foi então perseguido pelo cientista até o polo norte e nessa batalha entre os dois, o homem das ciências morreu congelado. A criatura sem alma decidiu trazê-lo de volta e enterrá-lo no cemitério de sua família, e nesse momento foi atacado por demônios e resgatado por gárgulas, recebendo agora o nome Adam (Aaron Eckhart). A criatura descobre que está no meio de uma batalha ancestral entre anjos, liderados pela Rainha Leonore (Miranda Otto), e demônios, sob o comando do Príncipe Naberius (Bill Nighy), travada nas sombras da humanidade. Duzentos anos depois, numa sociedade moderna, a criatura que ganhou a vida de forma artificial interessa aos planos dos demônios em erguer um exército de cadáveres sem almas possuídos por eles, contando com a ajuda da jovem e bela cientista Terra (Yvonne Strahovski). O filme possui muitas similaridades com a franquia “Anjos da Noite” (Underworld), que teve quatro filmes, sobre a guerra entre vampiros e lobisomens, com a humanidade situada entre os inimigos. Curiosamente, o veterano ator Bill Nighy participou dos três primeiros filmes da série como um poderoso vampiro. “Frankenstein – Entre Anjos e Demônios” é indicado apenas para quem aprecia histórias exageradas na fantasia, com excesso de lutas, correrias e barulheira desenfreada, além de uma overdose de computação gráfica que torna tudo cansativo e entediante, deixando o verdadeiro horror de lado em detrimento de um filme de ação. Não tem sangue nem aquela típica atmosfera sombria dos filmes situados no universo ficcional de “Frankenstein”. E claro, para encher os bolsos dos produtores gananciosos, temos um enorme gancho no desfecho para futuras continuações. (RR – 01/02/14)

* Herdeiro do Diabo, O (2014) – Chegou aos cinemas brasileiros em 24/01/14 mais um filme sobre o sub-gênero do Horror com roteiro explorando satanismo, e com filmagens parciais no estilo “found footage”. Trata-se de “O Herdeiro do Diabo”, que mostra um jovem casal americano em lua de mel, formado por Zach McCall (Zach Gilford) e Samantha (Allison Miller), que depois de participar de uma festa na República Domenicana, retorna para casa e é surpreendido pela notícia que a moça está grávida. Porém, com o passar dos meses de gestação, ela demonstra progressivamente sinais anormais de descontrole com comportamento estranho e agressivo. Resumindo em poucas palavras, o filme é apenas mediano, apresentando um conteúdo que pode ser classificado como “mais do mesmo”, ou seja, novamente o estilo “found footage” com imagens tremidas numa história sobre a vinda do anticristo para nosso mundo. Curiosamente, teve um grande trabalho de marketing para o lançamento, incluindo até um bebê demoníaco andando num carrinho pelas ruas dos Estados Unidos assustando as pessoas. “O Herdeiro do Diabo” é o tipo de filme que até tenta aproximar sua história de uma possível realidade em nosso cotidiano, mas não conseguiu evitar certo exagero na fantasia no desfecho, bem previsível por sinal, já tornando-se um tipo de clichê, com o “mal espalhando-se pelo planeta”. (RR – 25/01/14)

* Maldição de Chucky, A (2013) – Sexto filme da cultuada franquia do boneco assassino Chucky, criado em 1988 pelo roteirista Don Mancini no filme “Brinquedo Assassino” (Child´s Play), dirigido por Tom Holland. Depois vieram sequências em 1990 e 1991, além de “A Noiva de Chucky” em 1998 e “O Filho de Chucky” em 2004. Com direção do criador dos personagens originais Don Mancini, a história mostra uma garota nascida paraplégica, Nica (Fiona Dourif, filha de Brad Dourif, a voz de Chucky em todos os filmes), que precisa enfrentar a perda numa morte violenta e misteriosa da mãe Sarah (Chantal Quesnelle). Ela recebe pelo correio um pacote com o boneco Chucky, sem informações do remetente, e decide ficar com o brinquedo para presentear a sobrinha pequena Alice (Summer Howell), que vem para sua enorme casa junto com familiares, os pais em crise de casamento Barb (Danielle Bisutti) e Ian (Brennan Elliot), além da babá Jill (Maitland McConnell). Só que Chucky não veio para confortar a família, mas sim para colocar em prática um sangrento plano de vingança aguardado por muitos anos. O primeiro filme da série é realmente bem interessante, apresentando o boneco Chucky, que hospeda a alma de um criminoso morto em fuga da polícia, e que conseguiu a façanha num ritual de magia negra. E o estilo de horror sério se manteve nos dois filmes seguintes, apesar de repetitivos e repletos de clichês, perndendo depois para a comédia nos últimos episódios. Felizmente, em “A Maldição de Chucky”, houve a decisão acertada de retomar a atmosfera sinistra com um horror mais sério, explorando o ambiente claustrofóbico de uma casa enorme e a deficiência da protagonista numa cadeira de rodas, para tentar lutar por sua vida contra a vingança do boneco assassino. Tem poucas mortes, mas todas violentas e bem produzidas, e uma importante conexão com a origem de tudo, lá no final dos anos 80 do século passado. Além também de várias homenagens bem vindas, como a presença rápida de Jennifer Tilly no desfecho e uma interessante cena após os créditos finais com o ator Alex Vincent (que fez o garoto Andy Barclay nos primeiros filmes). É difícil manter a qualidade numa série com tantos filmes, mesmo com Chucky sendo uma grande atração e tendo uma legião fiel de fãs, e de forma surpreendente, principalmente depois do pastelão dos últimos dois filmes, esse sexto exemplar da franquia superou as espectativas, agregando um valor inquestionável para o universo ficcional do “brinquedo assassino”. (RR – 27/01/14)

* Menina Que Roubava Livros, A (2013) – Drama de guerra que estreou em nossos cinemas em 31/01/14, baseado em cultuado livro de Markus Zusak. Uma jovem garota, Liesel Meminger (Sophie Nélisse), é adotada na Alemanha durante o conturbado período da Segunda Guerra Mundial, e encontra nos livros a melhor forma de enfrentar os horrores daquele conflito insano, e se aproximar de um jovem judeu que vive refugiado no porão de sua casa, mantido em segredo por seus pais adotivos, longe dos nazistas. Filme com uma carga dramática intensa e que prende a atenção durante todo o tempo em pouco mais de duas horas de projeção, explorando as dificuldades dos alemães em sobreviver numa época em que a ditadura e tirania de Adolf Hitler colocaram a Europa em guerra e manchou de sangue para sempre a história da humanidade. É o típico filme que fica na memória depois de assistí-lo e que deixa o espectador meio destruído ao sair da sala de cinema, refletindo sobre a selvageria de nossa espécie. (RR – 09/02/14)

* Presos no Gelo 3 – O Início (2010) – Slasher norueguês que fecha a trilogia iniciada em 2006 e pela continuação em 2008. Seguindo uma tendência muita utilizada nas franquias atuais, o terceiro filme da saga é uma pré-sequência, ou seja, apresenta eventos anteriores ao filme original. Ambientado em 1988, a história mostra um grupo de seis jovens, formado por dois casais de namorados e outros dois garotos, que decide passar uma noite nas montanhas norueguesas, pegando carona com um policial até um determinado ponto, de onde seguiriam a pé. O objetivo é localizar um hotel abandonado em 1976, depois que o filho do proprietário, um garoto de onze anos maltratado pela família, desaparece nas montanhas geladas e é dado como morto congelado, com o corpo nunca encontrado. Porém, os jovens mochileiros jamais imaginariam que seriam caçados violentamente pelas florestas por um psicopata. Típico slasher com roteiro repleto de clichês, explorando a ideia básica de um grupo de jovens lutando por suas vidas contra um maníaco predador que vive nas montanhas. A novidade está no fato da produção não ser americana, como na maioria das vezes, com o filme vindo da gelada Noruega, sendo parte de uma franquia com três episódios, todos parecidos entre si, mas que podem até divertir um pouco dentro da proposta despretensiosa de “jovens perseguidos por um assassino”. (RR – 02/02/14)

* Vila do Medo, A (2011) – Thriller escrito e dirigido por Victor Salva, mais conhecido pela franquia “Olhos Famintos” (Jeepers Creepers). Uma psiquiatra, Sonny Blake (Rose McGowan, de “Planeta Terror”), participa de um bem sucedido programa de rádio noturno, onde dá conselhos aos ouvintes. Ela decide retornar para a casa do pai alcoólatra numa pequena cidade americana, após a morte trágica dele num suposto acidente caseiro, e é obrigada a enfrentar um mistério envolvendo um garoto entregador de jornais, Derek Barber (Daniel Ross Owens). O adolescente invade sua casa, persegue-a pelas ruas, participa de seu programa de rádio através do telefone com brincadeiras psicológicas, e a atormenta de todas as formas possíveis. Após algumas mortes misteriosas, a psiquiatra precisa lidar com a ameaça constante do garoto e a desconfiança inicial da polícia, com a liderança das investigações aos cuidados do Detetive Briggs (Ray Wise, de “Rota da Morte”). Pelas credenciais de Victor Salva, o criador do divertido “Olhos Famintos”, que inclusive serve de chamada de marketing no poster de “A Vila do Medo”, esperava-se bem mais desse típico thriller comum e trivial, num estilo “Supercine”, dos sábados noturnos da TV Globo. Ou seja, trata-se apenas de mais uma história cheia de clichês, com pequenas doses de suspense e que se esquece rapidamente. (RR – 07/01/14)