The Night of the Scorpion (La Casa de las Muertas Vivientes, Espanha / Itália, 1972)

 


Quando pensamos num típico filme com elementos de horror, suspense e mistério cujos vários títulos alternativos e principalmente os cartazes de divulgação são bem mais interessantes que o próprio roteiro e produção, então “The Night of the Scorpion” (1972) pode ser esse filme.

Um giallo espanhol e italiano, com o tradicional “assassino com luvas pretas” e algumas mortes sangrentas, conhecido pelos nomes sonoros e chamativos “La Casa de las Muertas Vivientes” na Espanha e “Una Tumba Aperta... Una Bara Vuota” na Itália. Dirigido por Alfonso Balcázar utilizando o pseudônimo Al Bagran, o filme está disponível no “Youtube” numa versão dublada em inglês e com opção de legendas em português.

 

Oliver Bromfield (José Antonio Amor) é um milionário viúvo, alcoólatra e instável emocionalmente, traumatizado pela morte trágica de sua primeira esposa Helen (Gioia Desideri) num misterioso acidente caseiro. Ele está retornando após um ano afastado para a mansão isolada de sua família, localizada no alto de uma colina, trazendo a nova esposa, Ruth (Daniela Giordano).

Ao chegarem são recepcionados com frieza pela irmã de Oliver, Jenny (Teresa Gimpera) e pela madrasta e viúva Sara (Nuria Torray), únicos moradores da mansão, além dos empregados, a jovem arrumadeira Clara (Alicia Tomás) e o estranho jardineiro Peter (ator não creditado e cujo nome nem aparece na ficha do filme no IMDB).

A recém-chegada Ruth acaba se sentindo desconfortável num ambiente sinistro de uma casa imensa que esconde segredos obscuros da família, como o fato de Sara ser apaixonada por Oliver e um relacionamento amoroso entre Jenny e Helen. E o ambiente torna-se ainda mais tenso com a ocorrência de mortes violentas com as ações de um assassino agindo entre eles nas sombras, com todos sendo suspeitos.      

 

O filme tem uma narrativa excessivamente arrastada e poderia ter uma duração reduzida entre quinze a vinte minutos do total de uma hora e meia. Como tem poucos personagens dispersos numa mansão sinistra, a história precisaria ser mais dinâmica ao apresentar seus dramas, conflitos internos e problemas psicológicos, e deveria investir mais numa sempre bem-vinda e esperada atmosfera sombria de mistério envolvendo um assassino determinado a diminuir a quantidade de moradores.

 

(RR – 22/05/26)