Pumpkin Karver (2006)


Existem filmes de horror que parecem que são produzidos especialmente para servir de deboche para o gênero, ou seja, para denegrir a imagem de um estilo de cinema que merece ser respeitado. É difícil acreditar que existem profissionais (diretores, roteiristas, produtores, atores, etc.) que se empenham para fazer um filme de horror (e acham que estão fazendo algo sério e contribuindo de alguma forma para o gênero, além de ganhar dinheiro também), e que conseguem como resultado final uma grande porcaria totalmente dispensável. Existem filmes muito ruins que por essas características até conseguem criar um efeito contrário e divertir o espectador. Mas também existem aqueles filmes extremamente ruins, com histórias tão banais que não conseguem divertir nem pela ruindade. É o caso do slasher “Pumpkin Karver” (The Pumpkin Karver, 2006), lançado no Brasil em DVD pela “Visual Filmes”, em Março de 2007.

A história é superficial, óbvia e já explorada numa infinidade de outros filmes. Um jovem adolescente, Jonathan Starks (Michael Zara), mata acidentalmente o namorado idiota Alec (David J. Wright) da sua irmã Lynn (Amy Weber). Ele estava usando uma máscara típica da festa de “Halloween” e tentava assustar a garota. Jonathan fica perturbado com a fatalidade e assombrado pelo ato que cometeu. Passado um ano desse incidente trágico, o casal de irmãos se muda para uma pequena cidade do interior chamada Karver, e vão participar de uma festa com fantasias numa fazenda abandonada. Lá, eles encontram um velho sinistro e maluco, Ben Wickets (Terrence Evans), que é um entalhador de abóboras para a época do “Halloween”. Ele gosta de assustar os jovens falando um monte de bobagem e histórias banais. Seus novos amigos na cidade são completamente descartáveis, gente desinteressante que só fala futilidades e que estão no roteiro apenas para servirem de vítimas para as atividades de um assassino mascarado (a máscara é uma abóbora entalhada), que surge no local e quer rasgar suas carnes. Entre eles estão as garotas Tammy (Minka Kelly), que se interessa por Jonathan, além de Rachel (Clarity Shea) e Yolanda (Misty Adams). E tem também vários babacas como Lance (David Austin), que é o ex-namorado de Tammy, A.J. (Jonathan Conrad), Grazer (Jared Show), e outros que não merecem nem ter os nomes citados.

Os responsáveis por essa tranqueira são os desconhecidos Robert Mann (direção e roteiro) e Sheldon Silverstein (produção e roteiro). Eles conseguiram a façanha de gastar energia e dinheiro fazendo um filme de horror em pleno ano de 2006 utilizando-se de uma história tão mergulhada em clichês e situações ridículas que eles deveriam se envergonhar do lixo que fizeram. A única coisa que eles conseguiram como resultado (em vez de entretenimento) é fazer o espectador torcer pelas mortes dos personagens fúteis que eles criaram, e de preferência das formas mais violentas possíveis (o que nem isso acontece, pois as cenas de mortes são patéticas). Apenas uma delas merece ser citada, quando um personagem escroto e idiota morre com uma broca perfurando suas tripas. “Pumpkin Karver” tem 83 minutos de pura bobagem, num bom exemplo de filme dispensável e que prejudica a imagem do cinema de horror como um gênero artístico interessante e digno de respeito.

“Pumpkin Karver” (The Pumpkin Karver, Estados Unidos, 2006) # 430 – data: 05/04/07 – avaliação: 2 (de 0 a 10)
site: www.bocadoinferno.com / blog: www.juvenatrix.blogspot.com (postado em 09/04/07)