Durante a década de 1960 do século passado
tivemos quatro séries de TV com temática de Ficção Científica com elementos de
Horror que fizeram a alegria daqueles fãs privilegiados da saudosa época das
televisões de tubo. Criadas pelo lendário produtor Irwin Allen (1916 / 1991), são elas: “Viagem ao Fundo do Mar” (Voyage to the Bottom of the Sea,
1964 / 1968), “Perdidos no Espaço”
(Lost in Space, 1965 / 1968), “Túnel do Tempo” (The Time Tunnel, 1966) e “Terra
de Gigantes” (Land of the Giants, 1968 / 1969).
“Viagem ao Fundo do Mar” teve um filme piloto lançado em 1961 também produzido
e dirigido por Irwin Allen, que foi seguido por uma série de TV que teve 110
episódios de aproximadamente 50 minutos, divididos em 4 temporadas.
“Os Homens
de Cera” (The Wax Men) é
o episódio 24 da terceira temporada (1967), dirigido por Harmon Jones e escrito
por William Welch. Foi lançado em DVD no Brasil e também está disponível no “Youtube”
com a dublagem clássica da “versão brasileira AIC São Paulo”. O ator convidado
da vez foi o anão Michael Dunn (1934 / 1973), um rosto conhecido na TV como na
série “James West”, onde interpretou o “cientista louco” Dr. Miguelito Loveless
em vários episódios.
O submarino “Seaview” recebe a missão de transportar
várias caixas de madeira com supostamente estátuas recuperadas do continente
perdido de Atlântida, para uma exposição do Departamento de Estado em
Washington.
Porém, a tripulação do submarino acaba
sendo substituída por réplicas de cera (do título) que estavam nas caixas
lacradas, passando a agir como zumbis autômatos liderados por um anão maligno
sem nome vestido de palhaço (Michael Dunn), um “cientista louco” que pretende
dominar o mundo.
Todos são substituídos, desde o Almirante Harriman
Nelson (Richard Basehart), o Tenente Chip Morton (Bob Dowdell), o Chefe Francis
Sharkey (Terry Becker) e o marujo Kowalsky (Del Monroe), exceto pelo Capitão
Lee Crane (David Hedison), que não estava a bordo e o único que não foi
copiado, tendo que lutar sozinho para recuperar o controle do submarino.
Uma das maiores características da série é
apresentar histórias exageradas no escapismo e fantasia, com monstros de todos
os tipos e ameaças de invasão alienígena e ações inescrupulosas de “cientistas
loucos”, com efeitos especiais práticos toscos e muito divertidos.
Em “Os Homens de Cera” esses elementos
também estão presentes, com um vilão anão vestido de palhaço e intenções hostis
manipulando bonecos artificiais de cera, isentos de emoções, que substituem a
tripulação do submarino, lembrando o argumento básico de “Vampiros de Almas”
(Invasion of the Body Snatchers, 1956) e a refilmagem “Invasores de Corpos”
(1978).
A história não tem explicações sobre os
objetivos do vilão (apenas temos no final uma revelação pelo Almirante Nelson)
e nem detalhes sobre a criação científica das réplicas, mas a ideia do roteiro parece
mesmo com a única intenção de explorar os velhos clichês de sempre e garantir o
entretenimento de quem desligou o cérebro para relaxar e apenas “viajar ao
fundo do mar”.
(RR
– 09/03/26)

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