Parecendo um filme de horror
gótico do cultuado cineasta espanhol Jesús Franco (1930 / 2013) pelas mesmas
características de produção de baixo orçamento, roteiro divertido repleto de
clichês do estilo e estética geral “exploitation”, mas sendo dirigido pelo
diretor francês Pierre Chevalier, “O Monstro do Dr. Orloff” (The
Invisible Dead, França / Espanha, 1970) foi lançado em mídia física DVD no
Brasil em 2011 pela “Vinny Filmes” na coleção “Clássicos do Terror”, e também
está disponível no “Youtube” com áudio em inglês e opção de legendas em
português.
O elenco é liderado pelo ator
suíço Howard Vernon (1908 / 1996) no papel do tradicional “cientista louco” do
título, ele que tem um currículo imenso e é conhecido pelos filmes de horror
com pequenos orçamentos. Produzido pela “Eurociné”, o filme faz parte de uma
imensa safra de similares conhecidos como “Eurotrash”, filmes europeus de
exploração, principalmente das décadas de 1960 e 70, com produções menores e
histórias com elementos de horror.
O novo médico de um vilarejo,
Dr. Garondet (Francis Valladares), é chamado para o castelo do cientista Prof.
Orloff (Howard Vernon), por sua filha Cécile (Brigitte Carva), que acredita que
seu pai está doente mentalmente devido seu trabalho antinatural e obscuro.
Ele está sempre recluso em seu
laboratório, alegando que criou um ser invisível, uma nova raça, uma criatura
mista de homem e macaco, superior e com potencial desconhecido que poderia
governar a humanidade e dominar a Terra. E que iria utilizar o seu monstro
peludo para se vingar dos colegas cientistas que desaprovaram seu trabalho e o
humilharam.
O médico é inicialmente mal
recebido no castelo por um velho e rude criado (Eugène Berthier) e pela
empregada assustada (Evane Hanska), que tem medo e quer fugir do castelo. E
depois é recepcionado por Cécile que o apresenta ao pai. O misterioso e frio cientista
conta a história de suas pesquisas e um problema de saúde com sua filha que foi
considerada morta prematuramente e lacrada num caixão com várias joias da
família, despertando a cobiça criminosa do guarda-caça Roland (Fernando Sancho)
e seu interesse amoroso Marie (Isabelle del Rio), que enfrentaram a fúria do
cientista e de seu monstro invisível, que precisa de sangue humano para
sobreviver.
A cópia que tive acesso no
“Youtube” tem todas as cenas aleatórias de exploração de nudez das mulheres
(Cécile, Marie e a empregada) cobertas com tarjas para não ter problemas com
censura.
O roteiro de “O Monstro do Dr.
Orloff” é muito simples e despreocupado com lógica, continuidade ou maiores
explicações, com os clichês típicos dos filmes bagaceiros de horror gótico. Entre
eles, os aldeões assustados que não querem se aproximar do castelo sinistro; um
laboratório cheio de equipamentos bizarros e líquidos coloridos borbulhantes;
um “cientista louco” ridicularizado pelos colegas e ávido por vingança, com
ideias mirabolantes de criação de uma raça superior invisível (aliás, o roteiro
nem tenta explicar o processo, o monstro foi apenas criado e fica para o
espectador imaginar os detalhes); uma atmosfera sombria nas masmorras e
calabouços subterrâneos do castelo; e um monstro com efeitos práticos toscos
que é invisível para facilitar nos custos para os produtores, mas que também aparece
rapidamente em alguns momentos graças à exposição de um pó branco em seu corpo.
O personagem Dr. Orloff foi
criado pelo diretor Jesús Franco e apareceu em vários outros filmes ou nos
títulos como “O Terrível Dr. Orloff” (Gritos en la Noche, 1962), “As Amantes do
Dr. Jekyll” (El Secreto del Dr. Orloff, 1964), “Les Orgies du Docteur Orloff” (El
Enigma del Ataúd, 1967), “Los Ojos Siniestros del Dr. Orloff” (1973) e “El
Siniestro Dr. Orloff” (1984).
(RR – 07/08/26)
%20-%201.jpeg)
%20-%202.jpeg)
%20-%203.jpeg)
%20-%204.jpeg)
%20-%201.jpg)
%20-%205.jpg)
%20-%202.jpg)
%20-%203.jpg)
%20-%204.jpg)
%20-%206.jpg)
%20-%2033.jpg)
%20-%201.jpg)
%20-%202.jpg)
%20-%203.jpg)
%20-%204.jpg)
%20-%205.jpg)


.jpeg)
.jpeg)

%20-%201.jpg)
%20-%202.jpg)
%20-%203.jpg)
%20-%204.jpg)
%20-%205.jpg)