“Não existe o progresso científico sem sacrifício.” – Dr.
Bergstrom
O
quarteto fantástico das séries de TV dos anos 60 do século passado, criadas por
Irwin Allen (1916 / 1991),
era formado por “Viagem
ao Fundo do Mar” (Voyage
to the Bottom of the Sea, 1964 / 1968),
“Perdidos no Espaço” (Lost in Space, 1965 / 1968), “Túnel do Tempo” (The Time
Tunnel, 1966) e “Terra de Gigantes” (Land of the Giants, 1968 / 1969).
Quem teve
o privilégio de assistir essas séries nas saudosas televisões de tubo
certamente se divertiu muito com histórias escapistas com elementos de ficção
científica e horror e monstros de todos os tipos com efeitos práticos
bagaceiros que ficaram eternizados em nossas memórias.
“O Monstro Incandescente” (The Heat Monster) é o episódio 17 da terceira temporada de “Viagem
ao Fundo do Mar”, lançado em 1967, com direção de Gerald Mayer e roteiro de
Charles Bennett, trazendo como ator convidado da semana o “cientista louco” Alfred
Ryder, um rosto conhecido nas telinhas com participações em várias séries. O
episódio está disponível no “Youtube” dublado.
Numa
região remota do Ártico, uma estação de escuta norueguesa é controlada pelo
cientista obcecado Dr. Bergstrom (Alfred Ryder), que entra em contato com uma
entidade alienígena através de ondas de rádio. A criatura do espaço sideral
chega ao nosso planeta revelando-se um monstro falante (voz de Jim Mills, não
creditado) incandescente e com intenções hostis de conquista.
O
submarino “Seaview” recebe a missão de investigar a estação no gelo, comandado
pelo Almirante Nelson (Richard Basehart) e tripulação formada pelo Capitão
Crane (David Hedison), Chefe Sharkey (Terry Becker), Tenente Morton (Bob
Dowdell), e os marujos Kowalski (Del Monroe) e Patterson (Paul Trinka), entre
outros.
O
cientista Dr. Bergstrom é resgatado, mas torna-se aliado do monstro
incandescente que espalha o caos a bordo do submarino, exigindo uma explosão do
reator nuclear para gerar o calor necessário para uma invasão de seus
semelhantes.
A
maioria dos episódios de “Viagem ao Fundo do Mar” tinha a mesma linha básica de
história, apresentando um vilão, geralmente um “cientista louco”, uma ameaça
mortal na forma de algum tipo de monstro bizarro, e a tripulação do “Seaview”
tentando reestabelecer a ordem das coisas.
Aqui
o Dr. Bergstrom, em busca de conhecimento e autor da frase clichê reproduzida
no início desse texto, é o vilão que se alia ao alienígena tirano. Para mudar
um pouco e tornar talvez mais fácil e ainda mais barato para a equipe de produção,
em vez de um tradicional monstro de borracha, temos algo parecido com uma tocha
flamejante, um monstro de fogo que usa o calor como arma.
O
desafio da tripulação do submarino, como sempre, é combater e eliminar a ameaça,
salvando o planeta, tudo muito óbvio e repetitivo, mas também muito divertido
justamente pelas histórias rasas e os efeitos práticos toscos.
(RR – 15/03/26)
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