Disponível no “Youtube” com opção de legendas automáticas em
português, “O Gorila Matador” (The Ape, 1940) é um filme com elementos
sutis de horror e suspense estrelado pelo ícone Boris Karloff (1887 / 1969) num
papel que sempre fez magistralmente numa infinidade de outros filmes: o “cientista
louco” obcecado por seu trabalho para o bem da humanidade, nem que tenha que
matar para conseguir seus objetivos.
Dirigido por William Nigh, com fotografia em preto e branco, metragem
de apenas 62 minutos e produzido pela “Monogram”, Karloff é o médico Dr.
Bernard Adrian, envolvido com experiências para descobrir a cura da
poliomielite, focado em ajudar a jovem cadeirante Frances Clifford (Maris
Wrixon), que tem paralisia e não consegue mais andar há muitos anos. O
cientista a considera como uma filha, determinado a curar sua doença, uma vez
que não conseguiu evitar no passado a morte da esposa e filha com o mesmo
problema de saúde.
Porém, mesmo com boas intenções seu trabalho não é bem visto em
Red Creek, a pequena cidade onde mora, com as pessoas desconfiadas das
experiências bizarras com animais para obter um soro eficaz contra a paralisia,
tendo que enfrentar a reprovação dos vizinhos e do também médico local Dr.
McNulty (Selmer Jackson), além da desconfiança do namorado de Frances, o
mecânico de carros Danny Foster (Gene O´Donnell).
Para completar seu trabalho científico, o Dr. Adrian necessita de
um líquido espinhal de pessoas recém-falecidas. Enquanto isso, um gorila imenso
chamado Nabu (Ray Corrigan, não creditado), escapa de um circo após um acidente
com incêndio, e assassinatos misteriosos começam a ocorrer na cidade,
despertando a atenção e investigação do xerife Jeff Halliday (Henry Hall).
Qualquer filme com Boris Karloff, nome eternizado na história do
cinema de horror como a criatura de Frankenstein nos filmes da produtora “Universal”,
já desperta interesse por sua presença marcante, sempre com atuações
convincentes, geralmente em papéis de vilão e “cientista louco”.
Em “O Gorila Matador”, apesar do ritmo arrastado típico dos filmes
da década de 1940, com histórias ingênuas e tentativas de apresentar cenas com
algum suspense ou horror sutil, que deveriam funcionar para as plateias da
época, temos Karloff para compensar a falta de ação e horror mais sangrento, interpretando
um médico abnegado em encontrar uma cura para a paralisia, com forte senso de
altruísmo, mesmo perdendo parte da sanidade e os escrúpulos para obter o
sucesso acompanhado de crimes.
(RR – 14/07/26)
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