Pirado no Espaço (Rocketman, EUA, 1997)

Pirado no Espaço” (Rocketman, 1997) é uma produção da “Walt Disney Pictures” e por isso mesmo já dá para imaginar como deve ser o filme: uma ingênua comédia infanto-juvenil, e nesse caso específico, com elementos de ficção científica.
Um gênio da informática (Harland Williams), mas também um cara patético e piadista, é convocado pela NASA para participar de um programa de treinamento para substituir um astronauta impossibilitado de viajar, numa missão inédita para o planeta vermelho Marte. Com ele fazem ainda parte da equipe de exploração espacial, um comandante convencido (William Sadler), uma bela geóloga (Jessica Lundy) e um chimpanzé. Porém, assim como ocorreu na realidade com uma das naves do projeto “Apolo”, a viagem para Marte tem também alguns problemas imprevistos como a ocorrência de uma forte tempestade na superfície do planeta que dificultou a partida de volta para a Terra, exigindo a ajuda da base em Houston, e as habilidades incomuns do astronauta trapalhão.
Cheio de piadas (algumas que até funcionam, e outras bem forçadas e sem graça), o filme tem direção de Stuart Gillard e é aquela típica diversão familiar, com uma história “bonitinha” de viagem espacial de pesquisas rumo ao desconhecido planeta Marte, em busca de encontrar provas de vida. Tem alguns momentos engraçados na fase de treinamento do protagonista, um nerd especialista em computadores, assim como durante a viagem, mas tem também várias situações banais que dão sono no espectador. No fim, apenas uma diversão ligeira e que se assiste apenas uma vez na vida. Lançado em VHS pela “Abril”.

“Pirado no Espaço” (Rocketman, Estados Unidos, 1997) # 457 – data: 26/08/07
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(postado em 28/08/07)

Gritos Mortais (Dead Silence, EUA, 2007)

São poucos os filmes que abordam o tema de bonecos de ventríloquo, que naturalmente podem ser considerados uma idéia muito interessante para se contar uma história de horror. O último episódio da antologia inglesa “Na Solidão da Noite” (Dead of Night, 1945), dirigido pelo brasileiro Alberto Cavalcanti, é o maior exemplo desse potencial (“o boneco influenciando a personalidade do ventríloquo”).
Gritos Mortais” (Dead Silence, 2007) prefere investir numa história de vingança (que apesar de clichê, ainda funciona) carregada de horror psicológico, elementos sobrenaturais e atmosfera sombria, deixando de lado os excessos de violência e sangue que tanto caracterizam o gênero.

“Gritos Mortais” (Dead Silence, Estados Unidos, 2007) # 456 – data: 11/08/07
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(postado em 28/08/07)

Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho (Alone, Tailândia, 2007)

Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho” (Alone, 2007) é outro filme oriental que foi exibido nos cinemas brasileiros (estreou em 24/08/07), juntando-se aos anteriores “Visões” (The Eye 2), “Shutter”, “Assombração” (Re-Cycle), “Almas Reencarnadas” (Reincarnation), e “Silk – O Primeiro Espírito Capturado”.
O nome nacional não poderia ser pior, pois além do ridículo e desnecessário subtítulo quilométrico, o filme não é continuação de “Shutter”, que também teve um nome brasileiro sensacionalista (“Espíritos – A Morte Está Ao Seu Lado”). A única relação entre eles é a presença dos mesmos realizadores, Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom.
Em “Alone”, novamente temos a ação aterrorizante de um fantasma em busca de vingança. Duas gêmeas siamesas são separadas cirurgicamente na adolescência, e uma delas morre. Muitos anos depois a sobrevivente, já casada e tentando ter uma vida normal, passa a ter a sensação incômoda de não estar mais sozinha, sendo atormentada por visões macabras de sua irmã.
Apesar da enorme quantidade de filmes orientais com o mesmo tema, mostrando fantasmas deformados assombrando os vivos, a fórmula ainda funciona, apesar do desgaste inevitável decorrente da exploração em excesso de algo que está se tornando clichê. Como características sempre presentes nesses filmes orientais de espíritos perturbados, não faltam boas cenas de sustos, muitas aparições sinistras, mortes e uma revelação importante para o desfecho da trama.

“Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho” (Alone / Faet, Tailândia, 2007) # 455 – data: 26/08/07
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(postado em 27/08/07)

Monstros S.A. (Monsters, Inc., EUA, 2001)

Os filmes de animação, produzidos aos montes nos últimos anos, são teoricamente voltados para o público infanto-juvenil. Mas, analisando melhor, podemos dizer sem dúvida que funcionam também para os adultos. “FormiguinhaZ”, “Toy Story”, “Vida de Inseto”, “Procurando Nemo”, “Shrek”, “A Era do Gelo”, “Monstros S.A.”, são apenas alguns exemplos de animações super divertidas e para todas as idades. O último citado, cujo título original é “Monsters, Inc.” (2001), produzido pela parceria “Pixar / Disney”, teve uma versão em DVD lançada no Brasil em dois discos trazendo uma infinidade de materiais extras interessantes.
A história explora os tradicionais monstros que se escondem nos armários e se ocultam embaixo das camas para assustar as crianças enquanto dormem. Na verdade, eles vivem numa cidade chamada “Monstrópolis”, num universo paralelo interligado ao nosso através de portas dimensionais. Em seu mundo, os monstros precisam de energia para o aquecimento, movimentação de carros e máquinas e iluminação, a qual é obtida pelos gritos das crianças humanas quando assustadas por eles. James P. Sullivan (voz de John Goodman) é o principal monstro da poderosa empresa “Monstros S.A.”, e ajudado pelo engraçado parceiro Mike Wazowski (voz de Billy Crystal), eles formam a equipe recordista na obtenção de gritos de crianças e conseqüentemente de geração de energia. Porém, as coisas passam a se complicar quando acidentalmente uma menininha, que recebeu o apelido de Boo (voz de Mary Gibbs), entra no mundo dos monstros, causando enorme confusão, uma vez que as crianças são consideradas perigosas por trazerem contaminação, causando grande medo nos monstros. A partir daí, Sullivan e Mike viverão grandes aventuras para tentar levar Boo de volta ao seu mundo, enfrentando paralelamente um plano conspiratório do monstro rival Randall Boggs (voz de Steve Buscemi) e do diretor da empresa Henry J. Waternoose (voz de James Coburn), que querem impedir o fracasso da “Monstros S.A.”, cuja produção de energia tem caído significativamente com as crianças se assustando cada vez menos.
O filme é uma grande diversão, abordando a ideia dos monstros ocultos por trás dos armários, e seu roteiro está repleto de citações e homenagens ao mundo do cinema, como o restaurante “Harryhausen” (nome do cultuado criador de monstros na técnica “stop motion” em meados do século passado), e uma cena lembrando o blockbuster “Armageddon” (98), quando um grupo de heróis estão desfilando de forma imponente.

“Monstros S.A.” (Monsters, Inc., Estados Unidos, 2001) # 454 – data: 25/08/07
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(postado em 27/08/07)

Cadáveres (Unrest, EUA, 2006)

Um grupo de quatro estudantes de medicina, uma mulher, Alison Blanchard (Corri English), e três homens, Brian Cross (Scot Davis), Carlos Aclar (Joshua Alba) e Rick O’Connor (Jay Jablonski), estão trabalhando na dissecação do cadáver de uma mulher, sob a supervisão do Prof. Walter Blackwell (Derrick O’Connor). Eles descobrem que o cadáver é de Alita Covas (Marisa Petroro), uma arqueóloga americana que trabalhava em escavações no extremo norte do Brasil, e que após a descoberta de uma tumba misteriosa, teve uma morte violenta, com vários cortes pelo corpo. Quando Alison começa a ter visões e sentir vibrações sinistras por causa do cadáver, todos que tocam o corpo dissecado começam a morrer de forma trágica, obrigando a estudante a descobrir o mistério e lutar pela vida.
Cadáveres” (Unrest, 2006) foi dirigido, escrito e produzido por Jason Todd Ipson, e divulga como marketing a utilização de um cadáver real nas filmagens, mas isso não impede que se trate apenas de mais um filme convencional, com uma história explorando profanação de tumbas, possessão de espíritos atormentados e vingança sangrenta. Tem algumas mortes, mas nada que impressione.
Como destaque, tem uma cena incômoda envolvendo o mergulho do casal de heróis num tanque com cadáveres conservados num líquido asqueroso. Mas talvez a única coisa memorável seja a presença da bela atriz Corri English, e mais por sua beleza do que talento de interpretação. E é inevitável deixar de registrar a falta de uma melhor pesquisa do roteiro ao apresentar o Brasil (mais especificamente o Estado do Pará) como o local de descoberta de uma tumba asteca.
Foi lançado em DVD no Brasil pela “Focus” em 25/07/07, trazendo como materiais extras a opção de ver o filme com os comentários do diretor Jason Todd Ipson e do editor Mike Saenz, e uma pequena filmagem de bastidores.

“Cadáveres” (Unrest, Estados Unidos, 2006) # 453 – data: 18/08/07
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(postado em 18/08/07)

Pânico no Lago 2 (Lake Placid 2, EUA, 2007)



Pânico no Lago 2” (Lake Placid 2, 2007) é um exemplo típico daquelas continuações totalmente dispensáveis, desnecessárias e oportunistas. O original lançado em 1999 até tem um bom elenco com Bill Pullman, Bridget Fonda, Oliver Platt e Brendan Gleeson, e conta uma história interessante de crocodilo gigante assassino. Mas a seqüência é uma produção diretamente para a televisão (Sci-Fi Channel), utilizando locações na Bulgária, com uma história idêntica (apenas insinuando alguns elementos para amarrar o roteiro preguiçoso com o original), um elenco inexpressivo, efeitos vagabundos de CGI, e trazendo todos aqueles clichês ridículos de filmes similares.
Tem mais mortes, mas todas banais, mais crocodilos gigantes e novamente um grupo de adolescentes idiotas para servir de comida para eles. Claro que tem também um caçador rico e arrogante para tentar matar os animais, e um casalzinho patético de heróis (o xerife local e uma funcionária de um órgão ambiental do governo). Não falta o manjado problema de relacionamento entre pai (de novo o tal xerife) e o filho, e que será superado pelas adversidades, assim como temos que suportar as tradicionais piadas estúpidas o tempo todo (mesmo enquanto pessoas são destroçadas e devoradas por crocodilos). E para completar, tem aquele desfecho previsível e insignificante de sempre.
Só é indicado para aqueles que querem conhecer todos os tipos de filmes do gênero, mesmo os ruins e descartáveis.

“Pânico no Lago 2” (Lake Placid 2, Estados Unidos, 2007) # 452 – data: 12/08/07
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(postado em 16/08/07)

Veio do Espaço (It Came From Outer Space, EUA, 1953, PB)

 

 
O diretor americano Jack Arnold (1916 / 1992) é sempre lembrado pelos fãs do cinema fantástico por causa de vários filmes cultuados produzidos durante os saudosos anos 50 do século passado, como “O Monstro da Lagoa Negra” e “O Incrível Homem Que Encolheu”. Sua estréia no gênero foi em 1953 com a primeira produção da história do cinema de Ficção Científica filmada em 3-D, “Veio do Espaço” (It Came From Outer Space), do estúdio “Universal”.

Com fotografia em preto e branco, roteiro de Harry Essex, inspirado na história “The Meteor” do veterano escritor americano Ray Bradbury, o filme mostra um casal de noivos, o astrônomo John Putnam (Richard Carlson) e a professora Ellen Fields (Barbara Rush), que testemunha a queda de um meteoro no deserto do Arizona, chocando-se violentamente contra o solo nas redondezas da pequena cidade de Sand Rock. Ao investigar de perto o misterioso objeto que “veio do espaço”, o homem descobre que se trata na verdade de uma nave extraterrestre, que fica soterrada após um desmoronamento de pedras na cratera formada por sua queda. O astrônomo observador de estrelas e sua noiva são desacreditados pela população local e pelos jornalistas sensacionalistas quando mencionam a chegada de alienígenas ao nosso planeta, sendo vítimas de gozações e calúnias de auto promoção, enfrentando também a intolerância do xerife Matt Warren (Charles Drake), que organiza um grupo armado para invadir o local da queda da nave.
O objeto voador pertence a uma civilização alienígena avançada tecnologicamente, que descobriu uma forma de viajar pelo espaço sideral, conhecendo novos mundos, mas um acidente fez com que caíssem na Terra, obrigando-os a entrarem em contato com os humanos na tentativa de obterem recursos para consertar a nave e poderem partir. Eles tem o poder de assumir a forma humana, transformando-se numa réplica fria e sem emoções de qualquer pessoa, como aconteceu com uma dupla de técnicos que faziam trabalhos na área para a manutenção de postes e linhas telefônicas, o veterano Frank Daylon (Joe Sawyer) e o jovem George (Russell Johnson). Os horríveis seres do espaço não são bem recebidos e sentem a desconfiança e o despreparo da raça humana em aceitá-los como uma civilização superior e com um visual aterrador, distante da aparência humanoide (os alienígenas tem apenas um olho central, além de tentáculos e outras características que os tornam monstruosos aos olhos humanos).

Analisando a história de mais de 100 anos do cinema fantástico, estou inclinado a escolher numa opinião totalmente subjetiva que os anos 50 (principalmente) e também a década seguinte, foram o período mais importante com a produção de filmes de Ficção Científica com elementos de Horror que ficaram marcados para sempre, explorando temas diversos e fascinantes como invasões alienígenas, exploração espacial, cientistas loucos em meio as suas experiências bizarras para o suposto bem da humanidade, homens transformados em monstros ameaçadores, expedições científicas rumo ao desconhecido, monstros atômicos gerados pelo descontrole da tecnologia nuclear, guerras interplanetárias... Em filmes como “O Monstro do Ártico” (51), “Destino: Lua” (51), “O Dia Em Que a Terra Parou” (51), “Colisão de Planetas” (52), “A Guerra dos Mundos” (53), “Os Invasores de Marte” (53), “Vinte Mil Léguas Submarinas” (54), “O Mundo em Perigo” (54), “O Monstro da Lagoa Negra” (54), “O Monstro do Mar Revolto” (55), “Tarântula” (55), “Vinte Milhões de Léguas a Marte” (55), “Guerra Entre Planetas” (55), “Godzilla” (56), “A Invasão dos Discos Voadores” (56), “Planeta Proibido” (56), “Vampiros de Almas” (56), “Emissário de Outro Mundo” (57), “O Começo do Fim” (57), “O Incrível Homem Que Encolheu” (57), “A Bolha” (58), “Guerra dos Satélites” (58), “A Mosca da Cabeça Branca” (58), “O Horror Vem do Espaço” (58), “O Monstro de Mil Olhos” (59), “Viagem ao Centro da Terra” (59), “Quarta-Dimensão” (59), e muitos outros mais. E dentro dessa lista interminável de pérolas do cinema fantástico dos anos 50, temos o divertido “Veio do Espaço”.

Entre as várias curiosidades e observações interessantes sobre o filme, podemos citar:
* Temos três outros títulos originais alternativos, “Atomic Monster”, “Strangers From Outer Space” e “The Meteor”.
* Foram apresentadas duas concepções visuais dos alienígenas para a aprovação dos executivos da “Universal”, e aquela que foi rejeitada inicialmente foi aproveitada depois como o monstro mutante de “Guerra Entre Planetas”, lançado dois anos depois.
* A ideia apresentada pelo filme mostrando os alienígenas se transformando em cópias de pessoas, assumindo a forma humana, num tratamento claro do roteiro evidenciando atitudes de xenofobia, também foi utilizada como o argumento básico de outras preciosidades da FC como “O Dia em Que Marte Invadiu a Terra” (The Day Mars Invaded Earth, 62) e “Vampiros de Almas” (Invasion of the Body Snatchers, 56), de Don Siegel, que teve sua história baseada na obra do escritor Jack Finney, considerada como uma analogia política gerada pelos efeitos perturbadores da guerra fria e a paranoia americana de invasão comunista soviética (apesar que o próprio autor não confirma essa intenção quando escreveu o livro).
* Outra ideia interessante abordada em “Veio do Espaço” é a intenção dos alienígenas em tentar reparar os problemas da nave que ocasionaram a queda, para poderem partir de nosso planeta o mais rápido possível, algo que também aconteceu em “Escravos da Noite” (Night Slaves, 1970), com James Franciscus, onde os moradores de uma pequena cidade são manipulados e escravizados por alienígenas que os utilizam como mão de obra para consertar sua nave avariada.
* “Veio do Espaço” é um dos poucos filmes dentro da temática de “invasão alienígena” que retrataram as criaturas do espaço como pacíficas, assim como em “O Dia Em Que a Terra Parou”, de 1951. A maioria dos filmes de FC similares fizeram questão de enfatizar os extraterrestres como hostis e ameaçadores para a raça humana.
* Em 1996, foi lançada uma desnecessária e oportunista continuação, produzida especialmente para a televisão e dirigida por Roger Duchowny. Recebeu o nome original de “It Came From Outer Space II”.
* Em 2004, o escritor Ray Bradbury, autor da história original que inspirou a produção de “Veio do Espaço”, publicou um livro intitulado “It Came From Outer Space”, reunindo suas versões para o roteiro do filme dos anos 50. Bradbury teve várias de suas histórias adaptadas em filmes interessantes como “O Monstro do Mar” (53), “Fahrenheit 451” (66) e “O Homem Ilustrado” (69).

“Veio do Espaço” / "A Ameaça Que Veio do Espaço" (It Came From Outer Space, Estados Unidos, 1953) # 451 – data: 25/07/07
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(postado em 26/07/07)

Veio do Espaço / A Ameaça Que Veio do Espaço (It Came From Outer Space, Estados Unidos, 1953). Universal. Preto e Branco. Duração: 81 minutos. Direção de Jack Arnold. Roteiro de Harry Essex, baseado na história “The Meteor”, de Ray Bradbury. Produção de William Alland. Fotografia de Clifford Stine. Música de Irving Gertz e Henry Mancini. Edição de Paul Weatherwax. Direção de Arte de Robert Boyle e Ruby R. Levitt. Efeitos Especiais de Roswell A. Hoffman e David S. Horsley. Elenco: Richard Carlson (John Putnam), Barbara Rush (Ellen Fields), Charles Drake (Xerife Matt Warren), Joe Sawyer (Frank Daylon), Russell Johnson (George).