“A Criação dos Humanoides”
(The Creation of the Humanoids, EUA, 1962), com direção de Wesley Barry e roteiro
de Jay Simms, baseado em livro de Jack Williamson (não creditado), é um filme
de Ficção Científica que explora as consequências de uma hipotética terceira
guerra mundial com bombas atômicas de destruição em massa, produzido durante o
conturbado período de guerra fria entre os Estados Unidos da América e a antiga
União Soviética, uma época ameaçadora para a continuidade da raça humana.
Disponível no “Youtube” com a
opção de legendas automáticas em português, a história futurística é ambientada
no século XXIII e após o holocausto nuclear que quase acabou com o planeta,
surgiu uma nova sociedade com os humanos convivendo com robôs humanoides de
pele azulada e olhos metálicos que foram criados para servir, e que
periodicamente precisam de recarga em estações chamadas de “templos”, onde também
interagem com um computador central.
Um grupo de homens liderados
pelo Capitão Kenneth Cragis (Don Megowan), insatisfeitos com os robôs por cada
vez mais serem parecidos com os humanos, se reúne numa organização chamada
“Ordem da Carne e do Sangue”. Eles não gostam dos androides por serem máquinas
de lógica infalível, memória perfeita, incansáveis e condicionados para evitar
raiva e violência, temendo que eles possam dominar o mundo.
A posição de liderança do
Capitão Cragis passou a ser questionada depois que sua irmã Esme (Francis
McCann) assumiu um relacionamento com o humanoide Pax (David Cross), e também após
segredos obscuros virem à tona sobre a sua vida e a de Maxine Megan (Erica
Elliott), amiga de Esme que trabalha com Ciências Políticas e a mulher por quem
ele se apaixonou.
Por fim, as coisas complicam
ainda mais depois que os membros da organização descobrem que o cientista Dr.
Raven (Don Doolittle) desenvolveu uma forma de transferir as memórias e
personalidades de pessoas falecidas para réplicas robóticas com aparência
humana perfeita, e que uma dessas réplicas provou o “gosto por sangue” após cometer
assassinato, quebrando a Primeira Lei da Robótica (criada pelo escritor Isaac
Asimov), onde robôs não poderiam ferir os humanos.
Com um roteiro exagerado em
diálogos filosóficos, “A Criação dos Humanoides” tem efeitos práticos e
cenários coloridos típicos de uma produção de baixo orçamento de Ficção
Científica dos anos 50 e 60 do século passado, e para quem aprecia esses filmes
bagaceiros divertidos o destaque são os interessantes robôs parecidos com
humanos, com pele azul e olhos prateados.
Entre as curiosidades, quando é
mostrado o design dos primeiros robôs desenvolvidos, um deles é o mesmo que foi
utilizado como o invasor alienígena no filme “A Invasão dos Discos Voadores”
(Earth vs. The Flying Saucers, 1956). E a maquiagem dos humanoides foi criada
por Jack Pierce, mais conhecido por seu trabalho com monstros em vários filmes
da produtora “Universal”, especialmente a criatura de Frankenstein, interpretada
pelo lendário Boris Karloff.
(RR – 20/08/26)
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