Comentários de cinema - Parte 10 (16/12/13 a 05/01/14)

Filmes abordados:

A Serbian Film – Terror Sem Limites (A Serbian Film / Srpski Film, Sérvia, 2010)
Avenida do Terror, 388 (388 Arletta Avenue, Canadá, 2011)
Deus Irae (Argentina, 2010) curta metragem
Dia da Besta, O (El Día de la Bestia / The Day of the Beast, Espanha, 1995)
Dredd (Dredd, EUA / Inglaterra / Índia / África do Sul, 2012)
Ender´s Game – O Jogo do Exterminador (Ender´s Game, EUA, 2013)
Enigmas de um Crime (The Oxford Murders, Espanha / Inglaterra / França, 2008)
Halo 4: Em Direção ao Amanhecer (Halo 4: Forward Unto Dawn, EUA, 2012)
Mansão da Meia-Noite, A (House of the Long Shadows, Inglaterra, 1983)
Mistério no Lago (Beneath Still Waters / Bajo Aguas Tranquilas, Espanha / Inglaterra, 2005)
Mundo Perdido, O (The Lost World, EUA, 1960)
Quando os Dinossauros Dominavam a Terra (When Dinosaurs Ruled the Earth, Inglaterra, 1970)
Rasputin: O Monge Louco (Rasputin: The Mad Monk, Inglaterra, 1966)
Reveillon Maldito (New Year´s Evil, EUA, 1980)
Segredo do Lago Ness, O (Das Wunder von Loch Ness, Alemanha / Áustria, 2008)
Sobrenatural (Insidious, EUA / Canadá, 2010)
Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious: Chapter 2, EUA, 2013)
Torturas do Dr. Diabolo, As (Torture Garden, Inglaterra, 1967)



* A Serbian Film – Terror Sem Limites (2010) – Filme produzido na Sérvia, um país europeu que vivenciou uma guerra civil repleta de cruéis atrocidades nos anos 90 do século passado. Teve grande repercussão no Brasil devido à censura que recebeu, ficando proibida sua exibição por aqui por algum tempo. Na história, um famoso ator pornô que estava afastado das câmeras e tentava viver com sua família, esposa e filho pequeno, recebe uma proposta milionária para participar de um filme misterioso. Devido aos problemas financeiros, ele aceita o trabalho, mesmo não recebendo nenhuma informação sobre o roteiro. Mais tarde, ele descobre que o filme explorava perversão, tortura, pedofilia e necrofilia, mas não consegue mais abandonar o projeto colocando em risco até a vida de sua família. Ousado e transgressor, o filme tem sua primeira metade abordando com mais enfâse o convite ao ator para fazer um filme “diferente”, e a metade final parte para a violência com cenas fortes e sangrentas. Tem muitas cenas de sexo violento e não faltam cabeças esmagadas e sangue espalhado pelo chão, além de um final perturbador. A ideia geral passa a sensação que o objetivo não é fazer apologia à violência extrema e sim ser um filme corajoso ao mostrar sem pudores a crueldade doentia da raça humana. (RR – 24/12/13)


* Avenida do Terror, 388 (2011) – Lançado em DVD no Brasil pela “California”, é um filme canadense situado dentro do sub-gênero “found footage”, com produção executiva de Vincenzo Natali, mais conhecido por dirigir “Cubo” (1997) e “Splice – A Nova Espécie” (2009). Um casal comum formado por James (Nick Stahl) e Amy (Mia Kirshner), mora na “Arletta Avenue” (do título original). Eles não sabem, mas são observados constantemente através de diversas câmeras estrategicamente posicionadas, por alguém sinistro e com intenções hostis. Depois que Amy dasaparece misteriosamente, e não tendo êxito em contar com o auxílio da polícia incompetente, o marido James decide fazer uma investigação própria. O “found footage” foi muito bem utilizado no italiano “Cannibal Holocaust” (1980), de Ruggero Deodato, e redescoberto em 1999 com “A Bruxa de Blair”. Desde então, tornou-se um estilo bastante explorado no cinema de horror, e que de certa forma já está saturado, substituindo a originalidade e interesse iniciais por um grande clichê repetitivo. E aqui, apesar do marketing utilizando o nome do canadense Vincenzo Natali para vender o filme, temos apenas mais um exemplo mediano desse sub-gênero, flertando mais com o suspense e menos com o horror, apesar do desfecho pessimista. (RR – 31/12/13)


* Deus Irae (2010) – Curta metragem (13:31 minutos) argentino escrito e dirigido por Pedro Cristiani. Disponível na internet em versão original em espanhol com legendas em inglês. Uma mãe está cuidando de sua filha doente, que está amarrada na cama, quando surge um grupo de religiosos, dois homens e uma mulher. Eles tentam confortar a mãe cansada e aliviar o sofrimento da garota com orações de exorcismo. Mas, existe uma frágil linha separando nosso mundo de um universo paralelo sombrio e habitado por criaturas demoníacas. Excelente curta muito bem produzido que inicia calmo e termina no caos, com violência, sangue e demônios. Deixando ao final uma ansiosa sensação de querer mais, e que o curta poderia inspirar um ótimo filme maior e mais desenvolvido. Altamente recomendável. (RR – 24/12/13)


* Dia da Besta, O (1995) – Comédia espanhola de humor negro e elementos de horror e ação, dirigida pelo cultuado cineasta Álex de la Iglesia, o mesmo de “Ação Mutante” (1993) e “A Comunidade” (2000). Um padre, pesquisador e professor de teocracia, Cura (Álex Angulo), descobre em seus estudos da bíblia que o anticristo deverá nascer no natal de 1995 em Madrid, a capital da Espanha. Recorrendo à ajuda de um obeso fã de Death Metal, José Maria (Santiago Segura), e um apresentador charlatão de um programa esotérico de TV, Prof. Cavan (Armando de Razza), o grupo tenta descobrir o local do nascimento do filho de Satã, para eliminá-lo e salvar a humanidade do martírio de um reinado de trevas. “O Dia da Besta” tem uma história divertida e criada para não ser levada a sério de forma proposital, com diversas correrias, perseguições e ritmo frenético a maior parte do tempo, além de muito humor negro e uma mensagem interessante de crítica social, onde os piores e mais cruéis demônios são os próprios homens, envenenados em intolerância e preconceito. (RR – 25/12/13)


* Dredd (2012) – Ação com elementos de ficção científica que estreou nos cinemas brasileiros em 21/09/12. No futuro, o planeta Terra sofre com uma superpopulação vivendo nos escombros de cidades decadentes, lutando para sobreviver em meio à violência e criminalidade. Para combater quem desrespeita a lei, existem os “Juízes”, policiais bem armados e treinados, que tem o poder de julgar e executar a pena sem burocracias. Dredd (Karl Urban) é um desses juízes, que percorre as ruas para tentar limpá-las da escória dos criminosos. Uma novata, Anderson (Olivia Thirlby), que é uma mutante com poderes que permitem ler os pensamentos, acompanha Dredd numa missão para ser avaliada. Eles atendem uma ocorrência de assassinatos brutais num enorme prédio residencial, que é controlado por uma gangue de traficantes de drogas, liderada por uma mulher cruel conhecida como Ma-Ma (Lena Headey). Dredd e a novata são emboscados quando o prédio é lacrado pelos criminosos, iniciando uma guerra pela sobrevivência. Muita ação e tiroteios ensurdecedores com overdose de sangue e corpos empilhados. Os criminosos são tão desprezíveis e Dredd é tão focado em seus objetivos que inevitavelmente passamos a torcer por seu sucesso. O temido juiz lembra o policial do futuro “Robocop” (1987), só que ele é bem mais agressivo nas ações. Curiosamente, outro filme com Dredd foi produzido em 1995, com o título nacional “O Juiz”, e com Sylvester Stallone no papel principal. (RR – 30/12/13)


* Ender´s Game – O Jogo do Exterminador (2013) – Baseado em livro de Orson Scott Card e dirigido pelo sul africano Gavin Hood, entrou em cartaz nos cinemas em 20/12/13, trazendo no elenco nomes experientes como Harrison Ford e Ben Kingsley. Após muitos anos de uma guerra contra uma invasão de alienígenas insectóides que quase levou a humanidade à extinção, uma Federação Internacional Militar pretende atacar os inimigos antes de uma nova invasão. Para isso, diversos jovens são exaustivamente treinados numa academia orbitando a Terra, para que um seja escolhido na liderança de um ataque final para encerrar o conflito. Ender Wiggin (Asa Butterfield) é o garoto escolhido por sua inteligência e habilidades mentais numa batalha para definir o futuro da humanidade, sob a tutela do severo Coronel Graff (Harrison Ford). Ficção Científica movimentada, com efeitos especiais excepcionais em jogos simulados de guerra e batalhas reais no espaço. Parte do filme se concentra na intensa preparação e treinamento do garoto, enfrentando diversos desafios e dificuldades de relacionamentos, e parte dedica-se a explorar a tensão de um ambiente de guerra, genocídio e destruição, mesmo que num comando à distância, manipulando as ações e estratégias de combate. (RR – 23/12/13)


* Enigmas de um Crime (2008) – Dirigido pelo espanhol Álex de la Iglesia, mais conhecido por seus filmes de humor negro com elementos de horror como “Ação Mutante” (1993) e “O Dia da Besta” (1995). Um estudante americano de matemática, Martin (Elijah Wood, da trilogia “O Senhor dos Anéis”), vai até a Inglaterra para conhecer um renomado professor, Arthur Seldom (o veterano John Hurt, de “Alien, o Oitavo Passageiro”). Ele conhece duas belas mulheres, a enfermeira Lorna (Leonor Watling), e Beth (Julie Cox), que toca violoncelo numa orquestra, e envolve-se com todos eles numa complexa trama de assassinatos supostamente atribuídos para um “serial killer” utilizando símbolos matemáticos, desafiando a investigação da polícia, sob a liderança do Inspetor Petersen (Jim Carter). Típico thriller sobre mortes em série, com diversos enigmas nas ações do assassino e a especulação de vários suspeitos, não faltando as tradicionais reviravoltas e jogos no roteiro para estimular o pensamento e chamar a atenção do espectador. Tem a presença sempre carismática do experiente ator John Hurt num dos papéis centrais. Não é nenhuma obra prima dentre os filmes de suspense com investigação policial, mas pode ser considerado acima da média e garante um bom entretenimento, tendo o nome do diretor Álex de la Iglesia como um interessante atrativo, por seus trabalhos anteriores. (RR – 05/01/14)


* Halo 4: Em Direção ao Amanhecer (2012) – “Halo” é uma popular franquia de vídeo games com um argumento central futurista sobre a eterna batalha da humanidade contra alienígenas. Em 2012, com direção de Stewart Hendler, foi produzido um filme especialmente como campanha de marketing para o lançamento do jogo “Halo 4”, sendo na verdade uma compilação de uma web série com cinco episódios de aproximadamente 15 minutos. Ambientado no século 26, o filme mostra a dura rotina de treinamento de jovens numa academia militar, preparando-se para uma longa guerra contra insurgentes rebeldes, focando mais o ponto de vista do cadete Tomas Lasky (Tom Green), e suas dúvidas e questionamentos sobre a carreira militar. Porém, após a inesperada invasão de uma aliança de raças alienígenas e a destruição da escola de treinamento militar, o foco da humanidade volta-se para combater o inimigo extraterrestre, com o jovem Lasky e um grupo de amigos tentando lutar por suas vidas e sendo resgatado por Master Chief (Daniel Cudmore), um lendário soldado misterioso. Mais uma Ficção Científica explorando a guerra contra alienígenas e o severo treinamento militar de jovens cadetes. É interessante a ideia da produção de um filme especialmente como veículo de marketing de um jogo, com o objetivo de divulgar a franquia “Halo”. O DVD lançado no Brasil traz grande quantidade de materiais extras, com informações sobre os bastidores, figurinos, concepção das armas, os ótimos efeitos especiais, a ideia do roteiro, e entrevistas com atores e realizadores. (RR – 23/12/13)


* Mansão da Meia-Noite, A (1983) – Produzido pela “Cannon Group”, é o único filme da história que conseguiu reunir quatro dos mais consagrados nomes do cinema de horror de todos os tempos: Vincent Price, Christopher Lee, Peter Cushing e John Carradine. Um jovem escritor americano, Kenneth Magee (Desi Arnaz), aceita uma aposta de seu editor, Sam Allyson (Richard Todd), para escrever um livro em 24 horas, se isolando numa mansão abandonada no interior do País de Gales, cujo ambiente tétrico e atmosfera sombria poderia servir de inspiração. Porém, várias pessoas misteriosas aparecem em seu caminho, como dois idosos caseiros da mansão (interpretados por John Carradine e Sheila Keith), a secretária de seu editor, Mary Norton (Julie Peasgood), antigos moradores do casarão e membros da histórica família Grisbane (Vincent Price e Peter Cushing), e um empresário investidor em imóveis antigos, Sr. Corrigan (Christopher Lee). Além da existência de um terrível segredo do passado da mansão e da família amaldiçoada que vivia nele quarenta anos antes. O roteiro de Michael Armstrong, baseado no livro “Seven Keys to Baldpate”, de Earl Derr Biggers, não foge muito dos habituais clichês do gênero, explorando sutilmente elementos de horror psicológico e apostando em reviravoltas. Mas, o que interessa mesmo é a presença num único filme dos ícones Price, Lee, Cushing e Carradine, alguns dos mestres que deram vida ao fascinante cinema de horror, e que povoaram nossos sonhos e pesadelos com o puro entretenimento de seus filmes. Este fato torna “A Mansão da Meia-Noite” um filme único, indispensável e altamente recomendável, com seu lugar garantido na memória do gênero. Curiosamente, foi apenas lançado no Brasil em VHS, através da “Globo Vídeo”, cuja mesma cópia original em inglês e com legendas em português, pode também ser encontrada na internet em blogs que permitem que sejam baixados em versão DVD. (RR – 27/12/13)


* Mistério no Lago (2005) – Esse filme faz parte de um grupo de poucos (apenas nove) que foram produzidos pela extinta “Fantastic Factory” (2001 / 2006). Ela foi uma empresa espanhola criada pelo produtor Julio Fernández (da franquia “Rec”) e pelo cineasta Brian Yuzna, que é mais conhecido por seu envolvimento na cultuada franquia “Re-Animator”, tendo dirigido as partes 2 e 3 (“A Noiva de Re-Animator” / 1989 e “Re-Animator – Fase Terminal” / 2003). “Mistério no Lago” também tem direção de Yuzna e o roteiro é baseado no livro “Beneath Still Waters”, de Matthew Costello. Em 1965, uma pequena cidade é submersa para dar lugar a uma represa e impulsionar o desenvolvimento na região. Porém, um praticante de magia negra, Mordecai Salas (Patrick Gordon), criou uma seita com vários seguidores da cidade e após quarenta anos da inundação do lago e da ocorrência de misteriosos desaparecimentos, ele deseja retornar com poderes ocultos para instaurar o caos e espalhar o horror. Sendo combatido por um jornalista forasteiro, Dan Quarry (Michael McKell), que surgiu para fazer uma matéria sobre a cidade submersa, e por uma repórter local, Teresa Borgia (Raquel Meroño), mãe da jovem Clara (Charlotte Salt), que é desejada pelo vilão do além. Por ser dirigido por Brian Yuzna, a espectativa inicial é nos depararmos com algo divertido, devido suas credencias favoráveis na franquia “Re-Animator”, mas o que vemos é apenas um filme com uma história banal e comum demais que não engrena em nenhum momento. Tem algumas poucas cenas razoáveis de sangue, mas nada que desperte uma atenção maior. O filme não passa de um grande clichê onde até o desfecho pessimista numa reviravolta não funciona por ser tão óbvio, e provavelmente não deve ter sido coincidência que foi o último filme produzido pela “Fantastic Factory”, encerrando suas atividades em seguida. (RR – 28/12/13)


* Mundo Perdido, O (The Lost World, EUA, 1960) – Baseado em livro homônimo de Arthur Conan Doyle e com direção de Irwin Allen, o criador de nostálgicas e memoráveis séries de TV dos anos 60 do século passado, como “Perdidos no Espaço”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “Terra de Gigantes” e “O Túnel do Tempo”. E também produtor de clássicos do subgênero “catástrofe”, como “O Destino do Poseidon” (1972) e “Inferno na Torre” (1974). Além dessas ótimas credenciais, “O Mundo Perdido” tem em seu elenco Claude Rains (“O Homem Invisível”, 1933 e “O Fantasma da Ópera”, 1943), Michael Rennie (“O Dia Em Que a Terra Parou”, 1951) e David Hedison, o capitão Crane da série “Viagem ao Fundo do Mar” e o “cientista louco” de “A Mosca da Cabeça Branca” (1958). O excêntrico Prof. George Edward Challenger (Claude Rains) consegue reunir uma expedição científica com destino à Amazônia, para localizar e explorar um imenso platô onde supostamente ainda existem dinossauros gigantes. O grupo ainda conta com um famoso aventureiro, Lord John Roxton (Michael Rennie), um jornalista, Ed Malone (David Hedison), outro cientista, o Prof. Summerlee (Richard Haydn), a filha de um investidor da expedição, Jennifer Holmes (Jill St. John), o jovem irmão dela, David (Ray Stricklyn), e dois homens da região do Amazonas, Costa (Jay Novello) e o piloto de helicóptero Manuel Gomez (Fernando Lamas). Chegando à região misteriosa, eles encontram dinossauros e índios nativos hostis, e depois que o helicóptero é destruído, o desafio é conseguir encontrar um meio de sair do “mundo perdido”, retornar para a civilização com vida e se possível, trazendo alguma prova da existência dos monstros pré-históricos. Clássico da saudosa “Sessão da Tarde”, da época quando ainda eram exibidos filmes antigos e divertidos. “O Mundo Perdido” é uma aventura com elementos de ficção científica e humor, onde o destaque é a forma como são mostrados os dinossauros. Numa época sem a tecnologia de computação gráfica para a criação dos monstros, Irwin Allem preferiu não utilizar os tradicionais bonecos em “stop motion” e optou por filmar animais vivos (lagartos maquiados com chifres) caminhando sobre cenários em miniatura, com a perspectiva de filmagem por baixo, dando a sensação de serem monstros gigantescos. Curiosamente, vale citar que o livro de Conan Doyle teve várias outras adaptações para o cinema, sendo a primeira em 1925, na época do cinema mudo. Teve também um telefilme em 1999 que originou uma série de TV produzida até 2002. (RR – 01/01/14)


* Quando os Dinossauros Dominavam a Terra (1970) – Produzido pelo cultuado estúdio inglês “Hammer”, sendo uma de suas contribuições para o sub-gênero dos filmes com dinossauros. A direção de é Val Guest, de outros divertidos trabalhos da mesma produtora como “Terror Que Mata” (1955) e “A Usina dos Monstros” (1957), com roteiro desenvolvido a partir de uma história do escritor J. G. Ballard. Numa época fictícia, onde humanos e animais gigantescos convivem no mesmo local, uma tribo de aborígenes tem o hábito de sacrificar mulheres loiras em tributo ao Sol, considerado por eles um “deus”. Porém, uma das escolhidas, Sanna (Victoria Vetry), consegue escapar do ritual e é resgatada por Tara (Robin Hawdon), um nativo de um grupo rival. Ambos agora precisam lutar por suas vidas, sendo perseguidos pelos antigos companheiros e enfrentando a fúria de dinossauros interessados em matá-los. É um filme menor da “Hammer” e o fato de ser falado numa língua “inventada”, com palavras simulando um idioma aborígene, o filme acaba tornando-se entediante e arrastado, valendo a pena somente mesmo pelas cenas com os dinossauros, filmados com o auxílio da técnica do “stop motion”. Um destaque são os ataques de caranguejos gigantes numa praia contra os nativos. (RR – 01/01/14)


* Rasputin: O Monge Louco (1966) – Produção inglesa do cultuado estúdio “Hammer” e com o ícone do horror Christopher Lee no papel principal, numa história inspirada na vida real de Rasputin, um monge com supostos poderes místicos, e que conseguiu se infiltrar no alto escalão da política na Rússia no início do século XX. No filme, Grigori Rasputin (interptetado por Lee), é expulso de um monastério por causa de seu comportamento devasso, sempre envolvido com mulheres e bebida alcoólica. Porém, devido seus supostos poderes de cura e hipnose, conseguiu conquistar a confiança da czarina (Renée Asherson) e se infiltrou no poder político da Rússia, ganhando inimigos e detratores interessados em sua morte. Com a típica ambientação dos filmes da Hammer, não faltando tabernas cheias de bêbados e castelos imponentes, o grande destaque certamente é a atuação de Christopher Lee, mais conhecido pelos papéis do conde vampiro Drácula. Porém, dessa vez ele mostra outro lado de seu talento artístico, fazendo o papel de um homem misterioso que exagera na bebida, dança com habilidade, conquista mulheres e é temido pelos homens. (RR – 26/12/13)


* Reveillon Maldito (1980) – “Slasher” típico do início dos anos 80 do século passado, com produção da lendária “Cannon”, de Yoram Globus e Menahem Golan, responsáveis por uma infinidade de tranqueiras divertidas. Um assassino utiliza a tradicional festa de fim de ano nos Estados Unidos para matar mulheres, se beneficiando do fuso horário americano que permite a comemoração várias vezes de acordo com a região. Ele faz a conexão das mortes se comunicando por telefone constantemente com a apresentadora de um show de punk rock ao vivo, desafiando a polícia e ameaçando a vida da mulher e pessoas próximas dela. Esse é um filme extremamente datado, que ficou no passado, e que apresenta todos os clichês do estilo, tendo como um fato depreciativo apenas mostrar mortes sem ousadia, com pouca violência e sangue. Mas, ainda assim é divertido justamente por tudo isso, pelas características bagaceiras, pela relação fiel ao ano de 1980 (música, ambientação, vestuário, contexto geral), e por ser um “slasher” que apresenta um “serial killer” inspirado por uma sempre trivial motivação tosca e previsível (com o diferencial que aqui o psicopata não usa máscara e é logo revelado já no início do filme). E, apesar do enorme gancho para continuação, não teve sequência. (RR – 27/12/13)


* Segredo do Lago Ness, O (2008) – Filme alemão e austríaco dirigido por Michael Rowitz e produzido especialmente para a televisão (foi exibido na TV Cultura de São Paulo/SP no dia 28/12/13 às 18:30 horas, na sessão “Matinê Cultura”). Um garoto de 11 anos, Tim Bender (Lukas Schust), está procurando por seu pai, Erik Winter (Hans-Werner Meyer), que desapareceu antes de seu nascimento, com o paradeiro escondido pela mãe, Anna (Lisa Martinek), que não queria que o filho conhecesse o pai. Porém, desconfiando que seu pai seja um biólogo que estuda a existência do lendário monstro do Lago Ness, na Escócia, que supostamente seria uma espécie de plessiossauro da época dos dinossauros, o garoto faz uma viagem clandestina até a região do misterioso lago para encontrar o pai. Sua mãe descobre o plano e parte em seu rastro, e os três vivem uma aventura envolvendo também um mitológico tesouro druida escondido numa caverna nos arredores do lago escocês, e um vilão, Paul (Serge Falck), interessado no tesouro. Fantasia infanto-juvenil com uma história pouco atraente, explorando elementos do folclore sobre o monstro do lago Ness, que fica num plano secundário. E do tesouro que contém uma pedra preciosa protegida pelos druidas, cuja ideia torna-se a principal no roteiro, inserindo grande quantidade de bobagens fantasiosas com direito até para a participação do mago Merlin disfarçado. Teve uma continuação em 2010 com parte do mesmo elenco e direção, “Das Zweite Wunder von Loch Ness”. (RR – 29/12/13)


* Sobrenatural (2010) – Dirigido pelo malaio James Wan (de “Jogos Mortais” e “Invocação do Mal”), “Sobrenatural” mostra o cotidiano de uma família típica americana formada pelo pai Josh Lambert (Patrick Wilson), a mãe Renai (Rose Byrne), e três filhos pequenos. Porém, após uma mudança de casa começam a ocorrer eventos estranhos e misteriosos, além de aparições de fantasmas. E depois que um dos filhos entra numa espécie de coma sem explicação, a mãe solicita a ajuda de uma mulher sensitiva, Elise Rainier (Lin Shaye), que trabalha com dois auxiliares manipulando equipamentos eletrônicos, na tentativa de desvendar o mistério que ronda sua família. Mais uma história de fantasmas com elementos que nos remetem a filmes como “Poltergeist” (1982), entre outros, evidenciando que não é a casa que é assombrada e sim o garoto, que possui habilidades para viagens astrais, conforme até anunciado numa tagline do cartaz do filme. Com lançamento nos cinemas e bem recebido pelo público, motivou os produtores a investir numa franquia, tanto que em 2013 foi lançado “Sobrenatural: Capítulo 2”, em 2015 tivemos “Sobrenatural: A Origem” e em 2018 saiu o quarto filme da série, “Sobrenatural: A Última Chave”. “Sobrenatural” é um filme de horror com fantasmas levemente acima da média, mas não consegue impedir os clichês com excesso de barulho para auxiliar nos sustos e cenas exageradas na fantasia. Porém, tem a seu favor a interessante sequência passada num ambiente onírico de puro pesadelo quando o personagem do pai da família parte em busca de seu filho no mundo dos mortos. (RR – 16/12/13)


* Sobrenatural: Capítulo 2 (2013) – Como o próprio título obviamente diz, trata-se da sequência de “Sobrenatural”, lançado em 2010 e dirigido pelo mesmo James Wan. Entrou em cartaz em nossos cinemas em 22/11/13 e até pode ser assistido como um filme independente, mas certamente é bem mais indicado e recomendável conhecer primeiro o original, uma vez que ambos se complementam na história criada pelo roteirista Leigh Wannell (que também atua nos dois filmes). Após um breve prólogo com o pai da família Lambert, Josh (Patrick Wilson), ainda criança (Garrett Ryan), enfrentando problemas com sua habilidade incomum de se comunicar com os mortos em viagens astrais, acompanhamos novamente os mesmos personagens do filme anterior tentando levar uma vida normal. Mas, algo sobrenatural continua atormentando a rotina da família, colocando em risco suas vidas, obrigando dessa vez o garoto Dalton (Ty Simpkins) a migrar para o limbo sombrio de uma dimensão paralela, na tentativa de resgatar a alma do pai. Nessa continuação são apresentadas novas ideias e revelações que compõe o universo ficcional imaginado pelo roteirista, não faltando muitas cenas de sustos e aparições de fantasmas, com destaque novamente para os tensos momentos ambientados no sinistro mundo dos mortos, sempre envoltos num clima mórbido e obscuro de constante insegurança. Assim como o filme anterior, essa sequência também é uma produção acima da média, mas não tem nada de muito especial, chegando até a cometer alguns deslizes com o excesso de barulho e fantasia, em detrimento de um horror mais sutil. (RR – 21/12/13)


* Torturas do Dr. Diabolo, As (1967) – Produção inglesa do também cultuado estúdio “Amicus”, de Max Rosenberg e Milton Subotsky, rival da “Hammer”, com direção de Freddie Francis, de diversos filmes de horror dos nos 60 e 70 como “O Monstro de Frankenstein” (1964), “A Maldição da Caveira” (1965) e “A Essência da Maldade” (1973). Trata-se de uma antologia de contos de horror com roteiro de Robert Bloch, autor do clássico “Psicose”, e no elenco temos nomes consagrados como Jack Palance, Peter Cushing e Burgess Meredith. Com esses créditos indicando a qualidade dos realizadores, já dá para imaginar a diversão garantida. Em “As Torturas do Dr. Diabolo”, um título nacional sonoro, uma atração de circo com foco no horror é apresentada pelo Dr. Diabolo (Meredith), que convida os espectadores a conhecer situações trágicas em seus destinos futuros, ao olharem fixamente para a imagem da deusa dos destinos Átropos (da mitologia grega). São apresentadas então quatro histórias de horror. A primeira chama-se “Enoch” e mostra um homem ganancioso, Colin Williams (Michael Bryant) visitando o tio doente interessado na herança de sua misteriosa riqueza, e não imagina o terrível segredo que envolve sua casa, habitada anteriormente por uma bruxa. Em seguida temos “Terror Over Hollywood”, onde uma atriz ambiciosa, Carla Hayes (Beverly Adams), não mede esforços para conseguir um papel de destaque no cinema, envolvendo-se com um produtor, Eddie Storm (John Phillips) e um veterano e famoso ator, Bruce Benton (Robert Hutton), que também escondem um misterioso segredo sobre suas longevidades. O terceiro episódio, “Mr. Steinway”, apresenta um famoso pianista, Leo Winston (John Standing), que se apaixona pela bela Dorothy Endicott (Barbara Ewing), mas não consegue manter o romance por causa de um piano amaldiçoado. A última história, “The Man Who Collected Poe”, tem Jack Palance no papel de Ronald Wyatt, um obcecado colecionador de livros e objetos do cultuado escritor americano de horror Edgar Allan Poe. Ele visita outro colecionador, Lancelot Canning (Peter Cushing), que entre livros e manuscritos raríssimos, também esconde um terrível segredo sobre o próprio escritor Poe. Todos os episódios são muito bons, carregados de elementos de horror e até FC (no segundo episódio), e que ficam guardados por muito tempo em nossas memórias. Como o sinistro gato preto Balthazar, da primeira história, ou o piano assassino tocando a marcha fúnebre, do terceiro conto, ou ainda a dupla Palance e Cushing obcecada pela literatura sombria de Edgar Allan Poe, com graves consequências. Curiosamente, “As Torturas do Dr. Diabolo” é o sucessor direto de outro filme de antologia de contos também produzido pela “Amicus” e dirigido por Freddie Francis, “As Profecias do Dr. Terror” (Dr. Terror´s House of Horrors, 1965), com Christopher Lee e Peter Cushing. (RR – 27/12/13)

Comentários de cinema - Parte 9 (22/09 a 14/12/13)

Filmes abordados:

Carrie, A Estranha (Carrie, EUA, 2013)
Chernobyl – Sinta a Radiação (Chernobyl Diaries, EUA, 2012)
Elysium (Elysium, EUA, 2013)
Gravidade (Gravity, EUA, 2013)
Hobbit: A Desolação de Smaug, O (The Hobbit: The Desolation of Smaug, EUA / Nova Zelândia, 2013)
Infectados (Stranded, Canadá / Inglaterra, 2013)
Monstro de Duas Cabeças, O (The Thing With Two Heads, EUA, 1972)
Queda da Casa de Usher, A (La chute de la maison Usher, França, 1928)
R.I.P.D. – Agentes do Além (R.I.P.D., EUA, 2013)
Riddick 3 (Riddick, EUA / Inglaterra, 2013)
Thor – O Mundo Sombrio (Thor – The Dark World, EUA, 2013)
Viagem à Lua de Júpiter (Europa Report, EUA, 2013)



* Carrie, A Estranha (Carrie, 2013) – O livro “Carrie”, de Stephen King, recebeu quatro adaptações para o cinema, sendo o primeiro filme em 1976 ganhando o título nacional de “Carrie, A Estranha” e dirigido por Brian De Palma. Foi seguido por uma continuação em 1999, “Carrie 2 – A Maldição de Carrie” (produção para a TV), e outras duas refilmagens com o mesmo nome do original, em 2002 e agora em 2013, que estreou nos cinemas em 06 de Dezembro. A adolescente Carrie White (Chloë Grace Moretz) é tímida e recebeu uma educação rígida da mãe Margaret (Julianne Moore), uma fanática religiosa. Por causa disso, ela é vítima constante de provocações e brincadeiras de mau gosto na escola. Porém, a jovem descobre ter poderes telecinéticos sobrenaturais e passa a utilizá-los para se defender tanto da mãe paranóica quanto para se vingar dos colegas desafetos, principalmente após um incidente “sangrento” num baile da escola. A primeira parte do filme dedica-se a explorar o drama de um relacionamento tenso entre a mãe exagerada em conceitos religiosos equivocados e a filha “estranha”, mas que gostaria de ser normal. E a parte final deslancha para o horror puro na vingança violenta da jovem com poderes de movimentar objetos, contra seus algozes e merecedores de sua fúria. Tanto a bela garota Moretz quanto a já experiente Moore estão bem em seus respectivos papéis, passando credibilidade para os personagens. E o filme de uma forma geral até garante algum entretenimento, principalmente para quem não conhece ainda a história original de Stephen King ou alguns dos filmes anteriores da franquia (pois é inevitável que o impacto seja bem menor para quem já conhece a história). (RR – 07/12/13)


* Chernobyl – Sinta a Radiação (Chernobyl Diaries, 2012) – Utilizando como campanha promocional de marketing o fato de um dos roteiristas de “Chernobyl”, Oren Peli, ser o criador da bem sucedida franquia “Atividade Paranormal”, esse filme lançado em nossos cinemas em 20/07/12 mostra um grupo de seis turistas visitando as ruínas de uma cidade próxima à usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. Após o grave acidente já conhecido na vida real, os níveis perigosos de radiação obrigaram os habitantes a saírem da região afetada, deixando para trás uma cidade fantasma. Liderados por um guia local, os turistas estrangeiros, a maioria americanos, não contavam com um problema mecânico no carro, impedindo-os de sair da cidade, e nem imaginavam que não estavam sozinhos ali. O filme tem bons momentos de tensão, principalmente nas cenas noturnas, convidando o espectador a participar junto com os personagens de sua luta para fugir de um lugar tétrico e perturbador e salvar suas vidas. Porém, alguns problemas contribuem para afastar o filme de algo mais verossímil como a ideia central que especula a existência de mutantes vivendo nas sombras da cidade abandonada, e que conseguem se manter ocultos sob uma lenda urbana, e também as várias decisões equivocadas do grupo de turistas em momentos de grande ameaça, onde ações mais lógicas deveriam ser tomadas para a preservação de suas vidas. Mas, como um filme de horror despreocupado com a lógica, até consegue divertir, apresentando um desfecho pessimista envolto em conspiração governamental. (RR – 08/12/13)


* Elysium (Elysium, 2013) – Ficção científica dirigida e escrita por Neill Blomkamp (do ótimo “Distrito 9”) e que entrou em cartaz nos cinemas em 20/09/13, trazendo no elenco os atores brasileiros Wagner Moura e Alice Braga, que contracenam com os badalados Matt Damon e Jodie Foister. Em 2154, a Terra está superpovoada e habitada por seres humanos pobres e em condições precárias de sobrevivência. Porém, os ricos vivem num paraíso construído numa estação espacial chamada Elysium. Após o operário Max (Damon) sofrer um acidente numa máquina radioativa restando-lhe poucos dias de vida, ele se vê obrigado a fugir para Elysium à procura da cura numa máquina especial. Utilizando a ajuda de um mercenário especialista em informática e viagens clandestinas para a tão cobiçada estação no espaço, Spider (Moura), Max desencadeia um conflito de grandes proporções, enfrentando a retaliação da tirana dirigente de Elysium, Delacourt (Foster), e contando com o apoio da enfermeira Frey (Braga), antiga paixão e amiga de infância. Superprodução de FC com um roteiro centrado numa crítica social que sempre caminhou ao lado da humanidade em toda sua história, desde o passado longínquo, passando pelo presente e pelo inevitável futuro: a divisão desigual de classes. Os efeitos especiais são belíssimos e não faltam todos os clichês esperados em filmes dessa temática, com muita ação, tiroteiros e conspirações num ambiente de naves espaciais e tecnologia avançada. Wagner Moura está muito bem em sua estréia nos Estados Unidos, representando de forma honrada o Brasil na terra do cinema milionário de entretenimento. (RR – 22/09/13)


* Gravidade (2013) – O filme de Ficção Científica estrelado pelos famosos Sandra Bullock e George Clooney estreou nos cinemas daqui em 11/10/13, com a opção de exibição em 3D. A engenheira médica Dra. Ryan Stone (Bullock) e o astronauta experiente Matt Kowalski (Clooney) estão no espaço fazendo reparos no telescópio Hubble. Porém, após a destruição de um satélite por um míssil russo, os destroços atingem sua nave e eles ficam à deriva no espaço. Visualmente belo e com efeitos especiais convincentes, porém com uma história clichê e previsível. Vale pelas imagens fascinantes, principalmente em 3D, mas o roteiro sem inspiração volta a abordar o típico personagem americano que supera as dificuldades em busca da sobrevivência em sutuações tão desfavoráveis que na realidade significariam chances quase nulas de êxito. Mas, é claro que já sabemos o destino da personagem heróica de Sandra Bullock. (RR – 29/10/13)


* Hobbit: A Desolação de Smaug, O (The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013) – “Eu sou o Fogo! Eu sou a Morte” – “Smaug”. Baseado no livro “O Hobbit”, de J. R. R. Tolkien, o diretor Peter Jackson apresenta a sequência de “Uma Aventura Inesperada” (2012), com os eventos precedendo a trilogia “O Senhor dos Anéis”, filmada entre 2001 e 2003. Dessa vez, continua a incrível jornada do grupo de anões liderados por Thorin (Richard Armitage) e com a ajuda indispensável do mago Gandalf (Ian McKellen) e do hobbit Bilbo Baggins (Martin Freeman). O objetivo é seguir rumo à cidade de Erebor, construída dentro de uma montanha com grande quantidade de ouro, e que foi tomada dos anões pelo imenso dragão Smaug. No caminho, eles enfrentam uma legião de terríveis orcs que os perseguem constantemente, lutam contra aranhas gigantes que querem comê-los vivos e passam pela cidade dos elfos, conhecidos pelas habilidades com o arco e flecha, contando depois com o auxílio de dois de seus guerreiros, Legolas (Orlando Bloom) e Tauriel (Evangeline Lilly). Nessa árdua trajetória, o hobbit Bilbo tem que lidar com a cada vez mais forte influência e poder de um anel encontrado no caminho (no filme anterior). Com efeitos especiais eficientes e muito bem produzidos, a história mantém um ritmo acelerado de aventura com elementos de horror e fantasia sombria o tempo todo em suas quase três horas de projeção, contando com a opção de exibição nos cinemas em 3D. São perseguições, correrias e lutas de tirar o fôlego, com destaque para a fuga dos anões dentro de barris na correnteza de um rio, chegando à cidade do Lago, de onde conseguiriam finalmente partir para Erebor, o destino final da missão. Os anões continuam sendo o centro da história, mas agora os elfos também recebem grande atenção pela sua importância na trama, e o ápice certamente está reservado para todas as cenas envolvendo o enorme dragão Smaug, no desfecho com o gancho para o próximo filme da saga, gerando grande expectativa e ansiedade para “Lá e de Volta Outra Vez” em 2014. Diversão garantida e altamente recomendável. (RR – 14/12/13)     


* Infectados (2013) – Estreou nos cinemas do Brasil em 29/11/13 o thriller de Ficção Científica “Infectados”, estrelado por Christian Slater, e com opção de exibição em 3D. Quatro astronautas têm sua rotina numa base lunar totalmente alterada após uma chuva de meteoritos danificar as instalações. Mas o pior ainda estaria por vir quando uma forma de vida alienígena e hostil trazida por um meteoro se hospeda na única mulher do grupo, Ava Cameron (Amy Matysio). A criatura utiliza seu corpo para crescer e clonar outro astronauta, Bruce Johns (Michael Therriault), obrigando-os juntamente com o médico Dr. Lance Krauss (Brendan Fehr) e o comandante da estação Coronel Gerard Brauchman (Slater), a lutarem por suas vidas. “Infectados” não é um filme exatamente ruim, pois para os menos exigentes ele até pode ser considerado uma diversão rápida e passageira em seus 90 minutos de duração. O maior problema é que a história é um clichê já tão explorado, que fica difícil criar uma empatia com o filme, pois estamos saturados das mesmas ideias, com um grupo de pessoas confinadas no espaço, enfrentando um sentimento de claustrofobia de um ambiente sem saída e ameaçado por um alienígena assassino. Também é um clichê enorme o desfecho com gancho para continuação. Não tem potencial para exibição em cinema, ainda mais em 3D, mas é assistível em outras mídias, esquecendo-se logo depois. (RR – 01/12/13)


* Monstro de Duas Cabeças, O (1972) – Filme bagaceiro de “cientista louco” do início dos anos 70 do século passado. Um famoso e bem sucedido cirurgião médico, Maxwell Kirshner (Ray Milland), está doente terminal e vê num ousado plano de transplante de sua cabeça e cérebro brilhante no corpo de outra pessoa, como a única forma de manter a sobrevivência. Porém, extremamente racista, com a piora rápida de sua saúde, ele não imaginaria que a única opção disponível era um homem negro presidiário no corredor da morte e que alega inocência, Jack Moss (Rosey Grier, primo da bem mais conhecida Pam Grier). A ideia após o transplante é adaptar o corpo para a nova cabeça e depois eliminar a original. A cirurgia tem sucesso e um “monstro de duas cabeças” foi criado, causando uma série de transtornos após fugir do hospital, sendo perseguido pelos médicos que realizaram a operação e pela polícia incompetente. Divertida tranqueira com elementos de horror e ficção científica e um roteiro tão absurdo que seus realizadores tiveram que flertar com o humor em diversas situações para não ficar tão ridículo, devido às cenas inevitavelmente hilárias. O excelente ator Ray Milland é conhecido por estrelar preciosidades do cinema fantástico como “Obsessão Macabra” (1962), “Pânico no Ano Zero” (1962), “O Homem dos Olhos de Raio-X” (1963), “A Invasão das Rãs” (1972) e “Galáctica – Astronave de Combate” (1978), entre outras. Destaque para uma enorme sequência de perseguição de quatorze carros da polícia contra a “coisa de duas cabeças” fugindo pilotando uma moto numa área descampada fora da cidade. Curiosamente, o famoso técnico em maquiagem Rick Baker (de “Nasce um Monstro”, “O Incrível Homem Que Derreteu”, “Grito de Horror”, “Pague Para Entrar, Reze Para Sair”, “Um Lobisomem Americano em Londres” e “Videodrome – A Síndrome do Vídeo”, entre outros), faz uma ponta vestindo a roupa de um gorila que serviu de cobaia para um transplante de cabeça. Mais uma curiosidade é que um ano antes, em 1971, tivemos outro filme com temática similar, “O Incrível Transplante de Duas Cabeças” (The Incredibre Two-Headed Transplant), com Bruce Dern e Pat Priest. (RR – 01/12/13)


* Queda da Casa de Usher, A (1928) – Produção francesa muda e com fotografia em preto e branco, dirigida por Jean Epstein. É uma das versões cinematográficas do famoso conto homônimo de Edgar Allan Poe, que conta também com um ótimo filme americano de Roger Corman, “A Casa de Usher” / “O Solar Maldito” (House of Usher, 1960), estrelado pelo ícone do horror Vincent Price. Na história, um casal amaldiçoado formado por Sir Roderick Usher (Jean Debucourt) e sua esposa gravemente doente Madeleine (Marguerite Gance), vive num imenso castelo decadente, juntamente com um médico particular (Fournez-Goffard). Após a chegada de Allan (Charles Lamy), amigo pessoal de Roderick, o ambiente torna-se ainda mais mergulhado numa atmosfera sombria com a degradação constante da saúde de Madeleine. Interessante adaptação do conto de Poe, mantendo um clima mórbido durante todo o tempo, enfatizando uma mansão prestes a ruir, habitada por um perturbador sentimento de melancolia, envolta numa névoa sinistra e floresta fantasmagórica. Filme curto (apenas 66 minutos de duração), que foi lançado em DVD em Novembro de 2013, narrado em inglês e com legendas em português, sendo material extra de “A Casa de Usher”, de Corman, através da Coleção Folha “Grandes Livros no Cinema”. (RR – 23/11/13)


* R.I.P.D. – Agentes do Além (2013) – Comédia de ação com elementos de horror cuja estreia em nossos cinemas ocorreu em 27/09/13, com a exibição em 3D. O policial Nick (Ryan Reynolds) morre numa missão de rotina contra traficantes e surpreende-se ao chegar no céu e ser logo recrutado para o “Departamento Descanse em Paz” (das iniciais do título original). Seu parceiro é o veterano Roy (Jeff Bridges), um ex-xerife do velho oeste americano, e a função deles é resgatar os “finados”, mortos que conseguiram ilegalmente retornar para a Terra. Sua principal missão no novo emprego é investigar e impedir um plano maquiavélico liderado por Hayes (Kevin Bacon) que consiste em reunir pedaços de um instrumento mágico de ouro que uma vez juntos poderiam criar um portal dimensional que liberaria uma invasão dos mortos. Talvez a única coisa que merece um registro seja a atuação do veterano Jeff Bridges, que rouba todas as cenas para si, divertindo-se bastante no papel de um agente do além no estilo do velho oeste americano. No mais, a história é bem fraquinha e recheada com CGI exagerado, ofuscando a diversão num filme que prioriza os efeitos e cenas de ação em detrimento de um roteiro melhor, utilizando uma temática similar ao universo ficcional de “Homens de Preto”, onde em vez de alienígenas vivendo paralelamente entre nós, seriam mortos que precisariam retornar ao céu para serem julgados. Dispensável. (RR – 02/10/13)


* Riddick 3 (2013) – Depois do ótimo “Eclipse Mortal” (2000) e do fraco e dispensável “A Batalha de Riddick” (2004), o anti-herói Riddick (interpretado por Vin Diesel) retornou agora com o terceiro filme da franquia, estreando nos cinemas brasileiros em 11/10/13. Deixado para morrer num planeta desolado e habitado por criaturas predadoras extremamente violentas, Riddick luta para se manter vivo utilizando-se de seu instinto selvagem para sobreviver num ambiente completamente desfavorável. Após descobrir uma base que serve de ponto de apoio compartilhado por caçadores de recompensa, ele ativa um sensor que identifica sua presença, chamando a atenção de mercenários em busca de sua cabeça. A partir daí, inicia-se um jogo violento entre Riddick e dois grupos interessados em capturá-lo, e que não imaginavam que também teriam que enfrentar uma tempestade que desperta a fúria de terríveis feras interessadas em suas carnes. Nesse terceiro filme do universo ficcional das crônicas de Riddick, felizmente o diretor e roteirista da série David Neil Twohy, preferiu retomar a exploração de elementos similares do filme original, com a ambientação da história num planeta hostil e a luta contra criaturas monstruosas. Minimizando as relações com o segundo filme, bem menos interessante ao retratar uma raça de seres imperialistas e sombrios conhecidos como “necromongers”. Inevitavelmente, “Riddick 3” apresenta situações exageradas (Riddick parece imortal) e previsíveis (é fácil imaginar o destino dos personagens e quem deverá viver), mas ainda assim é um filme que diverte com boas cenas de ação e confrontos entre Riddick e seus algozes, e contra os monstros dominantes do planeta. (RR – 26/10/13)


* Thor – O Mundo Sombrio (2013) – Em 01/11/13 entrou em cartaz em nossos cinemas “Thor – O Mundo Sombrio”, com opção de exibição em 3D, sendo sequência direta de “Thor” (2011), além de trazer relações com eventos ocorridos em “Os Vingadores” (2012). Na história, o herdeiro do trono do rei de Asgard Odin (Anthony Hopkins), o herói Thor (Chris Hemsworth) retorna à Terra para resgatar a cientista Jane Foster (Natalie Portman), que está em perigo depois de entrar em contato com uma poderosa fonte destrutiva de energia, a qual é desejada pelo vilão Malekith (Christopher Eccleston), líder dos elfos negros, que tem a intenção de destruir o universo. Para tentar impedi-lo, Thor é obrigado a se juntar ao seu irmão Loki (Tom Hiddleston), que estava preso depois dos acontecimentos ocorridos nos filmes citados anteriormente. O filme tem um ritmo acelerado de ação e cenas exageradas de confrontos que prendem a atenção, além de caprichados efeitos especiais com destaque para as imagens deslumbrantes do imponente Reino de Asgard, que acaba ficando próximo da Terra por causa de portais dimensionais. E atenção: vale a pena acompanhar todos os créditos até o último minuto após o filme, pois aparecem duas cenas, uma logo após a exibição dos nomes dos atores principais, e outra no final dos últimos créditos. (RR – 02/11/13)


* Viagem à Lua de Júpiter (2013) – Produção americana de Ficção Científica lançada em DVD no Brasil pela “Paris Filmes”, com direção do equatoriano Sebastián Cordero. Um grupo de seis astronautas, quatro homens e duas mulheres, parte numa missão espacial de longa duração rumo à Europa, uma lua de Júpiter (daí vem o título original “Europa Report” e o nacional, sempre exagerado). O objetivo é pesquisar a possibilidade de existência de vida em tão longínquo ponto no espaço. Porém, durante o demorado percurso e ao chegarem ao destino, uma série de incidentes desfavoráveis diminuiu a tripulação e cortou a comunicação com a Terra, além de enfrentarem uma descoberta incrível. Num primeiro contato, apesar do belíssimo cartaz original, a ideia que vem à mente é a de apenas mais um filme inexpressivo de exploração espacial. Mas ao contrário, trata-se de uma grata surpresa, com a tentativa de inserir elementos bem menos fantasiosos e efeitos especiais mirabolantes que tornam as situações mais inverossímeis na maioria dos filmes comuns. No caso de “Viagem à Lua de Júpiter”, é indicado para quem aprecia menos barulho e ritmo frenético, e prefere temas que valorizam histórias mais genuínas de FC, especulando uma longa viagem pelo espaço em busca de conhecimento científico. (RR – 02/12/13)

Comentários curtos de cinema - Parte 8 (17/08 a 17/09/13)

Filmes abordados:

1984 (1984, Inglaterra, 1956)
Círculo de Fogo (Pacific Rim, EUA, 2013)
Escolhidos, Os (Dark Skies, EUA, 2013)
Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos, Os (The Mortal Instruments: City of Bones, EUA / Alemanha, 2013)
Invocação do Mal (The Conjuring, EUA 2013)
Jogos Vorazes (The Hunger Games, EUA, 2012)
Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, EUA / Canadá, 2010)
Percy Jackson e o Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters, EUA, 2013)
Uma História de Amor e Fúria (Brasil, 2013) animação



* 1984 (1984, 1956) – “Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força.” Produção inglesa em preto e branco, inspirada no conhecido livro de George Orwell, publicado em 1949. Com direção de Michael Anderson (de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Fuga do Século 23” e “Orca, a Baleia Assassina”), o filme foi lançado em DVD pela Coleção Folha “Grandes Livros no Cinema” número 03, junto com um livro de capa dura e leitura rápida em 64 páginas, trazendo informações, curiosidades e análises críticas do filme, livro e realizadores. Na história, no futuro ano de 1984, após uma guerra nuclear, o mundo foi dividido em três potências e todas comandadas por regimes totalitários e inimigos entre si, com conflitos armados constantes. Em Oceania, a liderança é do “Grande Irmão” (“Big Brother”, termo que originou os populares “reality shows” da televisão), e as pessoas são observadas o tempo todo por câmeras. Nessa sociedade opressora, um homem, Winston Smith (Edmond O´Brien) e uma mulher, Julia (Jan Sterling), que trabalham no governo, se apaixonam e sentem o prazer, mesmo que em pequenos momentos, de uma vida livre. Mas, são logo descobertos, perseguidos e torturados, perdendo a identidade, e obrigados a se submeterem ao ditador “Grande Irmão”. Lembrando filmes similares de FC com roteiros explorando sociedades com regimes políticos totalitários como “Fahrenheit 451” e “Laranja Mecânica”, a história de “1984” é extremamente perturbadora ao abordar um futuro pessimista em guerra contínua, com os cidadãos vivendo vigiados sem liberdade. Foi produzida outra versão em 1984, dirigida por Michael Radford e com John Hurt e Richard Burton. George Orwell também escreveu “A Revolução dos Bichos” (1945), outra interessante história com crítica ao totalitarismo. (RR – 07/09/13)


* Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) – Estreando nos cinemas brasileiros em 09/08/13, com opção de exibição em 3D, “Círculo de Fogo” (curiosamente, existe um ótimo filme de guerra feito em 2000 com esse mesmo nome) é acima de tudo uma homenagem aos filmes japoneses de monstros gigantes que destroem cidades inteiras e são combatidos pór robôs igualmente colossais. Só que, ao contrário dos filmes toscos do passado, com atores dentro de fantasias de borracha, os tempos modernos reservam efeitos visualmente impressionantes obtidos pela computação gráfica. O roteiro apresenta um mundo em guerra contra alienígenas que se esconderam no subsolo do Oceano Pacífico e que enviam monstros (conhecidos como “Kaiju”) através de uma fenda para atacarem os humanos. Para se defender, a humanidade se uniu através de seus governos para a construção de imensos robôs (conhecidos como “Jaeger”), pilotados por uma dupla de lutadores experientes unidos por uma ponte neural, ocasionando batalhas de alto poder de destruição no meio de grandes cidades. Após anos de guerras e com a evolução dos monstros, a humanidade se viu obrigada a atacar a fenda com um artefato nuclear para tentar evitar o apocalipse. Extremamente exagerado e barulhento, mas principalmente por causa disso mesmo, também bastante divertido em suas mais de duas horas de duração, com cenas constantes de ação e destruição. Atenção para uma interessante cena após os créditos finais. Curiosamente, a produtora picareta “The Asylum”, conhecida por seus filmes bagaceiros e por copiar a ideia de produções milionárias com sucessos de bilheterias no cinema, fazendo suas próprias versões tranqueiras, lançou no mesmo ano de 2013 o “mockbuster” (um nome pejorativo para “blockbuster”) “Círculo de Monstros” (Atlantic Rim). O filme é extremamente ruim, principalmente o roteiro, e está entre os piores do catálogo da produtora. (RR – 19/08/13)


* Escolhidos, Os (Dark Skies, 2013) – Horror com elementos de Ficção Científica, que estreou nos cinemas em 09/08/13. Uma família americana comum enfrenta uma série de acontecimentos estranhos e misteriosos, formada pelo pai, Daniel Barrett (Josh Hamilton), a mãe, Lacy (Keri Russell), e por dois filhos, o adolescente de 13 anos Jesse (Dakota Goyo), e o pequeno Sam (Kadan Rockett). Eles são obrigados a investigar e procurar respostas para os diversos eventos bizarros que passam a ameaçar sua segurança, como pássaros suicidas desorientados que se chocam contra sua casa, marcas de violência física nos corpos dos garotos e perigosas crises de sonambulismo. Conforme dizia o escritor Arthur C. Clarke numa transcrição no início do filme, algo como “existem duas possibilidades, vivermos sozinhos no Universo, ou não, e as duas são aterrorizantes”, em “Os Escolhidos” o roteiro procura explorar a segunda possibilidade, utilizando-se dos clichês característicos do gênero, com contatos misteriosos, sustos fáceis e conspirações. Até prende a atenção do espectador, mas no geral é mais um filme ligeiramente acima da média dentro do quesito “alienigenas maus”, sem nada de especial. (RR – 17/08/13)


* Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos, Os (The Mortal Instruments: City of Bones, 2013) – Uma adolescente, Clary Fray (Lily Collins), tem sua vida modificada radicalmente depois que sua mãe desaparece misteriosamente e passa a ver pessoas estranhas que somente ela tem o pode de visualizar, como o jovem Jace (Jamie Campbell Bower). Descobrindo que na verdade ela descende de uma raça secreta de guerreiros conhecidos como “caçadores das sombras”, que tem a missão de exterminar demônios. Baseado em livro de Cassandra Clare e com estréia nos nossos cinemas em 23/08/13, é mais um filme com todos os já desinteressantes clichês envolvendo vampiros, lobisomens e principalmente demônios e seus inimigos caçadores, que vivem num mundo alternativo paralelo ao nosso em constante conflito e guerras. São 130 minutos arrastados, com correrias e lutas cansativas, algumas piadas sem graça, cenas bregas românticas do casalzinho de protagonistas, num filme banal de ação com elementos de horror com criaturas em CGI exagerado. Perda de tempo e totalmente esquecível. (RR – 24/08/13)


* Invocação do Mal (The Conjuring, 2013) – Com estréia nos cinemas na sugestiva data de sexta-feira 13 de Setembro de 2013, “Invocação do Mal”, dirigido por James Wan (de “Jogos Mortais”, 2004, e “Sobrenatural”, 2010), é mais um filme de horror explorando casas assombradas e possessão demoníaca. Sendo dessa vez inspirado em fatos reais ocorridos com uma família em 1971 e nas atividades do casal Ed e Lorraine Warren, investigadores de casos paranormais. No filme, Ed Warren (Patrick Wilson) e sua esposa Lorraine (Vera Farmiga), são chamados para ajudar uma família que estava enfrentando manifestações estranhas e misteriosas envolvendo a presença de espíritos demoníacos após se mudarem para uma casa no interior dos Estados Unidos. Formada pelo pai Roger Perron (Ron Livingston), a mãe Carolyn (Lili Taylor), e cinco filhas, eles precisam juntamente com o casal Warren, lutar por suas vidas e tentar reestabelecer a paz no local. Apesar do desfile de clichês, o filme até que consegue manter uma eficiente atmosfera sombria de horror ao contar uma história de assombração com possessão, baseada em acontecimentos reais, utilizando-se dos pontos de vista tanto da família vítima como dos investigadores de casos sobrenaturais, passando uma ideia de realidade. Exceto pelo ato final, muito exagerado na fantasia e abandonando um desfecho com soluções mais pessimistas. (RR – 15/09/13)


* Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012) – Inspirado em livro de Suzanne Collins e dirigido por Gary Ross (de “A Vida em Preto e Branco”, 1998), “Jogos Vorazes” é uma aventura com elementos de ficcção científica e horror com um tema já visto antes em filmes como “O Sobrevivente” (1987), com Arnold Schwarzenegger, ou o japonês “Battle Royale”. No futuro após uma guerra, formou-se no planeta uma nação rica totalitária chamada Panem, com a capital governada pelo Presidente Snow (Donald Sutherland), abastecida por recursos vindos do trabalho escravo de doze distritos. Para entreter a população da capital e impor a tirania de seu governo, foi criada uma competição anual com um casal sorteado de representantes jovens de cada distrito, para lutarem entre si até a morte e com um único vencedor. O violento torneio é televisionado o tempo todo no formato de um show com apresentação de Caesar Flickerman (Stanley Tucci). A garota Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) acaba tornando-se voluntária no lugar de sua irmã pequena, e junto com Peeta Mellark (Josh Hutcherson) representam o Distrito 12 na competição, lutando por suas vidas. Apesar da longa duração (142 minutos), o filme consegue manter a atenção e aproxima o espectador numa empatia com o drama da jovem protagonista, torcendo por seu sucesso. Também sempre é interessante a ideia de um futuro opressor com uma nação altamente tecnológica subjugando com tirania grupos menores. Porém, o desfecho é previsível e comum, com um óbvio gancho para as próximas continuações que vieram nos anos seguintes: “Jogos Vorazes: Em Chamas” (The Hunger Games: Catching Fire, 2013), “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1, 2014) e “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” (The Hunger Games: Mockingjay – Part 2, 2015). (RR – 17/09/13)


* Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, 2010) – O adolescente Percy Jackson (Logan Lerman) descobre que é um semideus, ou seja, filho do deus dos mares Poseidon com uma humana. Conhecendo aos poucos seus poderes e se ambientando com a nova condição, ele se une com outros de sua espécie, Grover (Brandon T. Jackson), um ser híbrido de homem e bode, e a bela Annabeth (Alexandra Daddario), filha de Athena, deusa da sabedoria. Juntos eles tentam encontrar um artefato mágico criador de raios, que foi roubado do deus Zeus, e que se não recuperado, daria origem a uma guerra no Olimpo. Mais uma bobagem colossal com roteiro baseado em livro de Rick Riordan e na mitologia dos deuses gregos. É um desfile com todos os clichês do gênero, com adolescentes patéticos lutando contra criaturas e monstros que não convencem, em correrias demais, piadas banais (a cargo principalmente de Grover), e efeitos exagerados de CGI. Trata-se apenas de mais um filme explorando a mitologia grega que não empolga em nenhum momento, mesmo tendo um bom elenco de apoio formado por nomes conhecidos como Sean Bean (Zeus), Pierce Brosnan (o líder de um acampamento próprio para os semideuses), Uma Thurman (como Medusa, a mulher com cobras na cabeça e olhar que transforma quem a vê em pedra) e Rosario Dawson (Persephone, a esposa do demoníaco Hades). (RR – 27/08/13)


* Percy Jackson e o Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters, 2013) – Continuação de “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” (2010), que entrou em cartaz nos cinemas em 16/08/13. Agora o adolescente Percy Jackson (Logan Lerman), junto com seus amigos Grover (Brandon T. Jackson) e Annabeth (Alexandra Daddario), parte numa missão ao temível “Mar de Monstros” (localizado no “Triângulo das Bermudas”), para tentar encontrar um manto sagrado e mágico, o Velo de Ouro, que tem o poder de curar uma árvore envenenada que protege com um campo de força o acampamento dos semideuses, filhos de deuses com humanos. Eles se juntam ao cíclope atrapalhado Tyson (Douglas Smith), irmão de Percy Jackson, e a guerreira Clarisse (Leven Rambin), filha do deus da guerra. Mais do mesmo, num roteiro explorando a mitologia grega com adolescentes lutando contra monstros criados por CGI. Porém, ligeiramente superior ao antecessor, o que não significa muito. (RR – 01/09/13)


* Uma História de Amor e Fúria (2013) – “Viver sem conhecer o passado é viver no escuro”. Animação adulta genuinamente brasileira, produzida por profissionais de nosso país e com roteiro sobre a história do Brasil, e que teve uma passagem rápida nos cinemas, estreando em 05/04/13. Um guerreiro imortal (tipo um “highlander”), na voz de Selton Melo, vive há 600 anos lutando em fases importantes da história do Brasil, sempre honrando o amor da bela morena Janaína (voz de Camila Pitanga), reencarnada ao longo dos séculos. Inicialmente como um índio tupinambá durante a sangrenta colonização no século XVI, lutando contra os invasores europeus no descobrimento do Brasil, passando pela época da escravidão, como um líder em conflitos contra a tirania dos poderosos, chegando no conturbado período da ditatura militar, fazendo um guerrilheiro em busca de liberdade, até culminar num futuro de 2096 na cidade do Rio de Janeiro, onde um mundo decadente faz da água escassa um item valioso para os interesses dos poderosos. Uma animação com produção modesta em comparação com os estúdios americanos, mas com um roteiro excepcional, numa verdadeira aula sobre fases importantes da história de nosso país. Entre os extras do DVD, todos muito interessantes, vale destacar um depoimento do diretor e roteirista Luiz Bolognesi sobre a história do filme, num recado valioso para os educadores. Tem também a presença do ator Rodrigo Santoro na voz de um cacique e um guerrilheiro. Altamente recomendável. (RR – 01/09/13)

Comentários curtos de cinema - Parte 7 (29/06 a 28/07/13)

Filmes abordados:

Banho de Sangue (Reazione a Catena, Itália, 1971)
Cavaleiro Solitário, O (The Lone Ranger, EUA, 2013)
Guerra Mundial Z (World War Z, EUA, 2013)
Homem de Aço, O (Man of Steel, EUA / Canadá / Inglaterra, 2013)
Queen of Blood (EUA, 1966)
The Lost Skeleton of Cadavra (EUA, 2001)
Todo Mundo em Pânico 5 (Scary Movie 5, EUA, 2013)
Um Balde de Sangue (A Bucket of Blood, EUA, 1959)
Wolverine: Imortal (The Wolverine, EUA, 2013)





* Banho de Sangue (Reazione a Catena, 1971) – Também conhecido como “A Bay of Blood” (título americano) e “A Mansão da Morte” (outro nome alternativo no Brasil). Filme italiano do cultuado diretor Mario Bava (1914 / 1980), de “A Maldição do Demônio” / “A Máscara de Satã” (1960). Uma baía rodeada por uma floresta e belas casas, é alvo de disputa por várias pessoas interessadas em sua riqueza imobiliária, depois que a proprietária, uma velha senhora numa cadeira de rodas, é brutalmente assassinada por enforcamento. Na ambição de tomar posse do local, muitas mortes violentas acontecem com todos os envolvidos tornando-se suspeitos. Considerado como um dos precursores do sub-gênero “slasher”, estilo bastante explorado depois, principalmente nos Estados Unidos com “Halloween”, “Sexta-Feira 13” e tantos outros, esse filme italiano filmado com baixo orçamento apresenta muitas mortes gráficas sangrentas e de formas variadas, algo ousado na época, com um roteiro cheio de reviravoltas e suspeitos dos crimes para todos os lados. (RR – 08/07/13)


* Cavaleiro Solitário, O (The Lone Ranger, 2013) – Western com elementos de humor que estreou nos cinemas em 12/07/13. Um índio comanche renegado, Tonto (Johnny Depp), se une a um advogado que quer que a justiça no selvagem oeste americano seja feita sem o uso de violência, John Reid (Armie Hammer). Juntos, eles tentam combater um criminoso assassino, Butch Cavendish (William Fichtner) e um empresário sem escrúpulos, Cole (Tom Wilkinson), que está construindo uma estrada de ferro e está disposto a eliminar qualquer obstáculo que atrapalhe seus planos de fazer dos trens um negócio bem sucedido para o futuro. Com direção de Gore Verbinski e produção milionária de Jerry Bruckheimer, o filme tem quase 150 minutos de pura aventura e ação em exageradas cenas mirabolantes de situações improváveis, que somente a magia do cinema e a imaginação sem limites dos roteiristas pode proporcionar. Johnny Depp é um ator muito carismático e está ótimo, como de costume, dessa vez no papel de um índio com a cara pintada. Diversão garantida.  (RR – 20/07/13)


* Guerra Mundial Z (World War Z, 2013) – Blockbuster de ação com elementos de Horror, entrando nos cinemas em 28/06/13 com opção de exibição em 3D, e trazendo o famoso ator Brad Pitt na liderança do elenco. Um vírus espalha rapidamente uma contaminação no planeta, transformando os infectados em zumbis extremamente ágeis e agressivos, destruindo cidades inteiras e ameaçando a continuidade da humanidade. Um ex-agente da ONU, Gerry Lane (Brad Pitt), experiente na atuação em áreas de conflito ao redor do mundo, tenta salvar sua família em meio ao caos, mantendo-na em algum local seguro. Ele é novamente convocado para encontrar uma solução para a epidemia, viajando por diversos países à procura de informações que possam interromper ou combater a praga. Os elementos de Horror são os zumbis, que infelizmente são apenas coadjuvantes numa história de ação repleta de correrias e todos os clichês característicos. Quase não há sangue e a violência é moderada, com as cenas mais fortes ocorrendo “off screen”, num filme com apelo popular para atingir um público maior e obter melhor retorno de bilheteria. Brad Pitt está pouco inspirado e apesar das quase duas horas serem bem agitadas e até garantirem uma diversão passageira, “Guerra Mundial Z” como filme de horror e de zumbis, é apenas mediano e rapidamente esquecível. E o desfecho, diferente do habitual clima depressivo das histórias similares, proporciona um gancho para uma sequência que já foi anunciada pelos produtores. (RR – 29/06/13)


* Homem de Aço, O (Man of Steel, 2013) – Mais um filme situado no universo ficcional de “Superman”, estreando nos cinemas em 12/07/13 com opção de exibição em 3D, e dirigido por Zack Snyder. O planeta Krypton está enfrentando um colapso natural por causa da exploração desenfreada de seus recursos, e antes da destruição total, um bebê é enviado numa nave para o espaço para fugir da catástrofe, indo parar na Terra. Adotado pelo casal Jonathan Kent (Kevin Costner) e sua esposa Martha (Diane Lane), o garoto recebeu o nome Clark e passou sua infância e adolescência tentando entender e administrar seus poderes de força descomunal devido sua origem alienígena em contato com as condições naturais de nosso planeta. Já adulto (Henry Cavill), ele procura descobrir suas origens, conhece uma repórter investigativa, Lois Lane (Amy Adams), por quem se apaixona, e tem que enfrentar sobreviventes remanescentes rebeldes de Krypton, liderados pelo General Zod (Michael Shannon), que querem exterminar a humanidade. “O Homem de Aço” é uma Ficção Científica com exagerados elementos de ação, numa overdose de explosões, destruições em massa, tiroteios e brigas acrobáticas, tudo devidamente amparado pela tecnologia da computação gráfica. O visual de Krypton é bem interessante, assim como as naves alienígenas e as cenas de perseguições aéreas. O roteiro, a despeito das inevitáveis situações previsíveis como a relação entre Clark Kent e Lois Lane, tem bons momentos dramáticos, principalmente nas cenas com o pai adotivo do herói. Exemplar típico do cinema pipoca que diverte em suas quase duas horas e meia de duração, apesar dos exageros e clichês. (RR – 13/07/13)


* Queen of Blood (1966) – Ficção científica bagaceira dos anos 60 do século passado, com direção e roteiro de Curtis Harrington, o mesmo de outras tranqueiras como “O Planeta Pré-histórico” (Voyage to the Prehistoric Planet, 1965). O elenco tem nomes conhecidos como o veterano Basil Rathbone e os sempre presentes John Saxon e Dennis Hopper. A produção é de Roger Corman e Samuel Z. Arkoff, e foi distribuído pela “AIP” (American-International Pictures). A história é ambientada em 1990 (no futuro da época de produção), e a humanidade trabalha unida numa agência espacial international. Eles recebem uma transmissão de rádio com uma raça alienígena se comunicando informando a intenção em visitar nosso planeta. Porém, a nave deles sofre um acidente e cai no caminho em Marte, forçando o envio de uma equipe de resgate da Terra. Sob o comando do cientista Dr. Farraday (Basil Rathbone), coordenando os trabalhos na base, uma nave terráquea é enviada levando os astronautas Anders Brockman (Robert Boon), Paul Grant (Dennis Hopper) e Laura James (Judi Meredith). Após não encontrarem sobreviventes na nave alienígena, outro foguete pousa num satélite de Marte, com os astronautas Allan Brenner (John Saxon) e Tony Barrata (Don Eitner), e lá eles localizam uma pequena nave auxiliar alienígena com misteriosa mulher de pele verde (Florence Marly), que é resgatada. Os astronautas humanos então se encontram e rumam de volta para casa, porém a hóspede de outro planeta revela um desejo mortal pelo sangue dos humanos (daí um dos títulos originais do filme). Produção de baixíssimo orçamento com todos os clichês típicos dos filmes bagaceiros (e por isso mesmo divertidos) de FC com elementos de Horror das décadas de 1950 e 60. Os efeitos especiais das naves viajando pelo espaço foram retirados de filmes russos do mesmo período. Curiosamente, temos a presença numa ponta do colecionador e editor Forrest J. Ackerman, responsável pela revista “Famous Monsters of Filmland”, como o ajudante do Dr. Farraday. Já o renomado ator Basil Rathbone teve uma participação especial tanto neste como no anterior “O Planeta Pré-histórico”, emprestando seu prestígio para a produção. No Brasil, segundo o livro “Ficção Científica” (1986), de Gilberto Schoereder, o filme recebeu o nome de “Planeta Sangrento”. (RR – 23/07/13)


* The Lost Skeleton of Cadavra (2001) – Com fotografia intencionalmente em preto e branco para homenagear e parodiar os divertidos filmes bagaceiros de Ficção Científica e Horror da década de 1950, com histórias absurdas e efeitos toscos, “The Lost Skeleton of Cadavra” é dirigido e escrito por Larry Blamire (que também participa como ator). No roteiro, temos três subtramas em paralelo que se cruzam pelo mesmo objetivo, que é utilizar o forte poder de um elemento radioativo que veio do espaço num meteoro. Um cientista, Dr. Paul Armstrong (Blamire) e sua esposa Betty (Fay Masterson), procuram numa floresta o local da queda desse meteoro, objeto de estudo do concentrado cientista para o bem da humanidade. Outro “cientista louco”, Dr. Roger Fleming (Brian Howe), está procurando uma caverna onde estaria escondido um “esqueleto perdido” (do sonoro título original) com poderes sobrenaturais. Ele utiliza esses poderes para criar uma mulher, Animala (Jennifer Blaire), que traz características de animais da floresta como esquilos e raposas. E uma nave espacial parecida com um foguete, tripulada pelo casal de alienígenas humanóides Kro-Bar (Andrew Parks) e sua esposa Lattis (Susan McConnell), teve que fazer uma aterrissagerm forçada na Terra e precisa do mesmo elemento radioativo para voltar para casa. Tudo foi filmado de forma proposital e exagerada para lembrar aquelas preciosas tranqueiras dos anos 50 do século passado, com diálogos ridículos e efeitos fuleiros, não faltando o monstro mutante do espaço numa fantasia de borracha, e a nave espacial de fundo de quintal, sem contar o tal esqueleto, que é hilário de tão bagaceiro. Teve uma sequência em 2009, “The Lost Skeleton Returns Again”, também com direção e roteiro de Larry Blamire, e parte do mesmo elenco. (RR – 02/07/13)


* Todo Mundo em Pânico 5 (Scary Movie 5, 2013) – A franquia “Todo Mundo em Pânico”, criada para parodiar principalmente os filmes de horror, foi iniciada em 2000 e teve sequências em 2001, 2003 e 2006, todas lançadas nos cinemas daqui. Depois de sete anos, os produtores decidiram retormar a série e veio então a parte 5, que entrou em cartaz em 28/06/13. Dessa vez o alvo escolhido inclui filmes como “Planeta dos Macacos: A Origem”, a franquia “Atividade Paranormal”, “Mama”, “A Morte do Demônio”, “Cisne Negro” e outros. A história é extremamente banal, não tem a menor importância e não faz sentido, pois a proposta mesmo é intencionalmente, através de puro besteirol, tirar um sarro de outros filmes. Só que, se em alguns dos filmes anteriores e em alguns poucos momentos, até existiram cenas de razoável diversão, nesse episódio 5 a coisa não funciona em nenhum momento, mesmo com um esforço imenso em tentar rir de alguma situação. Ou seja, a franquia deveria acabar definitivamente, pois esse filme 5 é tão patético que nem deveria ter sido produzido. Totalmente dispensável, não vale nem ver em DVD alternativo. (RR – 01/07/13)


* Um Balde de Sangue (A Bucket of Blood, 1959) – Produzido e dirigido pelo “Rei dos Filmes B” Roger Corman em 1959, e com roteiro de Charles B. Griffith (de “A Besta da Caverna Assombrada”), “Um Balde Sangue” é uma comédia de humor negro com elementos sutis de horror e violência sugerida. Foi filmado em preto e branco em apenas 5 dias, utilizando os mesmos cenários de “A Pequena Loja dos Horrores” (1960), outra parceria de humor negro entre Corman e o mesmo roteirista Griffith. Na história, Walter Paisley (Dick Miller), é um garçon que trabalha num bar noturno, que sempre é ignorado pelos clientes e colegas de trabalho, e tem um sonho de ser um artista reconhecido. Depois que acidentalmente ele mata o gato de uma vizinha curiosa, e para esconder o delito ele cobre o cadáver do animal com argila, transformando-o numa escultura, todos ao seu redor passam a admirá-lo como um artista notável. Mas, para manter a fama, ele se vê obrigado a continuar a “fabricar” estátuas, tornando-se com isso um assassino. Filme bem curto, com pouco mais de uma hora de duração, numa produção de baixíssimo orçamento, característica de Corman. Diversão rápida indicada para os apreciadores de filmes “B”, com um desfecho trágico. Teve uma refilmagem em 1995, numa produção especialmente para a televisão.  (RR – 27/07/13)


* Wolverine: Imortal (The Wolverine, EUA, 2013) – Filme situado dentro do universo ficcional de “X-Men”, que já conta com vários filmes, e que entrou em cartaz nos cinemas em 26/07/13. O mutante Logan (Hugh Jackman), o “Wolverine” de “X-Men”, está vivendo como um andarilho quando é convidado a ir até o Japão para receber o agradecimento de um homem idoso doente terminal, Yashida (Hal Yamanouchi), que havia sido salvo por ele na Segunda Guerra Mundial, e que tornou-se um bem sucedido empresário de uma corporação de empresas de tecnologia. Lá, Logan conhece a neta do velho, Mariko (Tao Okamoto), que deverá herdar o império e está sendo perseguida por mafiosos. Ele então passa a protegê-la, com a ajuda da jovem Yukio (Rila Fukushima), envolvendo-se numa complicada conspiração e enfrentando pela primeira vez dificuldades físicas após ter sido infectado por uma mutante, Viper (a russa Svetlana Khodchenkova). Diversão para quem aprecia overdose de ação, pancadarias, lutas e perseguições em várias cenas extravagantes (especialmente uma num trem bala em movimento), e com um desfecho exagerado. Atenção para uma cena interessante após os créditos finais. (RR – 28/07/13)