“Os antigos astrônomos e filósofos acreditavam que o futuro do
mundo estava escrito nas estrelas. Eles também acreditavam que o passado estava
impresso no vazio negro da noite das estrelas. Esses antigos sábios acreditavam
que no começo, quando o Universo ainda estava na sua infância, houve uma
explosão cataclísmica que destruiu tudo, lançando enormes corpos derretidos
através de distâncias infinitas e ilimitadas do espaço. Foi uma explosão causada
por uma bomba nuclear? Uma civilização pode ter existido nos recantos distantes
do tempo e foi eliminada da existência devido ao uso descuidado de tal poder
tremendo que não faz sentido calcular sua enormidade? Estamos hoje à beira de
repetir esse suicídio cósmico? Há quem o tema. Não apenas na Terra, mas também
em planetas remotos da galáxia. Há um planeta em particular onde seu povo teme
que se a Terra não for destruída primeiro, destruirá o Universo. Essas pessoas
já começaram a agir... ”
Ficção
Científica bagaceira dos saudosos anos 50 do século passado, “The Astouding
She-Monster” (1957) tem o tradicional título chamativo, cartaz bem
elaborado e convidativo, metragem curta de apenas 62 minutos, produção
paupérrima, fotografia em preto e branco, elenco reduzido, efeitos especiais práticos
com apenas uma mulher alienígena humanoide maquiada vestindo uma roupa apertada
e brilhante, e com um roteiro extremamente simples para apenas se divertir com
o cérebro desligado, apesar que a história traz um alerta sobre os perigos do
uso de armas nucleares (conforme a narração da introdução reproduzida no início
desse texto, de Scott Douglas, não creditado) naquele conturbado período de
guerra fria entre EUA e URSS.
E
felizmente para os apreciadores desse cinema mais antigo e de poucos recursos
explorando elementos fantásticos, o filme está disponível no “Youtube” com legendas
em português.
O
geólogo Dick Cutler (Robert Clarke), acompanhado de seu cachorro collie Egan,
está vivendo numa região de florestas e montanhas nos arredores de Los Angeles,
realizando estudos sobre as rochas locais. Num passeio noturno aleatório ele
testemunha a queda de um meteorito ou algo similar, que poderia ser uma nave
espacial.
Enquanto
isso, Margaret Chaffee (Marilyn Harvey) é uma jovem socialite bonita que é alvo
de sequestro por uma dupla de criminosos, Nat Burdell (Kenne Duncan) e o
comparsa Brad Conley (Ewing Brown), interessados no dinheiro fácil do resgate.
Eles são acompanhados por uma mulher desocupada e alcoólatra, Esther Malone
(Jeanne Tatum). Ao fugirem de carro por uma estrada nas montanhas, eles são
interceptados por uma criatura humanoide brilhante (Shirley Killpatrick), vinda
de outro mundo e que mata apenas com o toque de sua mão, obrigando-os a se
refugiarem na cabana do geólogo.
A
partir daí o grupo fica encurralado na casa, tendo que enfrentar a ameaça
desconhecida da “incrível mulher-monstro” do título original, que tem um escudo
protetor invisível imune aos tiros das armas de fogo dos sequestradores e que está
à espreita nas sombras espalhando horror e morte com seu toque radioativo.
O
filme foi dirigido, produzido e editado por Ronald V. Ashcroft e teve a
colaboração do cineasta Ed Wood Jr. (“Plano 9 do Espaço Sideral”, 1959) no
roteiro e como consultor (não creditado), o que pode explicar a história rasa e
superficial, que até tem uma reviravolta no desfecho que não é nada
surpreendente, mas também não deixa de ser interessante para concluir com um
questionamento misterioso.
Entre
as curiosidades, todas as cenas com a alienígena são meio desfocadas para
simular uma aura radioativa mortal. O filme recebeu o título “Invasora de
Jupiter” no México e “Mysterious Invader” na Inglaterra. O ator Robert Clarke tem
alguma ligação com os antigos filmes bagaceiros de horror e FC, tendo atuado em
alguns divertidos como “O Homem do Planeta X” (1951), “The Hideous Sun Demon”
(1958), “The Incredible Petrified World” (1959) e “Além da Barreira do Tempo”
(1960).
“Uma
criatura de além das estrelas. MALIGNA... BELA... MORTAL...!”
(RR – 14/02/26)
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