Hand of Death (EUA, 1962, PB)

 


"Ninguém ousava chegar muito perto!”

 

Escrito e produzido por Eugene Ling e dirigido por Gene Nelson, “Hand of Death” (1962) tem fotografia em preto e branco, metragem de apenas 60 minutos, e está disponível no “Youtube” com a opção de legendas automáticas em português.

É um filme desconhecido que segundo o “IMDB”, a maior fonte na internet sobre informações de filmes, ficou “perdido” por 40 anos, uma curiosidade que já desperta alguma atenção, principalmente para os apreciadores do cinema antigo bagaceiro com elementos de horror e ficção científica abordando os temas de “cientista louco” trabalhando para o suposto bem da humanidade e “homem transformado em monstro”, com a mente distorcida culminando em consequências trágicas.

 

O cientista Alex Marsch (John Agar) está trabalhando numa casa isolada no deserto com o apoio do estudante Carlos (John Alonzo). Trata-se de um projeto secreto para o governo estadunidense com experiências para o desenvolvimento de um gás nervoso paralisante com efeitos hipnóticos, para utilização como arma em tempos de guerra fria entre EUA e a antiga União Soviética. O gás serviria para eliminar a resistência em ações de ocupação, com os inimigos obedecendo comandos e assim podendo evitar uma guerra nuclear, algo muito temido e próximo de ter acontecido naqueles tempos conturbados dos anos 60 do século passado.

Sua namorada Carol Wilson (Paula Raymond) é a secretária do Dr. Frederick Ramsey (Roy Gordon), o chefe do cientista e proprietário de um Centro de Pesquisas em Los Angeles. Ela está desconfiada com o trabalho envolvendo um gás perigoso e preocupada com a possibilidade de acidentes, o que realmente acontece, causando no cientista várias reações no corpo como dores, calor excessivo, inchamento no rosto e mãos, pele enrugada e escurecida, transformando-o num monstro que mata apenas com o toque das mãos, justificando o título do filme, lembrando o “Coisa” do “Quarteto Fantástico” da “Marvel”.

Desesperado e com a mente progressivamente distorcida, o Dr. Marsh caminha sem rumo pelas ruas enquanto pessoas morrem pelo seu toque, sendo perseguido pelo investigador de homicídios da polícia (Norman Burton), e esperando talvez em vão que algum antídoto possa restabelecer sua condição humana, num esforço do Dr. Ramsey e do amigo Tom Holland (Steve Dunne).       

 

O filme é curto e quase não há perda de tempo com futilidades, não demorando muito para o cientista se transformar num monstro deformado e assassino, que de repente muda de um abnegado homem da ciência para uma criatura mutante responsável pela morte de pessoas inocentes. É uma diversão rápida para quem gosta do velho cinema de baixo orçamento com efeitos práticos na maquiagem exagerada do monstro e com mais uma história de “cientista louco” malsucedido na tentativa de criação de uma arma de guerra com resultados catastróficos.

O ator John Agar (1921 / 2002) tem uma filmografia com várias tranqueiras divertidas do cinema fantástico como “Tarântula!” (1955), “O Templo do Pavor” (1956), “O Cérebro do Planeta Arous” (1957), “Dr. Encolhedor” (1958), “Invasores Invisíveis” (1959), “Monstro do Planeta Perdido” (1962) e “Mulheres do Planeta Pré-Histórico” (1966), entre outras.   

Quando o cientista mutante desorientado está vagando por uma praia, o garoto que o encontra é interpretado por Butch Patrick, o jovem ator que pouco tempo depois faria parte do elenco fixo da cultuada série de TV de comédia com elementos de horror “Os Monstros” (The Munsters, 1964 / 1966), fazendo o papel do lobisomem mirim Eddie.

    

(RR – 24/07/26)